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CONVITE DE MISSA DE 7º DIA
Arminda Nogueira Junqueira (Mindinha)
A família agradecida pelas demonstrações de carinho recebidas, comunica que a missa será celebrada, hoje, 21/10/2014, às 19 hs., na Catedral N. Sra. da Conceição. Pelo comparecimento, agradece. 
CONVITE DE MISSA DE 7º DIA
Alcides de Paula Faria
A família agradecida pelas demonstrações de carinho recebidas, comunica que a missa será celebrada, hoje, 21/10/2014, às 19 horas, na Igreja São Judas Tadeu. Pelo comparecimento, agradece. 
CONVITE DE MISSA DE 7º DIA
José Euripedes Rodrigues
A família, agradecida pelas demonstrações de carinho recebidas, comunica que a missa será celebrada, hoje, 21/10/2014, às 19 horas, na Igreja Nossa Senhora das Graças. Pelo comparecimento, agradece. 
CONVITE DE MISSA DE 7º DIA
Pedro Henrique Mendonça Borges
A família, agradecida pelas demonstrações de carinho recebidas, comunica que a missa será celebrada hoje, 21/10/14, às 19h30, na Igreja Santa Edwiges (Nova Franca). Pelo comparecimento, agradece. 
CONVITE DE MISSA DE 7º DIA
Sebastiana Caires Vilela
A família agradecida pelas demonstrações de carinho recebidas, comunica que a missa será celebrada, hoje, 21/10/14, terça-feira, às 19 horas, na Catedral Nossa Senhora da Conceição. Pelo compare-cimento, agradece. 
Paulo Crespo, ex-Acif, Distritos Industriais e Amcoa, morre aos 93 anos
Morreu na madrugada de ontem, segunda-feira, 20, durante o sono, o economista, ex-diretor executivo da Acif e da Amcoa, ex-secretário municipal de Indústria e Comércio da primeira gestão do prefeito Sidnei Rocha (1983-1985) e, depois, primeiro superintendente da empresa Dinfra (Distritos Industriais de Franca S.A), Paulo Jobim Crespo, aos 93 anos. ‘Ele descansou sem dar trabalho para ninguém — e era assim que sempre nos disse que queria que fosse’, disse seu genro Onides Pereira. 
 
Filho de pai agropecuarista e político, foi morar com a família em 1944 no Rio de Janeiro, então capital da República, quando o pai foi eleito deputado federal. Lá, trabalhou na Caixa Econômica Federal e, horas vagas, atuou também na gravadora Continental, o que lhe proporcionou tornar-se próximo a personagens conhecidos da música brasileira que criariam a Bossa Nova e um ‘clube de convivência’, ‘Os Cafajestes’, o que os levava a dezenas de festas e badalações. 
 
Foi assim até Paulo conhecer e se casar com a carioca Sueli Machado. Do enlace, dois filhos, Márcio (casado com a francana Ana Lúcia Novelino) e Lila (casada com o carioca Onides Pereira), além de quatro netos, Giovanna, Gabriela, Leonardo e Rafael. No ‘time dos casados’, Onides conta que Paulo decidiu-se a mudar do Rio, e ele e Sueli passaram a analisar possibilidades nos Estados de São Paulo e Paraná. Um convite de amigo que conduzia fazenda de gado em São José da Bela Vista, região de Franca, e queria Paulo como sócio, fizeram os Crespo se decidir por Franca. Sueli se formou, pela Unesp, em História e ao se tornar Ph.D, recebeu convite para assumir pró-reitoria na UNB (Universidade de Brasília) ‘e começou a preparar extensa papelada’, disse Onides. Em seu Fiat 147 dirigiu-se, certo dia, a Ribeirão Preto, sempre em busca da documentação que precisava, sofreu gravíssimo acidente e morreu. Paulo, já enraizado em negócios de gado, couro e calçados, entregou-se ao cigarro e ao trabalho compulsivo. Foi secretário executivo da Acif (Associação Comercial e Industrial de Franca). No início dos anos 80, o então candidato à prefeitura de Franca Sidnei Rocha, preparando campanha, chamou Paulo para preparar seu projeto de governança para o setor industrial e comercial, e o executivo aceitou. Vencedor nas urnas, Paulo assumiu a secretaria de Indústria e Comércio. Em mais um ano, aceitou o desafio de implantar o recém criado Dinfra e tirar do papel um projeto que a cidade apenas ensaiou durante anos. Determinado, Paulo iniciou a implantação da infra-estrutura do Distrito na região do antigo Aeroclube de Franca, fez a campanha de lançamento e, reconhecido pelo setor, levou para lá quase uma centena de empresas. Seu nome ganhou notoriedade.
 
O cigarro lhe cobrou pesada conta alguns anos depois. Foi diagnosticado com câncer no abdômen, e metástases. Operado pelo cirurgião Fernando Ruas dos Santos teve extraída a quase totalidade do estômago e partes de outros órgãos, com prenúncio de poucos meses de vida. Não se entregou. ‘Viveu mais 30 anos’, disse Onides. Sua filha Lila (que se dedicaria, nos anos sequentes, a atividades na M2000, Acif, Santa Casa de Misericórdia e, hoje, à empresa do ramo de aparelhos auditivos) e o genro, Onides (empresário do ramo de ensino do Tênis), decidiram-se por deixar o Rio e se mudar para Franca em 1993. Desde a chegada, ‘exigiram’ que Paulo fosse com eles residir. Paulo aceitou. Encerradas as atividades de organização e implantação do Distrito Industrial, foi chamado à direção executiva da Amcoa (Associação dos Manufatores de Couros e Afins do Distrito Industrial de Franca), e permaneceu no trabalho até completar 91 anos. Nos dois últimos anos continuou dirigindo o próprio carro, lendo com avidez jornais e revistas nacionais . Há um ano, muito debilitado, se fez recluso em casa.
 
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Com Lila em viagem de trabalho, Onides anfitrionou quem foi saudar a memória de Paulo. Estive lá. Trabalhei com ele na prefeitura e no ano inicial do Dinfra. Onides, quando lhe perguntei que conceito resumiria a vida de Paulo, suas relações com a família e a cidade de Franca, que escolheu como sua, ele chorou. Disse-me que tinha perdido ‘um pai, um amigo, um irmão, um companheiro que nunca deixou de nos incentivar em casa e a tantos empresários ao bom relacionamento e ao sucesso, mas, quem perde mais, certamente, é Franca. A cidade perdeu um operário, na plena expressão da palavra, que trabalhou sem descanso até os 91 anos por sua indústria, por sua vocação produtiva. Essa é a herança que Paulo Crespo deixa a todos nós’. O sepultamento aconteceu ontem, segunda-feira, 20, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras’. 
 
(Luiz Neto).
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