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Morreu Maria Gonçalves, mãe da vice-diretora da escola ‘Otávio Martins’
“Mãe e filha formaram, desde sempre, exemplo de família focada na educação como receita para uma vida melhor e mais justa”

Morreu hoje, 8h30 horas, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Maria de Lourdes Gonçalves, aos 68 anos. Segundo seu genro Elézer Freiria, ela foi hospitalizada na tarde do sábado, dia 6. “Enfrentou, nas últimas semanas, baixa de imunidade causada por processo inflamatório que lhe causou insuficiência respiratória grave. No final da semana estava muito debilitada, não resistiu e morreu”, disse ele.

Estava divorciada de Delson de Andrade há 40 anos. Não época, residia em Ribeirão Preto. Do enlace, uma filha, Alcione (vice-diretora da Escola ‘Otávio Martins de Souza”, de Franca, casada com Elézer). Do casamento da filha, dois netos, Renê e Adriene.

Com a separação, Maria e a filha Alcione se mudaram para a Vila Nova, em Franca. A mãe, para o sustento da família, trabalhou, a princípio, como costureira. Depois, empregou-se na Indústria de Calçados Status. Determinada e consciente da necessidade de trabalhar muito, atuou também com diarista.

“Foi previdente, todo o tempo. Quando esteve desempregada, não deixou de recolher contribuições ao INSS para garantir sua aposentadoria. Foi, sobretudo, guerreira e intransigente com seu projeto de formar a filha, e conseguiu”, disse Elézer.

Alcione frequentou escolas e fez especializações que a levaram a vice-dirigir escola das mais tradicionais da cidade, a “Otávio Martins de Souza”. Formou-se professora pela Escola Normal do EETC (Escola Estadual “Torquato Caleiro”). Nas Faculdades Claretianas, tornou-se professora de Matemática e Física. Depois, fez especialização em Pedagogia. “Sua mãe sempre trabalhou duro para que a filha tivesse vida diferente da sua. Alcione conseguiu o Bolsa Universidade e, também, trabalhou no programa Escola de Família, pois queria fazer diferença na vida educacional de pessoas comuns. Pode-se dizer que elas eram exemplo de família focada na educação como receita para uma vida melhor”, disse Elézer.

Maria de Lourdes não quis morar com a filha, ou com irmãos. “Sempre foi independente. Era reservada e tinha hábitos todo seus, inclusive, gosto pela dança. Quando podia, ia nas matinês dominicais do Baile do Passarinho, na Estação. Também gostava de pescar. De quando em quando tirava a tralha do armário e ia para a região do Estreito com seu irmão e cunhada. Foi uma mulher guerreira e não houve quem conhecesse sua história e não a respeitasse”, disse o genro.

O velório, no São Vicente de Paulo, sala 2; e o sepultamento, no Cemitério Santo Agostinho, às 16 horas, com serviços da Funerária Tedesco, aconteceram hoje, segunda-feira, dia 8.

Maria de Lourdes foi sepultada no Cemitério Santo Agostinho, hoje segunda-feira

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