Jornalista e diretor executivo do GCN.
Advogado, ex-coordenador do Procon/Franca
Jornalista, escritora, professora
Jornalista e editor de Opinio do 'Comcio'
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EFEITOS DO CONSUMO DE SUBSTNCIAS PROIBIDAS SO DANOSOS AO ORGANISMO
Não é de agora que pequena parcela da população brasileira mostra uma completa despreocupação com a saúde. A automedicação é um hábito ainda arraigado em grande parcela da população, tendo sido necessária a criação de instrumentos para evitar a compra indiscriminada de remédios causadores de efeitos colaterais perigosos. O objetivo sempre foi o de preservar a saúde do consumidor. Hoje, no Brasil, não é possível comprar antibióticos sem receita médica, prática que era considerada normal em todo o País até há pouco tempo. Após uma pesquisa mostrar que a venda de medicamentos do tipo não tinha controle e que o paciente se automedicava sem procurar um profissional de saúde habilitado para tal, considerou-se de bom senso criar alguma barreira para reduzir o consumo. O uso irrestrito deles pode levar o organismo a um colapso total. 
 
Os exemplos vão se multiplicando e nem sequelas ou mortes causadas pelo uso de substâncias consideradas potencialmente danosas e cuja venda é proibida no Brasil são capazes de alertar aqueles que se arriscam conscientemente, em busca, por exemplo, de uma silhueta definida em músculos ou da redução de peso sem grandes esforços. Ontem, a Polícia Federal realizou apreensão de anabolizantes e suplementos proibidos, que vinham sendo vendidos em academias de ginástica e outros estabelecimentos. Autoridades médicas já alertaram para o perigo a que o usuário está exposto quando não há cautela na busca de resultados fáceis e imediatos. Quem se utiliza deste tipo de substância de forma indiscriminada, sem qualquer tipo de orientação médica, num inexplicável culto ao corpo e às formas que considera perfeitas, demonstra um profundo desprezo para com a própria vida. A proibição do consumo dos produtos no País decorre de estudos que mostram a sua potencial nocividade à saúde dos usuários.
 
O que não se entende é que, mesmo diante do grande número de informações disponíveis hoje, há ainda quem se submeta a práticas condenadas pelas autoridades médicas para conseguir uma silhueta malhada, com barriga “tanquinho” e “cheia de gomos”. Os reflexos dos anabolizantes, há muito se sabe, podem ser letais para quem os utiliza. São males e doenças em longo prazo que podem causar a morte. Não vale a pena buscar uma saída fácil. A preservação da saúde é mais importante. Esperar que, sem esforço, os músculos “bombem” ou as gorduras desapareçam é contraproducente. Também é ingênuo acreditar que um remédio proibido seja capaz de restaurar a virilidade. Só mesmo um médico é capaz de avaliar a eficácia de um medicamento. Aceitar a aplicação de substâncias proibidas é submeter-se a uma roleta russa potencialmente mortal.
 
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