Jornalista e diretor executivo do GCN.
Advogado, ex-coordenador do Procon/Franca
Jornalista, escritora, professora
Jornalista e editor de Opinio do 'Comcio'
Advogado e professor

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Surgiu nas redes sociais do mundo todo, a partir da Rssia, um pretenso jogo que j est levando os jovens do mundo ao suicdio
PESQUISA MOSTRA AUMENTO DO SUICÍDIO ENTRE JOVENS RELACIONADO AO ‘JOGO’
 
Surgiu nas redes sociais do mundo todo, a partir da Rússia, um pretenso jogo que já está levando os jovens do mundo ao suicídio. Trata-se do nefasto “Baleia Azul”. O jogo consiste em uma série de 50 desafios diários, enviados à vítima por um ‘curador’. Há desde tarefas simples como desenhar uma baleia azul numa folha de papel até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios ou furar a palma da mão diversas vezes. Em outra tarefa, o participante deve ‘desenhar’ uma baleia azul em seu antebraço com uma lâmina. Como desafio final, o jogador deve se matar. A questão começa a tomar conta dos noticiários, ainda mais que vários jovens estão se matando seguindo as “tarefas” que lhes são determinadas pelos “curadores” do “Baleia Azul”. As autoridades de segurança, surpreendidas pelas denúncias e sem informações sobra o jogo, não estão conseguindo encontrar os responsáveis e muito menos reduzir sua influência, pois são utilizadas duas ferramentas da internet (messenger do Facebook e o Wathsapp) para disseminar o jogo. O perigo das ruas começa a rondar as nossas casas.
 
De assunto mantido entre quatro paredes a tema de série na internet, o suicídio de jovens cresce de modo lento, mas constante no Brasil: dados do Mapa da Violência de 2017 — estudo publicado anualmente a partir de dados oficiais do SIM (Sistema de Informações de Mortalidade) do Ministério da Saúde — mostram que, em 12 anos, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 -- um aumento de quase 10%. Em países como Coreia do Sul e Lituânia, a taxa no conjunto da população supera 30 por 100 mil habitantes; entre jovens, supera 25 por 100 mil habitantes na Rússia, na Bielorússia e no Cazaquistão. Em números absolutos, porém, o Brasil é o oitavo país com maior número de suicídios no mundo, segundo ranking divulgado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 2014. Por causa do “Baleia Azul”, estes números podem crescer ainda mais.
 
A psicóloga Mariana Bteshe, professora da Uerj, diz que os pais devem estar atentos a qualquer mudança brusca no comportamento do jovem, como, por exemplo, um adolescente expansivo que, de repente, fica introspectivo, agressivo, tem insônia, dorme demais ou passa muito tempo no quarto. Mais uma vez, o alerta especial vai para o uso da internet, que deve ser ainda mais intensificado, por causa deste jogo. “Muitas vezes o jovem fica muito tempo na internet, e os pais não sabem o que ele anda vendo ou com quem anda falando. É preciso que a família, mantendo a privacidade do jovem, busque uma forma de contato com ele e abra um espaço de diálogo”, afirma a psicóloga. Todo cuidado é pouco, ainda mais quando de trata de jovens influenciáveis para o bem e para o mal.