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A Nossa Opinião

Que mundo maluco é este?
A intolerância — política, religiosa e de gênero — tem se transformado na principal motivação de inúmeros crimes contra toda a humanidade
A HUMANIDADE ESTÁ DESCENDO LADEIRA ABAIXO E CONTINUAMOS IMPOTENTES
A intolerância — política, religiosa e de gênero — tem se transformado na principal motivação de inúmeros crimes contra toda a humanidade. Ditadores se perpetuam no poder à custa do cerceamento das liberdades individuais, causando atrocidades e genocídio. Grupos extremistas religiosos matam em nome de uma fé distorcida, que ensandece e tira a vida, de forma violenta, de inocentes. Grupos extremistas, religiosos e políticos, intolerantes, continuam combatendo qualquer indivíduo homossexual ou transgênero, muitas vezes violentamente, causando mortes e ferimentos graves. Segrega-se por causa da raça, das posições e do comportamento. Mata-se por não se ter a mesma orientação religiosa. Trucida-se por não se ter o mesmo pensamento político. Ninguém é melhor — ou superior — a seu semelhante. 
 
Que mundo é esse onde, em nome de um ser superior, centenas de meninas são sequestradas e abusadas, como fez o Boco Haram (grupo islâmico fundamentalista) na Nigéria? Que mundo é esse onde um presidente democraticamente eleito fecha órgãos de imprensa e prende jornalistas que ousaram denunciar casos de corrupção no governo, como Recep Tariyp Erdogan, na Turquia? Que mundo é esse onde um ditador bane adversários para conseguir nova eleição, como Nicolás Maduro na Venezuela: Como se pode dizer que tantas atrocidades são cometidas em nome Deus (ou Alá ou Buda ou Jeová)?
 
Qual democracia sobrevive diante da censura e perseguição aos órgãos de imprensa? Como poderemos viver com tranquilidade e segurança se as diferenças de raça, gênero e postura continuam provocando uma violência desmedida e inexplicável nos tempos de hoje? É este o mundo que ansiamos e sonhamos para os nossos descendentes? A intolerância começa a levar a humanidade para o buraco, rumo a um apocalipse, sem que tenhamos condições de reagir e colocar o planeta no rumo da paz. Estamos numa encruzilhada e não temos como decidir, de forma correta, qual caminho seguir.
 
Enquanto a violência grassam perde-se a chance de legar aos que nos sucederão um mundo mais humano, pacífico e ordeiro. Enquanto a intolerância continuar dominando a política, a fé e as relações humanas, este objetivo fica cada vez mais distante. A cada dia nos esquecemos da máxima deixada por Jesus Cristo — cujo aniversário se comemora no próximo dia 25 com banquetes e presentes, mas não com uma necessária reflexão —, que é “amar ao próximo como a si mesmo”. Se cada um empregar este ensinamento, seremos capazes de começar a mudar este jogo. Violência não se combate com violência, mas a paz é conseguida através de pequenos gestos cotidianos e ensinamentos legados às novas gerações. Será que conseguiremos chegar lá?
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