icone_face icone_wathsap
GCN.net.br
  • Buscar
  • Menu

Colunistas e opiniões

Correia Neves Jr
Gazetilha
Jornalista e diretor executivo do GCN.
Denilson Carvalho
Consumidor
Advogado, ex-coordenador do Procon/Franca
Dilma Rousseff
A presidente responde
Presidente do Brasil
Edson Arantes
Bastidores da Política
Jornalista
Lucia Brigagão
Cotidiano
Jornalista, escritora, professora
Luiz Neto
Cidadania
Jornalista e editor de Opinião do 'Comércio'
Pe. José Geraldo
Religião
Pároco da Catedral
Toninho Menezes
Conjuntura
Advogado e professor
Wilson Marini
Cidades
Jornalista
opinaoCartas
Artigos e cartas
Os comentários e textos dos leitores e articulistas do Comércio
 

A Nossa Opinião

A quem interessa a atual situação?
Está se acirrando, nos últimos tempos, os confrontos entre grupos antagônicos. O “nós” contra “eles” criado pelo ex-presidente Luís Inácio
CONFRONTO ENTRE GRUPOS, ORGANIZADOS OU NÃO, PREJUDICA LIBERDADES INDIVIDUAIS
Está se acirrando, nos últimos tempos, os confrontos entre grupos antagônicos. O “nós” contra “eles” criado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva ainda repercute, com “mortadelas” e “coxinhas” digladiando nas redes sociais, muitas vezes de forma raivosa. De ambos os lados, a mentira e a deturpação tomam conta dos posts nas redes sociais, criando um ambiente cada vez mais conturbado. Os norte-americanos têm uma prova do que pode acontecer quando “nós” e “eles” se enfrentam: Donald Trump é o presidente de uma das mais poderosas nações do mundo. No cargo, já conseguiu “enterrar” o acordo do clima (para a redução das emissões de poluentes nos próximos anos), tenta destruir o programa de saúde do seu antecessor e sonha em transformar os Estados Unidos numa sociedade fechada, restringindo a entrada de estrangeiros e insistindo na construção de um muro na fronteira com o México. E, para piorar, pode causar um conflito global ao criar um confronto aberto com Kim Jong Un, ditador norte-coreano.
 
Hoje, no mundo, ideologias religiosas e diferenças de raça e gênero estão causando uma série de conflitos, na maioria das vezes violentos e vitimando centenas de milhares de inocentes. No último sábado, um atentado com caminhão bomba em Mogadíscio, capital da Somália, deixou mais de 350 mortos. Trata-se de mais um entre as centenas de atos de terrorismo, cuja escalada assistimos entre horrorizados e temerosos. Ao longo da História da humanidade, atrocidades foram cometidas contra ideologias, raças e religiões, com resultados devastadores e vitimando, na maioria das vezes, inocentes que nada tinham a ver com a questão. Atualmente, moradores de Mianmar fogem de ataques étnicos mas não impedidos de entrar em Bangladesh, numa clara demonstração de que ainda há povos que não encontram um lugar tranquilo para tentar sobreviver.
 
As redes sociais têm sido um terreno vasto para discursos de ódio contra rivais. Além dos “mortadelas” e “coxinhas”, hoje vemos a “direita” e a “esquerda” disputando espaços e tentando fazer valer a opinião pessoal. Volta e meia a Justiça é chamada a se pronunciar sobre ataques contra  minorias. Nem exposições de arte estão a salvo, ainda mais quando se pretende censurar ou proibir a livre expressão garantida pela nossa Constituição. Também não sabemos até que ponto isso vai continuar ou a quem interessa em manter este confronto. O problema é que são atacadas as liberdades individuais e a própria democracia. O que se deve ter em mente é que não há raça, fé religiosa ou gênero superior. O que há — e isso deveria ser relevado — são indivíduos feitos de carne, sangue, ossos e tecidos: somos todos iguais e deveríamos nos olhar assim. No final, o destino de todos é o mesmo: a morte e o apodrecimento do corpo.
 
Charge do dia
veja mais...
ir para versão desktop