Clint Eastwood

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Desafio enorme é escrever sobre Clint Eastwood nesta pequena coluna. Sua vida particular repleta de acontecimentos, sua carreira que exibe até agora mais de 50 títulos, o número de prêmios importantes recebidos, a relação dos admiradores que nele se inspiraram para compor músicas, imaginar espetáculos, criar láureas - tudo é vasto. E seu temperamento dinâmico, seu gosto pelo novo, sua recusa ao plágio de si mesmo o tornam um ícone para muitos, não só nos Estados Unidos, onde nasceu numa família pobre da Califórnia em 1930. Foi metalúrgico, como o pai, e como este trabalhou em várias profissões enquanto estudava.


Começou na carreira artística como ator, em pequenos papéis. Foi o filme Homem sem nome quem lhe abriu as portas para a fama, seguindo-se Por um punhado de dólares e outros do gênero.


Em 1973 ele estréia na direção no filme Breezy, com William Holden. Não pararia mais de dirigir, às vezes a si mesmo, como aconteceu em Firefox. Data deste período a série Dirty Harry. Os anos 80 irão encontrá-lo às voltas com novos westerns, gênero que elevou à categoria de clássico. Nos 90 fez, entre outros, o campeoníssimo de público, As Pontes de Madison, onde atuou ao lado de Meryl Streep, e o incensado pela crítica, Cartas de Iwo Jima. Neste nosso século produziu muitos filmes de baixo orçamento e grande qualidade. Perfeccionista, quando está dirigindo evita conversar e somente usa as palavras OK, Ação, Corta! Eastwood tem um total de oito premiações ao Oscar. Invictus, resenhado ao lado, recebeu duas.

(SM)

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