Salão de beleza

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

O ideal de beleza sempre permeou a história da humanidade. Em achados arqueológicos foram vistos pentes e navalhas de pedra. Muitos séculos antes de Cristo, as estátuas egípcias de figuras humanas e as esculturas gregas comprovam o culto à forma. Atualmente, está em evidência a cultura visual que valoriza a força da imagem. Nada melhor para contribuir com esta ideia do que um salão de cabelereiro. Nele cuida-se do corpo e da alma. As escolhas dependem do estado de espírito: um corte mais ousado, uma cor mais intensa ou um leve desfiado. Quando você entra em um local destes, deixa do lado de fora as tristezas e preocupações. Pode,também,descrevê-las minuciosamente à pessoa que a atende. Ela saberá aconselhá-lo e desfilará para você suas próprias agruras. Enfim, saber ouvir é um dom e quem o tem deve usá-lo.

Salões de cabelereiro são usados como cenários de filmes, teatros, novelas devido à sua dinâmica que incentiva a fala dos personagens. O ambiente é amistoso, cadeiras confortáveis, com decoração apropriada e serviço de café completo: água, chá, bolachinhas. A TV fica ligada em um só canal, mesmo porque quase ninguém presta atenção a ela e quanto a folhear revistas, poderá encontrar algumas de anos anteriores. Há espaços para a comercialização de produtos de beleza, de variadas marcas e valores, que prometem efeitos benéficos para a pele, cabelos e todo corpo.

O número destes salões tem aumentado, o que se justifica pelo grande interesse de mulheres e homens pela beleza. Reuniões sociais e de trabalho,também, exigem uma aparência bem tratada. Os cabelos, por exemplo, são adornos do rosto e um novo corte é um instrumento de sedução. Muitos procuram nestes cuidados um alento para o espírito, acreditando que cuidando da forma tem-se mais disposição e segurança para enfrentar o dia a dia. A imagem influencia comportamentos e até sentimentos.

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