O tempo nela sabe

Por: Zelita Verzola

No peitoril da janela, a espera. Ela não sabe até quando, mas permanece. O afastamento ocorre por minutos, o suficiente para se alimentar e esticar um pouco as pernas. O que move o sacro ofício?

A confiança de que, a seu tempo, dos mornos ovinhos sairão os rebentos, que darão continuidade à linhagem das pombinhas do campo.

Mesmo que do campo migrada, por contingência criada por outra linhagem, em que o tempo parece saber bem menos.

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras