Coração sem Peneira

Por: Débora Menegoti

Coração pingando melado
Mole, mole... Abobalhado
Cheirando a chuva, o molhado.
Acolhedor de meu telhado
Meu coração segue a sina
Escreve, dorme, acorda, alucina.
Pinta, borda, trabalha ainda.
Sonhos meus inaugurados.
Para hoje quero livre ao vento
Sentir aqui; se estiver dentro...
Não ter cercas, arame farpado.
Sem peneirar amores furados
Com a ponta dos dedos escolho
Como catando feijão
Somente semente se for bom
Carcomido, oco, vai fora, fico sem.
É muito caro o que alimenta
Raro encher alma barriga de alguém.

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