Mulher

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Mulher é estrela: tem luz própria. Embora latências ocorram por medo ou miopia - e o potencial possa se deslustrar - quando começa a brilhar, define e estabelece sua órbita. O momento em que a mulher se descobre estrela? Ao nascer. Virtudes, capacidades, possibilidades, características serão revelados bem cedo: quando descobrir o espelho, por exemplo, que se tornará seu maior aliado, mudo e expressivo auxiliar de descobertas internas e externas. Espelho algum mente para a mulher que se coloca diante dele – exceção àquele da madrasta da Bela Adormecida. Jamais confiar em espelho mágico, portanto. Que falam, pior ainda: a mudez, via de regra é sempre virtude. Exercícios diários precoces infantis diante do espelho fortalecem a eclosão da latente mulher. Se for o do toucador da avó, melhor ainda, pois se assemelha a sala de alquimia com profusão de batons, lápis, delineadores, pentes, perfumes, presilhas, flores de adereço, rímel, pincéis, brilhos, pentes, escovas, perucas, blush, esmaltes, sombras coloridas: tentação maior não há.

(Lúcia H. M. Brigagão)

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