Frida Kahlo

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

245103
Frida Kahlo e Diego Rivera eram referidos como excêntrico e polêmico casal de artistas mexicanos. Depois do filme, em 2003 - da conterrânea Salma Hayeck - Frida revelou-se a forte e decidida artista e mulher que superou sequelas: a manqueira - da poliomielite, a fratura da coluna - do acidente de bonde.  Sofria dores terríveis e passou por inúmeras e dolorosas cirurgias. Além do padecimento físico, sofreu outros, morais, provocados pelo mulherengo e boêmio marido. Presa à cama e aparelhos, começou a pintar nos períodos de convalescença e produziu intensa, diversificada e fascinante obra utilizando temas pouco ortodoxos, cores vivas e fortes, com nítida influência dos antigos povos mexicanos: autorretratos, paisagens mortas, cenas imaginárias e objetos simbólicos.  Em 2004, cinqüentenário de sua morte, a Tate Modern, Londres, coligiu os quadros de Frida e montou magnífica exposição. Nas imensas paredes da galeria, antes dos salões das telas a óleo, ricos e impressionantes painéis montados de fotos nas quais ela é o modelo. Para calcular a dimensão deles, comparar as imagens das fotos virtuais com as reais da jovem e da criança, no canto esquerdo inferior. Quadro dela, meu predileto? “Viva La Vida”.
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras