Zezé Rao e Rodolfo Chaves Bartoci

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Após namoro de sete anos se casaram em Franca, em 1º de setembro de 1993, quarta-feira. Seu pai enfartara um ano antes e ela decidiu que a recuperação paterna seria comemorada na festa de seu casamento um ano depois, e no mesmo dia. Oriunda dos  Rao, Canesin, Ceciliano – de Sertãozinho, ela quis a presença dos parentes, embora alguns tivessem idade avançada. Grande alegria, quando chegaram todos, em três ônibus fretados. Sonho realizado: teve linda festa de casamento. O vestido, feito por estilista de cidade vizinha, foi inspirado no modelo que Xuxa usara em tradicional programa de televisão do final de ano. Zezé até queria que fosse preto como o original, mas optou pelo  branco, pois temeu o veto do padre que realizaria a cerimônia. Era igualmente bordado com cristais, conseguidos com esforço na capital do estado. Ficou pesadíssimo: ela passou a festa com dor nas costas. Quando chegou à Igreja não pode entrar: os convidados se atrasaram, se ela cumprisse o horário não teria muita gente para recebê-la. Esperou. Não, não fez álbum de casamento: tirou apenas quatro fotos. Como todas as noivas, de todos os tempos, Zezé ao se casar  levou em conta seus sentimentos que superaram razões, botaram-lhe esperança no coração, fizeram-na sonhar e construir castelos.  Para homenagear as Noivas de Maio, que serão mostradas nas cinco próximas edições do Nossas Letras, inauguramos hoje o projeto com a professora Zezé Rao – mulher ativa, ousada, dinâmica, corajosa, inteligente, popular, ícone francano da classe, beleza e elegância.
 
 
(Lúcia H. M. Brigagão)

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