Bolo de Lobo Bom

Por: Débora Menegoti

Me prende sem querer entre os dedos das mãos,
Vazios, entrelaçam meus cabelos 
Capricho de um rapaz absorto, sonhador
Me rearranjo nas nuances deste olhar esperança
Desejo todo tom, força e intensidade
Mal consigo entender
 
Os romances andam em pressa pra acabar
Eu habito ainda teu verde de tudo sempre refazer 
E no vão dos teus vais venho ate você
Não será ilusão? Ouço tua voz me chamar 
É convulsão do ISSO que tudo é sem poder descrever
Sem nome fiel ou sequer alusão a tradução
Teu fogo lambe sonhos coloridos de amanhã
E as meninas rodam em suas danças 
 
São janelas e mais janelas, tranças e andanças
Sabor amarelo comprido de bala de sol na boca de Sábado
Que invade meu riso e a vida é de algodão doce
Bem rosinha pairando leve, pipa no ar 
No céu de luz que se estende infinita
 
Um verão etéreo no meu ventre e peito
Áspero como suspiro de bolo doce, 
Bolo fofo de lobo bom e sua alcateia.
 
 
Débora  Menegoti, leitora

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