O ato de criar

Por: Everton de Paula

Hoje é sábado.
 
O leitor que, porventura, estiver lendo estas linhas faça a gentileza de correr os olhos pelas páginas deste caderno Nossas Letras. Aí encontrará crônicas, contos, poesias, artigos diversos de escritores francanos.
 
Leia-os e sinta um pouco da experiência vivida, da cultura, do sentimento e da arte de quem os criou.
 
Quem são essas pessoas? Quem é o Cruz, a Sônia, o Chiachiri, a Jane, a Eny, a Lúcia Helena, a Maria Luiza, a Heloísa Bittar? Quem são os nossos acadêmicos francanos ou mesmo os grandes escritores brasileiros? Que força é esta a lhes impulsionar a mente criadora?
 
Em qualquer campo, em qualquer área do conhecimento humano, a verdadeira mente criadora é apenas isto: uma criatura nascida com extraordinária sensibilidade e mecanismos intuitivos à flor da pele. Para ela um toque é uma pancada, um som é um barulho, um azar é uma tragédia, uma alegria é um êxtase, um amigo é amado, um amante é um deus, e falhar é morrer... Ou, se quiserem, tudo isso às avessas.
 
Junte a este organismo cruelmente delicado a irresistível necessidade de criar, criar, criar – de tal modo que sem criar música, poesia, livros, edifícios ou algo significativo, não se consegue respirar. Ela deve criar, deixar extravasar a criação. Por uma urgência estranha, desconhecida, interior. Ela só está realmente viva quando cria.
 
 
Everton de Paula, acadêmico e editor.  Escreve para o Comércio há 43 anos
 

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