Bem-vindos sejamos...

Por: Elaine Narciso

Oi, bom dia, tarde ou noite! Que bom que você está lendo este texto... fico feliz. Não escrevo para que alguém leia, escrevo quase como que uma obrigação. Para continuar respirando. Mas, ter um leitor é das coisas mais preciosas da vida e dos privilégios mais açucarados. Em certo sentido estamos juntos, não é mesmo? Isso lhe incomoda? A proximidade desvelada? A gente sempre fica sem jeito quando botam os olhos nos poros da nossa pele. Fica-se sem saber o que fazer com as mãos, os olhos queimam se pararem em um ponto por mais de cinco segundos, a respiração de repente aparece, os pulmões parecem estar pra fora... o ar entrando e saindo desavergonhado dentro da gente. (O sem jeito dos passarinhos que começaram agorinha a voar).

Há tantas formas de estar junto e aproveita-se tão pouco desta dádiva! Você pode estar junto de alguém através dos seus pelos arrepiados, direcionados todos para um ponto, uma pessoa, um desejo. Pode experimentar a companhia da passagem da luz do dia sobre você inteiro. Pode sentir que está atento e vivo, porque está profundamente em conexão com alguém, sob o peso de algo inevitável e desconhecido acontecer – no caso, vocês acontecerem. Pode, inclusive, sentar-se ao seu lado e verificar, durante uma tarde boba de quarta-feira, como o tempo passou, mas, não para o seu coração.

Estou disposta a estar por aqui, aos sábados, para nos encontrarmos. De mim para ti escreverei minha poesia sobre as coisas, nas linhas deste jornal. Você escreverá de ti para tua alma, sensações, descobertas, incômodos, prazeres, em forma de afeto interno.

Conversemos, pois, silenciosa e regularmente de forma discreta, intensa e livre. Experimentemo-nos em outros termos.

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