Rotina

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Rotina difícil de explicar a de escrever e posteriormente publicar qualquer texto no jornal, na revista, na mídia eletrônica, não importa tamanho ou diversidade do pensamento manifesto. É importante que seja verdadeiro, represente fielmente as idéias do autor, porque toda e qualquer produção literária é como sua fotografia interior. Dá trabalho escrever. Muitas vezes o pensamento nos trai. Elaboramos frase com começo, meio e fim, achamos. A segunda leitura, no entanto, faz perceber a falta de coerência, a ausência de conexão ou lógica. Jogamos tudo fora, e começamos novamente. Se é obra de ficção, os elementos devem estar ligados e observados formato, harmonia, qualidade literária, originalidade. Quando jornalistas, lidamos com a realidade, com fatos e nosso trabalho será realizado com cuidado e muita ética. Revelamos atos impertinentes; mostramos pontos de vista diversos dos nossos; ofendemos, porque a busca da verdade, eventualmente desagrada. Todavia não desistimos facilmente. Temos fé no nosso trabalho qual seja a busca da verdade. E a fé, dizia Lucas, não faz que as coisas sejam fáceis. Faz que sejam possíveis. Ofendidos, agredidos, machucados, levantamos e nada nos impede de trabalhar, prosseguir. E acreditar.
 

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