Viajar é um privilégio

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Viajar tem vários sentidos. Deslocar-se, ir de um lugar a outro, distantes metros ou léguas. Entrar em si mesmo, imaginar, sonhar. Pode ser percorrer um caminho e, no trajeto, aprender algo ou apreender, captar e sentir novas emoções. Ou tudo isso, junto e misturado. Viajar oportuniza conhecimentos e ninguém volta de qualquer viagem com a mesma configuração interior de sua saída.

Algo dentro do viajante se transforma quando ele pisa o mesmo solo onde andaram Jesus, Platão e Sócrates, o Czar Nicolau III, Maria Antonieta; Maria Bonita e Lampião. Algo muda dentro dele quando visita locais onde a história da humanidade aconteceu e se desenrolou. Ou quando janta no restaurante Palkin, que conserva o mesmo endereço de sua abertura, 1785. Embora seu livro de história registre a presença de nomes importantes, o destaque fica para a mesa onde se sentavam músicos, escritores e inteligências como Dostoiévski, Leskov, Soltykov, Saltykov- Schedrin, Tchecov, Tchaikovsy e até Mendeleiv, que talvez a freqüentasse para explicar aos confrades a tabela periódica dos elementos químicos, sua criação.

O Palkin testemunhou a história da Rússia e de São Petersburgo, onde se encontra. Viajar é um privilégio. 

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