Ausências

Por:

308063

Elisa Ferreira

Desde que nascemos nos deparamos com perdas... A primeira delas é deixarmos o confortomaravilhoso do ventre materno para enfrentarmos a hostilidade do desconhecido, dodesconforto....Então, choramos! Protestamos, em altos brados, tentando nos comunicar.E quando, de alguma forma, somos atendidos em nossas necessidades mais elementares,acalmamo-nos e até dormimos, descansando desse primeiro e terrível estresse...

Mais tarde, ao aprendermos a caminhar perdemos o colo físico... Que bom que não perdemos nunca o colo emocional materno, que nos alivia e conforta das lutas e mazelas diárias que nos torturam na grande batalha da vida...Aí, pensamos que somos independentes, auto-suficientes e começamos -a duras penas- a aprender que, para cada ganho há uma perda; para cada escolha há uma renúncia.

No decorrer da vida sofremos pequenas e grandes perdas, algumas irrecuperáveis. Insubstituíveis. Mas, todas elas, sem exceção, nos marcam na alma e no coração como tatuagens, de forma definitiva. Permanente!

Conhecemos a síndrome do ninho vazio quando os filhos se vão, para estudar e/ou quando se casam. Mudam de cidade ou até de país em busca de seus sonhos. Então, choramos! Oramos para que tudo transcorra bem em suas vidas. Que Deus os guarde e os abençoe sempre e que sejam muito felizes!

Entretanto, temos visto algo muito assustador e antinatural: Pais e Avós enterrando filhos e netos! A Dor sem nome nessas vidas e nesses corações é devastadora. De tal forma que não há alento e nem palavras para descrever! Só a misericórdia divina para ampará-los, fortalecê-los. Para que prossigam, ainda que mutilados, em frente! Que Deus os conforte com seu bálsamo misericordioso de Amor!

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras