Barroca

Por: Janaina Leão

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Hoje estou exposta tal qual um osso quando quebra perfurando a pele. Pensamentos demais e num deles há que viver chega ser enlouquecedor às vezes, para mim que estou sempre me observando, me questionando sobre tudo. 

Quando estou adentro dessas tristezas que a vida impõe, com as mortes , separações , paixões, ódios, frustrações, tristezas e raivas : não busco ler nada... Quero escrever, porque até agora tudo que tive de suporte foi a minha própria caminhada, aquela trilhazinha no mato que eu mesma abri no peito. 
 
Não posso ler a dor do outro, preciso escrever a minha por que ela sempre se repetirá – em novos lugares/ pessoas / situações, e eu quero me ler, quero me con-ter . Tenho necessidade de melhorar, de buscar caminhos saudáveis e menos dolorosos. 
 
Não consigo rir de muitas piadas, não consigo calar a minha boca quando me sinto ameaçada, e nem quando ameaçam alguém perto de mim, não me enquadro, canso. 
 
Me cobro tanto... ( por exemplo agora – não se usa o pronome no início das frases... mas hoje vou me permitir – tá doendo demais pra tentar ser parnasiana.
 
Por isso me desdobro em mil: para sentir alívio, para per-doar-me.
 
Estou sofrendo com a situação mundial. Eu também sou um mini mundo prestes a explodir . 

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