O lápis

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

309707

O lápis era conhecido por gregos e romanos. Na antiguidade clássica tinha formato de barrinha de chumbo, utilizavam-no para traçar linhas, desenhar e escrever.  No século XII ressurge feito com mistura de estanho e chumbo:  “lápis de prata”, usado por Dürer, Van Eyck e Leonardo da Vinci.  Na Inglaterra,  século XVI, nasce o lápis moderno.  Pastores casualmente descobriram jazidas de grafite que, cortado em pedaços e embrulhado em pele de ovelha, servia para identificar os rebanhos. Em inglês, lead pencil – lápis de chumbo – é ainda como se chama o lápis grafite. Cortavam-se  as barras do grafite em pedaços, encaixilhavam e colavam-nos em pequenas ripas de madeira com formato final moldado manualmente. Burburinho sobre o grafite se expandiu pela Inglaterra e resto da Europa, quando se sucederam contribuições para seu formato final. Vem de Nuremberg, a produção de lápis com grafite pulverizado. Da Itália, a descoberta de como ocar a madeira e colocar o grafite no vão. A França ensina como endurecer o grafite pulverizado: com argila. O americano Munroe cria a primeira fábrica de lápis no mundo, com técnica posteriormente patenteada por Eberhard Faber. Hoje são produzidos mais de 18 mil milhões de lápis ao ano, 50 000 000 por dia, 500 por segundo. Invento de uso massivo, a maioria de nós o utilizou em algum momento da vida. E nossas crianças voltam a usá-los no reinício das aulas. 

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras