Carnaval

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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“O arlequim e a moça de biquíni verde. O sheik árabe e a melindrosa. O moço de terno e a colombina. O pirata e a moça de roupa longa. A havaiana e o travesti de barbas. O sarong colorido do moço, em contraste com o véu da odalisca. O moço vestido de anjinho e a moça de capetinha. A índia semi-nua e o torcedor do Flamengo. O pierrô e a holandesa indecentemente vestida. A sereia semi-humana e o motoqueiro. Madame Pompadour e o moço de tanguinha. A moça de tanguinha e o velho de colar havaiano. A grega de pernas de fora e o mascarado horroroso. A Mulher Maravilha e o moço bebê chorão, de chupeta, mamadeira e tudo. O pescador e a grã-fina cheia de anéis. A bailarina e o Homem Aranha. O domador de circo e a noivinha de saia curta. Dois homens de trajes iguais. Suas mulheres identicamente despidas. Estranhos casais. Mas vale tudo: é Carnaval.” Texto meu escrito nos anos 80 quando as mulheres usavam roupa para as folias de Momo e os homens se fantasiavam. Pura alegria. 

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