Amar, Verbo Intransitivo

Por: Mário Previdelli

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A Primavera Editorial acaba de lançar em eBook o clássico Amar, Verbo Intransitivo, obra escrita por Mário de Andrade. Contando com uma narrativa experimental, ousada e próxima da linguagem cinematográfica, o romance do autor é, sem dúvida, uma das referências mais significativas do modernismo brasileiro.

A história explora o mistério da alma feminina com a criação da personagem-chave: a governanta alemã Fraülein, de 35 anos, contratada por Sousa Costa, patriarca da família, para iniciar sexualmente seu filho Carlos, de 16 anos.
 
No romance, Mário de Andrade aventura-se a explorar e apreender a natureza e o mistério da alma feminina lançando mão de uma magistral composição da personagem-chave do seu livro: a governanta alemã Fraülein.
 
Narrativa experimental, ousada, plasmada numa linguagem cinematográfica e espontânea, esta obra é uma importante referência dentro do movimento modernista, cujo valor literário é reconhecido por críticos e estudiosos da formação da literatura nacional.
 
 O eBook é parte da coleção Clássicos da Literatura Brasileira, que tem a intenção de  criar um novo conceito de leitura e aprendizagem a partir da interatividade. A coleção é composta por livros que ainda permanecem atuais e extremamente lidos nos dias de hoje. O diferencial é a interatividade com hiperlinks para perguntas de vestibulares, videoaulas, prefácios selecionados e conteúdos que fomentem a aprendizagem e a compreensão além do conteúdo textual e literário.
 
Mário de Andrade (1893-1945) foi poeta, contista, romancista, musicista, cronista, crítico de artes, de literatura, além de folclorista e um dos maiores expoentes do modernismo. Não por acaso cunhou a frase: “Eu sou trezentos!” As inovações empreendidas em Pauliceia desvairada (1922) o consolidaram como um dos grandes poetas de nossa literatura, e o Prefácio interessantíssimo, texto de abertura desta obra, tornou-se representativo do movimento modernista. No romance Amar, verbo intransitivo (1927), já se antecipa o experimentalismo de linguagem radicalizado em Macunaíma, o herói sem nenhum caráter (1928) — um dos livros mais emblemáticos das letras no Brasil.
 
A coleção acima citada inclui outras obras tradicionalmente pedidas pelos principais vestibulares, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis Macunaíma, de Mário de Andrade, e Iracema, de José de Alencar. Serão lançados, ainda, O cortiço, de Aluísio de Azevedo, A cidade e as Serras, de Eça de Queirós, e Coração, cabeça e estômago, de Camilo Castelo Branco.

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