Esperança

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Nos países frios, onde neva no Inverno, a paisagem parece desoladora e triste desde quando a estação começa. O chão ressequido, cinza, com aspecto de seco dá a entender que está morto. Canteiros, quer grandes e extensos dos parques ou pequenos e domésticos, onde havia antes profusão de flores coloridas e muito verde, agora exibem mistura aparentemente morta de areia, carvão e terra, coberta por neve. Isso na superfície. Sob a camada de gelo a terra continua seu trabalho de regeneração e recuperação, armazenando substâncias para o futuro. Mesmo a Terra precisa descansar e respeitar seu ciclo. Nos primeiros dias de Primavera, o Sol fica mais brilhante, seus raios começam a transmitir a alegria regenerada e recuperada pelo descanso e pausa. Surpreendentemente, às vezes e com sorte dá para acompanhar visualmente, brota do solo minúscula folha, suja de terra, depois de evidente esforço de romper entranhas, tal como fazem as crianças durante o parto. É a certeza do recomeço, é a esperança de renovação, é a vida renascendo. Noites atrás, no momento da passagem de ano, brotaram-me tais analogias no coração e despertaram-me a Esperança de dias lindos, ensolarados, com muitas flores e muito verde, sentimento que tomou conta de mim e, felizmente, permaneceu.  

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