Laís

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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As tardes de sábado, desde há muito tempo são animadas e movidas a esporte na sede do Yara Clube, em Franca. Petiscos, churrasquinho, cerveja gelada, muita conversa jogada fora, amizade, partidas de futebol de adultos, momento de lazer de profissionais de muitos e variados segmentos. O clube é tradicionalmente masculino, mulheres são aceitas ali somente quando chegam em forma de fotografias, temas de conversas e, mais recentemente, ilustrações de mensagens de WhatsUp. No começo do novo século, porém, por volta de 2006, uma mulher quebrou a rotina do Yara Clube, ganhou livre entrada e foi bem-vinda ao reduto. Verdade que tinha pouco mais de 10 anos, era prima do Thomas, João e Nicola, companheiros de time, mas a seu favor, condição de sua admissão e boa receptividade no recinto, mostrava-se excelente jogadora de futebol. Era melhor que muitos meninos – cujas idades beiravam os 12 anos de idade - pouco mais, pouco menos - seus companheiros de time ou adversários das partidas. Segundo o treinador do time, era fantástico ver os meninos se aglomerarem em um vestiário quando iam jogar em outra cidade para Laís trocar de roupa num espaço só seu; ninguém soltava palavrão perto dela; era super respeitada e sempre bem-vinda. O tempo passou, Laís é hoje linda moça, os primos cresceram, todos se tornaram jovens atuantes, ainda estudam alguns, já são profissionais, outros. E o treinador do time, Wilson Junqueira Maníglia, conserva essa foto no seu painel de grandes recordações que exibe com saudades e carinho. Foram, de fato, grandes e bons tempos, diz ele.   

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