Caminho

Por: Luiz Cruz de Oliveira

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Sem mágoa.

Deixo os olhos passearem na roda-gigante do passado, concedo que as palavras fixem cenas mais nítidas.
 
Sem rancor.
 
Simplesmente ouço a música, percebo que o ritmo marcial é substituído paulatinamente por canções nostálgicas.
 
Sem paixão.
 
Mas ouvindo as batidas fortes do coração, cônscio de que os sussurros machucarão indivíduos que não cresceram, não sublimaram erros.
 
Com fé.
 
A certeza de missão a cumprir permaneceu sempre, permanece acesa, imune aos percalços, aos acidentes da viagem feita, a ser feita.
 
Com ânimo.
 
Permanece viva na alma e no cérebro a esperança de que o socialismo virá, de que se elevará a sociedade justa com a argamassa que carregamos, com o tijolo que construímos.
 
Ainda.
 
Caminho.

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