Era mais simples...

Por: Heloísa Bittar Gimenes

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Já me vejo no “ antigamente”; sinal dos tempos em  que se encaixa a história vivida no retrovisor da vida.

Nessa ótica do “ontem” parece que as coisas eram mais simples. Bem mais simples!
 
Tínhamos vários apelidos e não era bullying; brigávamos na escola e era um tal de : Te pego na saída! E nem por isso os pais eram acionados, cada um se virava como podia; as brincadeiras podiam acontecer na rua sem adultos para intermediar; pique- pega, garrafão, pique-esconde, rela-rela, ajuda-ajuda.
 
Era mais simples ter somente as frentes do Restaurante Pajé e Barão para sair à noite e com isso a certeza de que lá encontraríamos os amores e os dessabores. Esperar a serenata com juras de amor; acordar e ter bilhetinho com flor e versos te enaltecendo. Escrever carta e postar no correio e, melhor ainda, esperar a carta-resposta. 
 
Simples e gostoso era esperar com muita expectativa  o Baile do Clube de Campo, o Réveillon e o Carnaval para desfrutar a noite inteira de pura alegria!
 
Era mais fácil ouvir músicas do Beto Guedes, Milton Nascimento, Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso; assim como The Police, U2, Aha, Phill Collins.
 
Era mais simples fazer 15 anos, noivar e casar sem cerimonialista.
 
Quantos detalhes simples que puderam ser registrados na memória afetiva.
 
Porém, bem-vindos ao hoje! Contemporaneidade e século XXI! Com a tecnologia ofertando outras demandas, onde a pluralidade das coisas possibilita outros voos.
 
Nada de fixação com o “ Ido” para não esvaziar o presente de tantas outras histórias. Cabem ainda várias invenções; cabe ainda viver.
 
Mas, me pego perguntando: quais serão as marcas do nosso tempo que ficarão registradas no “ retrovisor” da vida?
 
Andantes  somos... e lá vamos nós vencer os desafios que cada época oferece. Nem melhor, nem pior, mas com todo meu saudosismo, era bem mais simples!

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