Aprendi com a vida

Por: Angela Gasparetto

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Aprendi com a vida que uma mesa repleta de pessoas, risadas e boa comida é a felicidade mais sofisticada que um ser humano pode ter; muito mais do que todas as conquistas materiais que por ventura tenhamos conquistado.
 
Que a dor e a desilusão só nos depuram para uma visão mais tolerante sobre a nossa travessia neste mundo.
 
Aprendi com a vida, que nem sempre precisamos ser ferro e fogo, também podemos ser água corrente e obter o mesmo resultado.
 
Que mesmo estando certo é preciso capitular e negociar.
 
Que do nada e sem esperar, a vida nos derruba e que só a humildade nos mantém de pé.
 
Que a aceitação é uma dádiva que levamos às vezes metade de uma vida para obter, mas que nos cura para sempre.
 
Aprendi que vale muito mais a pena respirar fundo e argumentar, do que esmurrar mesas, chutar portas e de quebra elevar a voz à exaustão, pois o sucesso é nulo.
 
Aprendi que uma boa argumentação é a melhor arma quando o outro nos conhece a fundo e trabalha em cima da nossa fraqueza. Que se trabalharmos a nossa insegurança, faremos portas inimagináveis se abrirem.
 
Aprendi com a vida que ficar algumas noites de mãos entrelaçadas e o coração em paz é mais prazeroso do que querer ter sexo alucinado todos os dias.
 
Que o silêncio muitas vezes é mais loquaz que uma conversa.
 
Que o amor entre duas pessoas se transforma ao longo da vida, mas que se perdurar é porque manteve acesa aquela centelha lá do início. 
 
Também aprendi com a vida, que poder desnudar o seu coração com um (a) amiga (o) querida, mostrando quem realmente somos, sem medo de julgamentos, é privilégio raro, em um mundo repleto de juízes tortos.
 
Que olhar para trás é salutar, mas seguir em frente é imprescindível para a nossa sobrevivência.
 
Que quando somos jovens, temos todas as respostas, mas à medida que amadurecemos, temos todos os sentimentos. 
 
Que as palavras duras que lançamos para quem amamos, muitas vezes não podem ser retiradas com um simples pedido de desculpas.
 
Que o amor que não demonstramos, jamais poderá ser manifestado. 
 
Que o perdão que não pedimos, jamais será perdoado.
 
Aprendi com a vida que recomeçar é um verbo a ser conjugado todos os dias.
 
E que a felicidade, além de ser uma meta, é um sensação fugidia, a qual encontramos no cotidiano de nossas vidas, semelhante a um sopro de leveza e alegria. 
 
E quando sentirmos este sopro, saibamos identificá-la e principalmente, a desfrutá-la.

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