Carrascoza resgata a infância em contos delicados

Por: Adriana Galdino

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Para iluminar o escuro da noite, o menino põe o mundo no papel. Longe das coisas esquecidas em casa, faz da praia sua caixa de brinquedos. Com saudades do mar, recria o oceano... Quantos universos mais ele é capaz de inventar? 
 
Com um olhar poético sobre a infância, o livro Caixa de Brinquedos, de João Anzanello Carrascoza, um dos principais contistas brasileiros contemporâneos, reúne contos curtos sobre meninos, tendo como eixo a capacidade imaginativa e os recursos lúdicos por meio dos quais eles veem e lidam com o mundo. O premiado autor aborda ainda outros temas importantes para o desenvolvimento infantil, como percepção de si mesmo e dos outros, ciclo da vida, autonomia e criatividade.
 
Tão delicadas quanto os contos, as ilustrações de Larissa Ribeiro, feitas de colagem, conseguem captar o espírito poético do texto, expandindo seus sentidos narrativos. 
 
João Anzanello Carrascoza nasceu em Cravinhos, São Paulo, em 1962. Formou-se pela Escola de Comunicações e Artes da USP, pela qual é mestre e doutor e onde leciona até hoje. Escritor reconhecido no Brasil e no exterior,  é autor de obras infantojuvenis, contos, livros de não ficção, romances e adaptações, traduzidas para diversos idiomas. Ganhou prêmios como o Jabuti, os da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e o Guimarães Rosa (Radio France Internationale), entre outros, além de ter um livro selecionado para o prestigiado catálogo White Ravens. Pela editora SM publicou também Tempo justo e O homem que lia as pessoas. 
 
Larissa Ribeiro nasceu em São Paulo, capital, em 1983. Cursou Arquitetura na FAU/USP e especializou-se em ilustração infantojuvenil pela Universidade Autônoma de Barcelona e pela Escola de La Dona (Barcelona). Além disso, estudou design gráfico, tipografia, publicidade e fotografia também no exterior. Trabalhou em editoras e para diversas agências de publicidade. Como professora, ministrou workshops e oficinas de ilustração. É sócia do Estúdio Rebimboca e diretora de arte da revista AzMina. 
 
Fundada em 1937, a SM não se intitula uma empresa mas, sim, um projeto cultural e educativo com duas áreas de atuação plenamente integradas: em primeiro lugar, na elaboração e oferta de conteúdos e serviços educativos de prima excelência, sobretudo didáticos e de literatura infanto-juvenil, e, em segundo, no trabalho social realizado pela Fundação SM, que destina todos os recursos provenientes da atividade comercial da SM para melhorar a qualidade da educação e levar a docência e cultura aos setores menos favorecidos da sociedade. Focada no âmbito ibero-americano, a SM está presente em 10 países e são mais de 2.300 profissionais e voluntários se dedicando a este projeto. No Brasil, atua desde 2004.
 
Lançada em agosto de 2004, a Barco a Vapor é a versão brasileira de uma das mais importantes coleções de literatura infantojuvenil em língua espanhola, criada há mais de trinta anos na Espanha. Fiel ao espírito aventureiro e sonhador dos dois personagens que a inspiraram — Tom Sawyer e Huckleberry Finn, criados pelo escritor norte-americano Mark Twain —, a coleção aposta na fantasia, na imaginação e na reflexão como meios de despertar o gosto pelos livros e formar leitores capazes de compreender melhor o mundo. Com histórias para rir e chorar, escritas e ilustradas por autores de diferentes nacionalidades, contempla grande diversidade de gêneros, temas e estilos narrativos. A Série Azul abarca livros para leitores a partir de oito anos.

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