Winston Churchill

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Winston Churchill, é nome venerado pelos ingleses. De se lembrar que eles podem escolher quem reverenciar, entre tantos outros nomes e personalidades de nativos e notáveis políticos, cientistas, escritores, atores e atrizes, descobridores, navegadores, desbravadores,  inventores, estadistas, jornalistas – personalidades de todas as áreas da atuação e do conhecimento humanos.  No entanto, ao ouvir o nome de Churchill, a reação do inglês é de profundo respeito, quase igual ao provocado pela menção dos nomes da Rainha Victoria ou da Rainha Elizabeth II, dois outros ícones britânicos.  
 
Nascido em família nobre, na cidade de Woodstock – Inglaterra -  em 30 de novembro de 1874, Sir  Winston Leonard Spencer-Churchill, atuou,  e se tornou famoso por isso,  como Primeiro-Ministro do Reino Unido durante a Segunda Guerra Mundial. Ocupou o mesmo cargo por duas outras vezes. Era orador e estadista notável e foi oficial do Exército britânico. Era também  historiador, escritor e artista. Foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, além de ter sido alvo de honrosa homenagem, quando recebeu cidadania honorária dos Estados Unidos. Serviu ao Exército Britânico na Frente Ocidental, durante a Primeira Guerra Mundial. Em 2002 foi eleito, pela BBC - British Broadcasting Corporation -  o maior britânico de todos os tempos.  
 
Empresta seu  nome a popularíssimo  pub londrino administrado atualmente por família de asiáticos e localizado em algum ponto entre Nothing Hill e Chiswick. Percebe-se o local à distância, pela quantidade de flores utilizadas em sua decoração de Verão – interna e externamente. O local é igualmente procurado por turistas e cidadãos locais.
 
Se sua figura é facilmente reconhecível, sempre com o charuto pendurado no canto da boca, o que muitos desconhecem é a presença de espírito de Churchill, evidente nas prontas respostas que ele dava às provocações recebidas. 
 
Certa ocasião, conta-se, Bernard Shaw, dramaturgo e pensador também inglês, enviou a Churchill telegrama convidando-o para a apresentação de estréia da mais famosa de todas suas peças. Nele, dizia: “Tenho imenso prazer em convidá-lo para a apresentação de estréia de minha peça Pigmalião. Venha e traga algum amigo. Se tiver.” Churchill respondeu com outro telegrama: “Fico-lhe imensamente grato, mas lamento informar que infelizmente não poderei ir à estréia. No entanto, iria à segunda apresentação. Se tiver.” 
 
Outra resposta atribuída a Churchill, foi dada a Nancy Astor, também do governo inglês que, embora fossem muito amigos, certa ocasião,  irritada e contrariada com alguma atitude política do estadista, gritou-lhe publicamente: “Se eu fosse sua mulher, colocaria veneno no seu café!”, ao que ele respondeu: “E se eu fosse seu marido, tomava!”.  
 
Jovem profissional, ao fazer fotos de Churchill no seu aniversário de oitenta anos, teria dito a ele: “Primeiro Ministro! Quero ter a honra de fotografá-lo na sua festa de noventa anos!”. E ele respondeu ao rapaz: “Perfeitamente! É bem possível: você me parece bastante saudável!”   
 
Tais cenas, que talvez sejam inventadas, são exemplos do chamado humor inglês. E esse humor justifica que Churchill teria gostado muito da homenagem da qual foi alvo, ao emprestar seu nome a  estabelecimento de lazer da mais absoluta tradição inglesa. 

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