Tomás de Aquino

Por: Adriana Galdino

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Tomás de Aquino [1225-1274], filósofo e teólogo dominicano escreveu diversas obras e, entre as mais importantes, contamos as famosas Quaestiones disputatae de Veritate, composta por 24 questões no total, e delas derivam as mais célebres contribuições do tomismo para a Filosofia e a Teologia.
 
Pela primeira vez no Brasil, a Edipro lança Os Anjos, uma tradução inédita em português dos artigos 8 e 9 das Questões Disputadas, de Tomás de Aquino. Considerada um tratado, a obra defende a existência dual dos anjos como seres tanto de forma física quanto espiritual.
 
Para construção dessa teoria, o teólogo medieval recorre aos princípios da metafísica clássica de pensadores greco-romanos, como Platão e Aristóteles, e por meio desses alicerces compôs umas das obras mais originais e poéticas da Idade Média.
 
Nestas duas questões, Tomás de Aquino defende o fato de cada anjo ser uma criatura espiritual única diante de Deus, dotada de dons naturais que recebeu em sua criação, mas ainda assim é um ser criado, portanto, limitado. Trata-se de um ser imaterial, incorpóreo, imortal e incorruptível, neste sentido, elimina qualquer tipo de composição com a matéria em sua natureza.
 
Nesta incrível obra, Tomás investiga a natureza do conhecimento dos anjos (questão 8) e da comunicação da ciência angélica por iluminações e por locuções (questão 9). A leitura é imprescindível para teólogos e amantes da leitura do princípio dos seres religiosos. 
 
Filósofo italiano, pensador, teólogo e padre, considerado o príncipe da escolástica, Tomás de Aquino foi nomeado Santo e Doutor da Igreja respectivamente em 1323 e 1567. Autor de diversas obras – divididas em sumas, comentários, questões e opúsculos – que versam sobre as relações empreendidas entre Ciência e Fé, e Filosofia e Teologia, teve sua trajetória intelectual profundamente influenciada pelos conceitos da filosofia aristotélica, aos quais aliou sua sabedoria – filosófica ímpar, seu entendimento ético-cristão e as contribuições de nomes como Avicena e Averróis, Avicebron e Maimônides, e dos padres da Igreja, especialmente Santo Agostinho. Fundamentado particularmente no realismo das coisas, o Tomismo – como ficou conhecida a filosofia inaugurada por Tomás de Aquino – constitui-se, assim, numa espécie de realismo metafísico, traçando um panorama que parte de uma percepção sensível acerca do mundo e apresenta como resultado uma filosofia do ser

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