Natal

Por: Lúcia Helena Maniglia Brigagão

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Queria muito acreditar que o Natal é apenas festa onde se come muito,  se bebe demais. Gostaria de sentir a data apenas como a oportunidade  de troca ou oferecimento de presentes.
 
Desejaria interpretar esse instante, como ajuízam tantos, momento deturpado  pelo interesse comercial, triste resultado das relações sociais humanas.
 
Queria muito dar ao Natal, por ser a festa máxima da Cristandade, 
apenas e puramente sentido religioso.
 
Gostaria de sentir o momento como apenas oportunidade de troca ou oferecimento do meu coração, da minha espiritualidade, dos meus sentimentos mais profundos de bondade, de participação, de compartilhamento, de responsabilidade e retorno pelo carinho vindo de outras pessoas.
 
Desejaria interpretar a comemoração, como ajuízam tantos, momento deturpado pelo interesse psicológico de estar e fazer parte da vida das pessoas, valorizando-me a partir da quantidade de cartões 
e telefonemas de cumprimentos e felicitações.
 
Meras expectativas; sonhos; desejos; nominações. 
Interpretações. Atitudes que acabam impedindo que eu apenas viva.
 
Que eu viva apenas, mas totalmente,
O sorriso da criança que recebe o presente desejado
O carinho dos familiares que se aproximam
A alegria das pessoas que chegam depois de ausências,
que se fazem presentes nas comemorações,
que se permitem abraçar e participar da felicidade alheia.
 
Ou que eu viva apenas, e totalmente, 
o momento presente, a realidade.
Que eu viva apenas e me entregue totalmente
à Felicidade,
Sem culpas ou avaliações,
Sem explicações,
Sem rodeios
Sem subterfúgios.
 
E porque vejo o Natal como oportunidade
de louvar as amizades conquistadas,
explicitar o Amor pelo próximo,
desejar felicidade a todo mundo,
esperar que a humanidade se entenda e
que a Paz reine em todos os corações e em todos os lares,
 
Posso desejar,
de coração e com sinceridade a todos os amigos leitores
Feliz Natal!
 

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