André Diniz

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Almanaque é palavra interessante para definir o espírito deste tipo de publicação resenhada ao lado. Palavra árabe que reproduz a frase “onde o camelo se ajoelha”, lembra estação, lugar de parada em viagem. Um oásis no deserto. Assim nos sentimos diante do livro de André Diniz, 37 anos, fluminense de Niterói, historiador formado pela Universidade Federal e mestre pela Uni-Rio. Almanaque do Carnaval é um refrigério com seu texto fluido.

Desde a infância interessado por música, a dissertação de mestrado de Diniz foi sobre o flautista Joaquim Callado, considerado o pai dos chorões cariocas. Durante os últimos doze anos vem acumulando magistério e pesquisa para suas inúmeras obras no segmento musical. Pela editora Moderna publicou em parceria com Juliana Lins as biografias infanto-juvenis de Adoniram Barbosa, Pixinguinha, Paulinho da Viola, Braguinha e Noel Rosa. Pela Jorge Zahar lançou o Almanaque do Choro e o Almanaque do Samba, já em segunda edição, e O Rio musical de Anacleto de Medeiros. O Almanaque do Choro e a biografia de Pixinguinha receberam o selo de Altamente Recomendável pela Fundação Nacional do Livro. Atualmente trabalha com Diogo Cunha em livro sobre o maestro Henrique Alves de Mesquita, e com Juliana Lins um romance sobre afro-descendência chamado Pirulito. É secretário de Cultura de Niterói, torcedor fanático do Fluminense e da Estação Primeira de Mangueira, cujo desfile vai acompanhar na segunda-feira.



 

Sônia Machiavelli é autora de Uma bolsa grená, Estações, Jantar na Acemira e O poço

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