Maria Rita Kehl

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Maria Rita Kehl é nome muito conhecido em todas as mídias. Difícil é descobrir onde seu nome não aparece em destaque. Com domínio absoluto sobre a palavra, transita ágil e competente por vários gêneros. Ensaísta, poeta, crítica de literatura, conferencista, articulista, cronista da alma e do cotidiano, Maria Rita surpreende com seu vasto saber e sua capacidade de comunicação.

Formada em Psicologia Clínica pela PUC de São Paulo, a psicanalista atende adultos desde 1981 em seu consultório particular. Sua tese de doutoramento, Deslocamentos do feminino- a mulher freudiana na passagem para a modernidade, de 1998, discute ‘ a demanda das mulheres em busca de um discurso próprio’ no nosso tempo. Também enfatiza que ‘é preciso separar a mulher de nossos dias dos ideais de feminilidade do século passado e contrapor-se à mascarada histérica representada no livro por Emma Bovary, a heroina do romance de Flaubert”.

Maria Rita tem encontrado nos ensaios o formato ideal para expor idéias, críticas e reflexões sobre muitos temas, das ideologias que permeiam a programação de televisão ao comportamento pouco ético em alguns nichos da mídia. O tempo e o cão , que Vanessa Maranha analisa ao lado, é um deles. O outro é A mínima diferença - o masculino e o feminino na cultura, de 1996.

Poeta, publicou Imprevisão do tempo, em 1979; O amor é uma droga pesada, em 1983; Processos primários, em 1986.

Está sempre em movimento. É de se esperar brevemente pelo acréscimo de outra obra.



 

Sônia Machiavelli é autora de Uma bolsa grená, Estações, Jantar na Acemira e O poço

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