16/11/2014 - Reportagem de Edson Arantes

Prefeitura corta verba e Marcha para Jesus é cancelada

Foto de: Sergio de Pinho/Comércio da Franca

Imagem de arquivo mostra fiéis em avenida de Franca durante Marcha para Jesus

A comunidade evangélica de Franca esperava reunir cerca de dez mil pessoas para a décima edição da Marcha para Jesus no próximo dia 29. A celebração, organizada pelo Conselho de Pastores e que reúne fiéis de todas as igrejas, faz parte do calendário de eventos do município e, tradicionalmente, acontece um dia após o aniversário da cidade. Este ano, os planos foram frustrados por falta de patrocínio. Segundo a organização, o fato de a Prefeitura voltar atrás e avisar em cima da hora que não poderia ajudar foi determinante para o cancelamento.

 
A Marcha é considerada, ao lado do Comadef, a maior confraternização evangélica de Franca. O ato proporciona a comunhão e interação entre evangélicos de todas as denominações. Estima-se que em Franca sejam cerca de 60 mil. Os participantes se concentram na praça da Estação e saem em caminhada até o Parque “Fernando Costa”, onde são realizados shows e pregações. 
 
O custo gira em torno de R$ 30 mil a R$ 40 mil. “O município havia se comprometido a continuar nos ajudando. Mas, há cerca de duas semanas, eles avisaram que não seria mais possível. Como era a ajuda mais forte e o corte foi informado em cima da hora, ficamos sem ter como organizar a marcha em tão curto espaço de tempo”, afirmou Edson Cunha, presidente do Conselho de Pastores, órgão onde estão registrados 180 pastores.
 
O corte foi discutido em assembleia do Conselho, que decidiu cancelar a Marcha. Avaliou-se que não era uma boa ideia organizar o evento às pressas. Ao ser informada do cancelamento e da repercussão negativa junto aos evangélicos, a assessoria do prefeito disse que ajudaria cedendo o parque, parte do palco e o som. Não foi o suficiente para a decisão ser revista. 
 
O Conselho de Pastores decidiu se programar para fazer um grande evento por meios próprios em 2015. “Vamos começar a nos organizar no começo do ano para fazer uma festa marcante. A intenção é promover várias ações para levantar recursos e não contar só com o apoio do município. A Marcha é um evento voltado para toda a comunidade evangélica. Não é de uma igreja só”, finalizou Cunha.
 
A organização também decidiu que o evento não será mais realizado no mês de aniversário de Franca. É provável que seja durante as férias de julho.
 
Em nota, a Prefeitura destacou que a lei que institui o Dia da Marcha para Jesus diz que os recursos necessários para atender às despesas com a organização e realização do evento, serão obtidos mediante parcerias com empresas da iniciativa privada. Mesmo assim, o município teria buscado mecanismos para auxiliar a organização do evento. “Mas, antes mesmo da resposta oficial da Prefeitura, feito contato com os organizadores, os mesmos informaram, por telefone, que o evento havia sido cancelado. Em nenhum momento, a Prefeitura se negou a ajudar, dentro dos limites legais, a organização da Marcha para Jesus.”

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10 COMENTÁRIOS

Dc. Elizeu Gonçalves

16 de Novembro 2015

Caro amigo Fabiano Segismundo, a \Laicidade do Estado\ nunca foi impedimento para que os candidatos que almejam o poder do mesmo \Estado\, escancaradamente se utilizem dos púlpitos das igrejas e até se fazem \cristãos\ para garantirem seus medíocres e transitórios mandatos. Digo isso porque em sua fala você expôs que. \O Poder Público deve permanecer dissociado de qualquer culto.\ Ou seja, VALE TUDO PRA SE ELEGER, mas depois de eleito DEVEMOS RESPEITAR A CARTA MAGNA E SERMOS FIÉIS Á SEUS PARÁGRAFOS ?!?. Me poupem esses defensores de \CARNAVAIS\. PS.: Minha opinião está totalmente divorciada de minha amizade contigo, continuo sendo seu amigo Fabiano Segismundo.

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MILA

21 de Novembro 2014

Não vem comparar... HALLEL é HALLEL!!!!

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Daniel Alves

17 de Novembro 2014

Uma boa notícia. Recurso público deve ir para o bem comum e não para um grupo fanático religioso. Imaginem se a Prefeitura fosse financiar todas as marchas de todas religiões?

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Patricia

17 de Novembro 2014

uai... os fiéis não podem arcar com as despesas????!!!!! Me poupe

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Fabiano Segismundo

16 de Novembro 2014

Tenho restrições a Alexandre Ferreira, mas reconheço sua coragem e acerto jurídico ao vetar subvenção ao evento Marcha para Jesus. O argumento muito utilizado pelos religiosos de que o Estado é laico, e não ateu, não prevalece. A Constituição permite e incentiva a prática religiosa, mas esclarece que o Poder Público deve permanecer dissociado de qualquer culto. Não pode embaraçar o funcionamento das igrejas, mas também não pode apoiar financeiramente com suas práticas, que devem se restringir ao campo privado. Penso que o simples empréstimo de espaços, como Parques de Exposição, não fere a laicidade, e a segurança dos grandes eventos dever ser garantida, mas a cessão de equipamentos ou utilização de verbas públicas é uma claramente inconstitucional. Some-se que as igrejas evangélicas não têm dificuldades em amealhar recursos e podem promover seus eventos sem a necessidade do patrocínio público, ou seja, dos impostos pagos pela sociedade, boa parte dela sem vínculo com tais igrejas.

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Voltaire

16 de Novembro 2014

Ridículo! E o Halell porque não cortou a verbal? Há uma perseguição regional contra os protestantes.

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Albino

16 de Novembro 2014

Isso não é obrigação do poder público.Promover eventos culturais é uma coisa.Todas as religiões possuem renda necessária para ancarem o tal evento.

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Oliveira

16 de Novembro 2014

O engraçado é que outras igrejas e religiões quando fazem esses eventos não tem nenhuma ajuda financeira do poder público, exemplo da Católica, Congregação, Jeová, Espírita, etc..., porque deveria ajudar os evangélicos? Mesmo porque se reúne de 60 mil pessoas, é uma conta fácil, arrecada R$ 0.50 de cada participante que dá o valor pro evento, e outra quem pagaria a conta na verdade são todos os contribuintes ( sem excessões). Finalmente a Prefeitura acertou uma!!!!

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Eliel

16 de Novembro 2014

A prefeitura teve dinheiro para investir naquele desfile de carnaval ridículo mas não tem para contribuir para a Marcha para Jesus. Ouvi da boca do próprio prefeito nesta semana que grande parte dos votos que o elegeram vieram dos evangélicos, e é assim que ele retribui. Subiu em todos os púlpitos de igrejas evangélicas que lhe foi permitido durante a campanha. Seus principais defensores na Câmara são o Pastor Otávio e o Claudinei da Rocha, que é diácono da Assembleia de Deus. E agora??? A comunidade evangélica precisa saber se posicionar nas próximas eleições e não se deixar enganar por lobo na pele de cordeiro.

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carlos

16 de Novembro 2014

Cadê o vereador Pr. Otávio e o vereador Claudinei da Rocha que dizem representar os evangélicos, onde estão? de braços cruzados ou não? o que fizeram? estes políticos de Franca, só decepção.

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