10/01/2017

Prisões

Quando ingressamos no Grupo Escolar “Coronel Francisco Martins”, que fazia divisa com a Cadeia Pública de Franca (hoje comando da Policia Civil), os professores faziam de tudo, inclusive com recreios dentro da sala de aula, para que nós alunos não ouvíssemos os gritos que vinham da cadeia durante as sessões corretivas ali aplicadas. Para nós era um terror! Ninguém queria passar por tais “corretivos” em hipótese alguma e para isso deveríamos seguir à risca as regras de conduta para a vida em sociedade. O tempo passou, os direitos e garantias começaram a vigorar em nossa legislação, mas o Estado brasileiro, na prática, não acompanhou a evolução legal, deixando de aplicar os valores necessários, facilitando assim que facções dominem e comandem os presídios.
Veja mais

Dúvidas, sugestões, reclamações?

Whatsapp GCN

16.99122-0761

1 COMENTÁRIO

Darsio Batista

14 de Janeiro 2017

Nessa crise presidiária do Brasil, acrescento dois aspectos. O primeiro diz respeito às falhas gritantes do judiciário que, urgentemente necessita trabalhar à altura dos estratosféricos salários que recebe e das mordomias e privilégios que possui. O segundo diz respeito à aplicação de políticas que não sejam de caráter remediativo, mas preventivo. E, nesse sentido se faz preciso ir além dos infinitos discursos de profissionais de gabinete e, de fato fazer valer uma revolução na educação focando basicamente a valorização de professores e alunos. Imergindo-os num processo de ensino e aprendizagem que lhes garantam protagonismo nas ações educativas e que as mesmas não foquem apenas os aspectos cognitivos, mas também os de natureza afetiva e socializadora. Uma educação que tenha no professor uma espécie de robô programado para cumprir os mandos e desmandos de burocratas que nada entendem de sala de aula e, a meta de formar o aluno como mão de obra tecnificada, barata e ignorante de seus direitos para agradar ao mercado, são certamente ingredientes da perpetuação da criminalidade no país.

Gostei
COMENTE
A responsabilidade pelos comentários é exclusiva dos respectivos autores. Por isso, os leitores e usuários desse canal encontram-se sujeitos às condições de uso do portal de internet do GCN Comunicação e se comprometem a respeitar o

Código de Conduta On-line do GCN.

Li e concordo com o código de conduta online.
 

Você leu 0, mas ainda tem á disposição gratuitos este mês. No GCN, tem sempre mais para ler.

Assine agora e tenha acesso ilimitado ao portal GCN.

JÁ É ASSINANTE? ENTRE AQUI