10/11/2017

Justiças

Durante a semana alguns acontecimentos foram particularmente estarrecedores. Destaco três. O mais violento, a história do louco que entrou numa igreja no sudoeste do Texas e matou pelo menos 26 pessoas. O mais vergonhoso, envolvendo Gilmar Mendes, ministro do STF, autoridade do país (Supremo!) que foi ao estádio assistir jogo de futebol do seu time. Ocupava o camarote de honra quando, descoberto por torcedores menos engalanados, foi hostilizado pela torcida do seu próprio time e chamado de ladrão, aos berros. Seu time ganhou, o que talvez tenha desviado a atenção do público e lhe permitiu sair de fininho, incólume fisicamente, espero que profundamente envergonhado, como conviria a um ministro do Supremo, embora se imagine sentadinho muito próximo de Deus. Semana estranha. Não ficou por aí. A senhora ministra dos Direitos Humanos do governo Temer, desembargadora aposentada, meteu os pés pelas mãos quando, irritada por ver aplicado sobre seus dois salários o teto constitucional que limita o ganho do funcionário público em R$ 33.700,00, entrou com pedido de reconsideração alegando que com provimento desse naipe não terá como viver. E que, sim, essa sua situação se assemelha à do trabalho escravo. Ela queria acumular os dois salários, o de desembargadora aposentada, mais o de ministra dos Direitos Humanos, algo em torno de 61 mil. Tadinha dela. 
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