29/12/2017 - Reportagem de Lúcia Helena Maniglia Brigagão

Desejos

Maravilhosa sensação de que tudo mudará para melhor, quando os ponteiros juntos, ficarem perpendiculares com a Terra com as pontas voltadas para o infinito. Cremos, tal coincidência será o início de novos, grandes, felizes tempos na noite que marcará outra virada de ano. Científicamente, tudo se resume na necessidade de determinar o final de uma e o início de mais outra volta da Terra, em torno do Sol. A necessidade, porém, de romantização de fenômenos mesmo corriqueiros que o ser humano tem, e está longe de acabar, provoca certo estado de excitação que, convenhamos, dá tempero ao cotidiano. Neste espírito, a cor institucionalizada para a virada do ano foi o branco, até pouco tempo. Branco, da cabeça aos pés, por fora e por dentro. A moda determina agora que, por fora, branco com detalhes prata ou dourado mas, por baixo, adereços coloridos. Segundo ouvi, nas calcinhas, sutiãs e, surpresa, nas cuecas — o que demonstra que mais uma vez homens invadem territórios antes restritos às mulheres, até frivolidades, as cores deverão ser vermelho, amarelo, verde ou azul, para quem busca prioridades, respectivamente, na Paixão, Dinheiro, Saúde ou, ampla e irrestrita Paz. Por precaução, darei um jeito de usar todas, sob a fantasia de virgem. 
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