Morreu Joo Bordignon

Morreu às 21 horas do dia 24, quarta-feira, no Hospital Regional de Franca, vitimado por falência múltipla de órgãos, João Bordignon, aos 70 anos. Ao longo de anos, isquemias tiraram dele quase toda a qualidade de vida. ‘Em 2010, mais um problema do tipo o fez perder a consci-ência, e desde então, passou a ter poucos lampejos que lhe permitiram participar da vida familiar. Cuidamos dele em casa. O levávamos à mesa de refeição e ele, como lhe era possível, gostava, nos agradecia a seu jeito. Desde o ano passado, profundamente debilitado, permaneceu acamado. O levamos à última internação no dia 18 deste mês. Dia 24, pedimos a Frei Dito, da Igreja de Nossa Senhora das Graças, que o visitasse. O padre nos honrou com sua presença. Deu-lhe a extrema unção. Como que aliviado, papai faleceu poucos minutos depois’, contou, emocionado, o filho. 
 
Era filho de financista João Bordignon e da ex-professora do ensino fundamental da Escola ‘Cel. Francisco Martins’, Noêmia Martha Feijão Bordignon; irmão de Benedito, falecido, casado com Neide; Antônia, falecida; Maria José, viúva de Osmar de Mello; Dora, casada com Fábio Martins. Nasceu em Ituverava. Quando sua mãe, Noêmia, foi indicada professora para a Escola ‘Cel. Francisco Martins’, de Franca, toda a família transferiu residência para a cidade. Aqui, fixou raízes.
 
João foi, por profissão, bancário. Atuou na sede do Banco Mercantil de São Paulo, capital paulista. Por indicação, alcançou esperada vaga para atuar no Banco do Estado de São Paulo, mas foi direcionado à cidade de Presidente Prudente (SP).
 
Lá, conheceria e se casaria com Martha, agora viúva dele. Tiveram 47 anos de enlace, e dois filhos, o engenheiro químico Rogério, casado com Flávia; e Noêmia, falecida. Atuou naquela cidade até alcançar transferência ao Banespa de Franca, apoiado pelo jorna-lista do Comércio da Franca, João Traficante. Assumiu a vaga em 1965. Atuou na instituição até aposentar-se, em 1991.
 
Na adolescência, antes de dedicar-se à profissão bancária, João apoiou grupo de francanos que lutou, na capital paulista, pela implantação de faculdade de direito na cidade. ‘Foi emocionante ouvir um reco-nhecido professor que esteve no velório de papai, recordar sobre’, disse o filho Rogério.
 
‘Papai tinha amigos que com ele conviveram por quase toda a adolescência, dentre os quais, Eduardinho Trevizani, Silvio Puccinelli, Hugo Garcetti, Henrique Marconi, Paulinho Prado, Sérgio Alexandre Ramos do Val, Joel Prado, Abrahão Ney Aydar, José Pedro. Foi pela força deste grupo e de tantos outros francanos apegados à prática esportiva e de convivência, que nasceu o Yara Club, tradicional entidade que até já deu nome a time da basquete da cidade’, disse o filho.
 
‘Foi pai presente, cuidadoso em nos transferir va-lores de honestidade, res-peito ao próximo, honra ao sobrenome da família. Correto, nunca nossa casa recebeu uma única cobrança. Nos apoiou ao estudo, fazendo jus à vocação educacional da família, já que minha avó, Noêmia Martha foi professora res-peitada e tia Dora, hoje aposentada, foi diretora reconhecida da Escola ‘Caetano Petráglia’. Seus e-xemplos permanecerão conosco, até o fim de nossas vidas’, concluiu Rogério.
 
Velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Sepultamento, com serviços da Funerária Nova Franca, foi realizado no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, dia 25. 
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