Morreu Marcolina Rodrigues

“Lutou muito, tratou-nos, criou, educou, ensinou a ser gente”

Morreu às 18h30 do dia 2 de dezembro, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, a senhora Marcolina Maria Lemes Rodrigues. Tinha 96 anos. Mantinha-se lúcida e participando de todas as atividades da família. Início da semana passada, a filha Marta (com quem residia), percebeu a mãe abatida, enfraquecida. “Conversamos. Mulher forte, acostumada à vida dura da lavoura, nunca a vi se queixar de nada, nem de dor, mas tinha com respiração alterada. A levamos ao PS e o diagnostico exigia internação rápida: pneumonia grave. Ela permaneceu oito dias na Santa Casa. Fiquei lá, com ela, todo o tempo. Foi- se quando estava comigo. Foi muito triste”, contou a filha.

Marcolina teve primeiro casamento com Filó Gomes. Do enlace, três filhos, Maria José, casada com José Duarte, já falecidos; Josina, casada com Adauto da Silva; Salvador, já falecido, casado com Zélia. Foram oito anos de vida em comum, até a morte dele, por problemas cardíacos.

Após cinco anos de viuvez, casou-se novamente. Seu escolhido, o lavrador Antônio Rodrigues de Freitas. Foi, com os filhos, residir em propriedade rural dele, na região da Casa Seca (estrada Franca-Ibiraci). Do novo casamento, mais uma filha, Marta, que se casou com Jânio Roberto.

“Mamãe viveu pouco tempo com papai, já que ele morreu após oito anos e quatro meses depois do casamento. Com meus irmãos e mamãe, assumimos o pequeno sítio e dele cuidamos até a decisão de mudar para Franca, em busca de melhores oportunidades de trabalho e de escola para nós”, disse Marta. ’Mamãe se tornou pai e mãe. Foi dura quando necessário e foi mãe amorosa e querida como sempre. Lutou muito, tratou-nos, criou, educou, ensinou a ser gente. Meus irmãos cresceram, formaram família. Fui, como mais nova, a última a casar. Decidi, junto a meu marido, que manteríamos mamãe junto com a gente. Ele, que gostava muito dela, em tudo me ajudou a dela cuidar. A decisão de Deus é incontestável. Ele a levou, jamais direi algo em contrário, mas é muito triste, doloroso. Sei que ela está ao lado Dele e isso basta para nós, que ficamos”.

No São Vicente de Paulo, onde Marcolina foi velada, o pastor Vicente, da Igreja Assembleia de Deus, do Jardim Brasileira, que ela frequentava, celebrou culto. Com serviços da funerária Nova Franca, sepultamento foi realizado no Cemitério Santo Agostinho, às 15 horas do dia 3.

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