Morreu Neusa Rodrigues Cristiano

"Minha mulher era um anjo, estou sofrendo muito. Foram 50 anos de casados, está muito difícil sem ela aqui".
 
Morreu às 10 horas da noite do dia 26 de fevereiro, no Hospital São Joaquim, a senhora Neusa Rodrigues Cristiano, de 69 anos. Ela estava internada há 14 dias com dificuldades para respirar decorrentes de um câncer que surgiu na garganta e se espalhou para o pescoço e os pulmões. 
 
A doença foi diagnosticada em junho de 2016, pouco tempo depois de Neusa perder a voz e procurar um médico. Ela foi operada para a retirada do tumor e, desde então, vinha passando por sessões de quimioterapia e radioterapia, realizadas em Franca e em Ribeirão Preto, mas os tratamentos não surtiram efeito e ela teve uma piora em seu quadro de saúde, no intervalo estabelecido pelos médicos entre as aplicações, e não resistiu.
 
Do enlace com o sargento aposentado da Polícia Militar Nelson Cristiano, dona Neusa deixa cinco filhos: Durval Cristiano Neto, cabo da Polícia Militar; Daniel Rodrigues Cristiano, também cabo da PM; Deise Regina Cristiano, professora e técnica de enfermagem; Nelson Edson Cristiano Filho, sargento aposentado da PM; e Denise Cristiano, agente de intercâmbio; bem como 10 netos.
 
Neusa nasceu em uma fazenda em Restinga, e veio para Franca com sua família quando ainda era criança, e aqui se estabeleceu. Começou a trabalhar desde muito cedo e conheceu o marido quando era balconista de um bar, e ele passava por lá para lanchar. Há mais de 30 anos fez o curso de cabeleireira e abriu seu salão em casa. "Ela me ajudou em tudo. Eu era feirante, depois tive uma loja e ela sempre me ajudou, tocou o negócio sozi-nha quando eu entrei para a polícia, depois também tivemos uma padaria, isso enquanto cuidava dos filhos. Ela lutou comigo para termos nossa casa, o carro, e agora que era para aproveitar, não pode", lamentou o marido Nelson.
 
Habilidosa, dona Neusa era uma cozinheira de mão cheia e fazia mimosos trabalhos em biscuit, que vendia e com os quais presenteava os amigos e família. "Todo mundo gostava dela, não tinha boca para falar de ninguém. Era bondosa e extremamente correta", lembrou Nelson. "Éramos muito unidos. Me casei para que ela fosse minha mulher até depois da morte, tinha adoração por ela e por onde ia falava da minha esposa, minha meni-ninha, minha florzinha. Ela foi minha companheirona para tudo. Era um anjo de mulher, acreditava muito em Deus e tinha esperança de ficar curada, mas Ele preferiu levá-la", completou.
 
O velório de Neusa Rodrigues Cristiano foi realizado no salão da Igreja Presbiteriana da Vila Nova, no dia 27 de fevereiro. A despedida foi marcada pela presença de vários amigos e policiais mi-litares, que deram apoio à família e prestaram suas homenagens. O sepultamento aconteceu no mesmo dia, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária Francana.
 
 
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