15 de janeiro de 2021
Sexta-Feira, 08 de janeiro
Luiz Fernando Guimarães relembra um ano de casado com Adriano Medeiros
Luiz Fernando Guimarães e Adriano Medeiros

Luiz Fernando Guimarães usou as redes sociais nesta quinta-feira, dia 7, para relembrar o primeiro ano de casamento com Adriano Medeiros. No Instagram, o ator compartilhou uma série de fotos do dia em que oficializou a união com o companheiro, em janeiro de 2020. Em dezembro, Adriano chegou a ser internado por causa do novo coronavírus. "Esse #tbt vai especialmente para nossa união. Completamos um ano de oficialização, de uma parceria de mais de 20 anos", comentou na legenda. Nas imagens, ambos aparecem assinando a papelada no cartório, se abraçando e chorando de emoção. A publicação foi comentada por amigos, como a atriz Claudia Raia. "Coisa mais linda vocês dois! Amo esse casal", escreveu.

Sexta-Feira, 08 de janeiro
Morre, aos 73 anos, Marion Ramsey, atriz de 'Loucademia de Polícia'
Marion Ramsey interpretou a oficial Hooks

Morreu nesta quinta-feira, 7, aos 73 anos, a atriz Marion Ramsey, que ficou conhecida por interpretar a oficial Laverne Hooks na franquia Loucademia de Polícia. As informações foram divulgadas pela Variety e confirmadas pela agência da artista. A causa da morte não foi revelada.

Marion Ramsey nasceu na Filadélfia (EUA) e iniciou sua trajetória na área cultural na Broadway, participando do musical Hello Dolly, entre outras produções. Passou para a TV ao integrar o elenco da série The Jeffersons e contracenou com Bill Cosby em suas apresentações humorísticas.

Marion Ramsey, porém, ganhou destaque ao participar dos filmes da franquia Loucademia de Polícia, na qual interpretava a oficial Hooks. A personagem tinha como característica sua fala tranquila, se mostrando uma pessoa muito calma, mas que, de um momento para outro, se revelava descontrolada.

Na sequência, ela apareceu nos seriados The NannyBarrados no Baile e MacGyver, além de fazer dublagem na Família Adams. Além disso, reencontrou Steve Guttenberg, colega em Loucademia de Polícia, no filme Lavalantula, em 2015, que teve uma sequência no ano seguinte.

O último trabalho de destaque de Ramsey foi no filme When I Sing, de 2018. A produção independente retrata a luta de uma artista que não teve sucesso em sua longa carreira, mas tenta um novo caminho na indústria da música.

Quinta-Feira, 07 de janeiro
Curta brasileiro 'Umbrella' busca um Oscar
Cena do filme Umbrella

Um curta-metragem de animação brasileiro está à disposição dos membros da Academia de Hollywood para apreciação e votação: trata-se de Umbrella, de Helena Hilario e Mario Pece, que entra nesta quinta-feira, 7, no canal do YouTube da Stratostorm, o estúdio de produção da dupla. O filme fica disponível até o dia 21 de janeiro. Se o curta, produzido de maneira independente, for selecionado, será a primeira produção brasileira indicada para o Oscar na categoria.

Em oito minutos e clima de melodrama, a animação acompanha Joseph, um garotinho num orfanato. A chegada repentina de uma família, mãe e filha, com uma caixa de brinquedos para doação - e um guarda-chuva amarelo, chave da história de Joseph -, vai revelar o sofrido passado familiar do garoto, e contar mais do que isso é spoiler.

O roteiro, assinado pelos diretores, é inspirado numa história real, vivida pela irmã de Helena em Palmas, no interior do Paraná. Ela foi até um orfanato fazer uma doação e um garoto lhe contou uma história similar à do filme. "Meu sobrinho na época tinha quase a mesma idade do garoto no orfanato, e aquilo esmagou nosso coração", conta Helena, de Los Angeles, onde a produtora também tem um estúdio. O projeto começou a ser desenvolvido em 2011. "Eu falava muito com o Mario e com a minha irmã sobre como existem coisas que a gente não dá valor, mas que para os outros representam tanto e de uma forma tão dura. Logo em seguida, dias depois, a gente colocou no papel. Nunca tinha escrito um roteiro, mas foi com tanta verdade e com tantas lágrimas que saiu rápido. Queríamos contar com empatia, fazer as pessoas olharem para o próximo."

Vinda do mercado da publicidade e do audiovisual sempre com um pé na pós-produção e nos efeitos visuais, a dupla sabia desde o início que o filme, o primeiro autoral de ampla divulgação, seria em formato de animação. O planejamento para lançar o filme de forma independente e autofinanciado começou em 2016, e a produção em si, em 2018. Umbrella foi concluído em dezembro de 2019, estreou no prestigioso Festival de Cinema de Tribeca, de Nova York, e esteve na seleção de outros 19 festivais, entre eles o Cinequest (do Vale do Silício), Chicago International Film Festival, Calgary International Film Festival e o Animayo (da Espanha), todos realizados de maneira digital ao longo do ano passado. A seleção diversa cria expectativas para o Oscar - a Academia divulga uma pré-lista de algumas categorias no dia 9 de fevereiro, e os indicados saem no dia 15 de março. A cerimônia está marcada para 25 de abril.

"Somos o único curta brasileiro qualificado para os membros da Academia", explica Helena. "Como toda a produção do filme, estamos numa campanha independente, mas acredito que existem chances por ser de um país como o Brasil, que nunca teve uma indicação nessa categoria. Sempre são indicados filmes independentes e de estúdio", diz a diretora, citando Alê Abreu, de O Menino e o Mundo (indicado em 2016 para melhor longa de animação), e Carlos Saldanha como artistas brasileiros que abriram os olhos de Hollywood para a animação nacional nos últimos anos.

"A gente sempre foi muito pé no chão, olhando para o nosso próprio quintal", conta Helena. A equipe inicial tinha apenas a dupla de diretores e mais três artistas, e ao longo do tempo outros profissionais foram emprestando seu talento, como por exemplo Victor Hugo Queiroz, que trabalhou no Moana (2016), da Disney. Em Umbrella, o supervisor de computação gráfica é Alan Prado e a direção de arte ficou por conta de Dhiego Guimarães. "A empatia que queríamos passar com o filme foi contagiando as pessoas", diz a diretora, emocionada.

Quinta-Feira, 07 de janeiro
Genival Lacerda morre aos 89 anos em Recife, em decorrência da covid-19
O cantor Genival Lacerda

Genival Lacerda não resistiu às complicações do novo coronavírus e morreu nesta quinta-feira, 7. O cantor, ícone do forró brasileiro, tinha 89 anos e estava internado no Recife, em Pernambuco, em estado grave, desde o dia 30 de novembro. A informação da morte do artista foi confirmada pelo filho, João Lacerda.

Nesta quarta-feira, 6, Genival teve complicações no estado de saúde e estava respirando por ventilação mecânica, com o auxílio de remédios. Recentemente, o cantor chegou a ter perspectivas de melhora diante da covid-19. Em maio de 2020, ele também já havia sido internado após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico, recebendo alta dias depois.

Genival Lacerda nasceu em Campina Grande, na Paraíba, em 1931, e era um dos destaques da cultura nordestina. Em 1975, o cantor alcançou o sucesso com a música Severina Xique Xique. Outras canções que marcaram a carreira de 64 anos dele foram Mate o Véio, Radinho de Pilha e De Quem é esse Jegue.

Quarta-Feira, 06 de janeiro
Gal Costa lança singles com Criolo e Tim Bernardes nesta sexta-feira
A cantora Gal Costa
Gal Costa lança mais dois singles do disco Gal 75, no qual regrava músicas clássicas de sua discografia ao lado de cantores da geração contemporânea. Nesta sexta-feira, 8, entram nas plataformas digitais novas versões de Paula e Bebeto, com participação de Criolo, e Baby, com Tim Bernardes.

Paula e Bebeto abriu a parceria de Caetano Veloso com Milton Nascimento. A cantora a registrou pela primeira vez no disco Água Viva (1978). Assinada apenas por Caetano, Baby foi uma das músicas que Gal gravou no histórico álbum coletivo Tropicália (1968), tornando-se sucesso instantâneo e carro-chefe da carreira da intérprete. No ano passado, Gal e Rubel fizeram uma releitura gravada ao vivo no Rio de Janeiro que está disponível nas plataformas digitais.

Foi Milton quem apresentou Criolo a Gal - a dupla de compositores lhe deu a música Dez Anjos, incluída no disco Estratosférica (2015). "Poder participar desse álbum cantando uma canção do Milton é uma honra muito grande. Eu me sinto com o coração transbordando de gratidão por essa oportunidade", afirma Criolo. Na vibrante releitura de Paula e Bebeto, se destacam o violão e os instrumentos de corda de Felipe Pacheco Ventura, também arranjador da faixa. Zé Ibarra, que também participa de Gal 75 cantando Meu Bem, Meu Mal, fez vocais.

Autor de Realmente Lindo, faixa incluída por Gal no disco A Pele do Futuro (2018), Bernardes toca violão e assina o arranjo de cordas da intimista versão de Baby, buscando caminhos distintos da icônica orquestração original de Rogério Duprat. "Gravando Baby juntos eu bati no fundo da terra, na lua e voltei. É uma loucura. Uma alegria e honra que não dá pra explicar", afirma Bernardes.

A edição digital e física (CD e vinil) do álbum Gal 75, com direção artística de Marcus Preto, está prevista para sair em fevereiro pela Biscoito Fino. Os duetos com Jorge Drexler (Negro Amor) Rodrigo Amarante (Avarandado), Rubel (Coração Vagabundo), Seu Jorge (Juventude Transviada), Zeca Veloso (Nenhuma Dor) e Zé Ibarra (Meu Bem, Meu Mal) já estão disponíveis nas plataformas digitais. Faixas com Silva e o português António Zambujo completam o projeto e serão divulgadas em 22 de janeiro. As participações foram gravadas em estúdios de seis cidades: Rio de Janeiro, São Paulo, Lisboa, Madri, Los Angeles e Vitória.
Quarta-Feira, 06 de janeiro
Após Bob Dylan, Neil Young vende a participação de suas músicas
Neil Young, aos 75 anos, na varanda da sua casa

Neil Young se tornou o mais recente músico a encontrar ouro com seu catálogo de canções, vendendo uma participação de 50% em suas músicas para uma empresa de investimentos britânica em um acordo anunciado nesta quarta-feira (6). O Hipgnosis Songs Fund disse que adquiriu metade dos direitos autorais e das participações em cerca de 1.180 canções escritas pelo rock star de 75 anos, compositor de Heart of Gold, Rockin 'in the Free World e Cinnamon Girl.

Os termos não foram divulgados. O acordo acontece um mês depois de Bob Dylan vender os direitos de publicação de mais de 600 canções para o Universal Music Publishing Group por uma fortuna estimada entre US$ 300 milhões e meio bilhão de dólares. Stevie Nicks vendeu 80% das ações de sua música para a Primary Wave por cerca de US$ 100 milhões.

Merck Mercuriadis, fundador da Hipgnosis Songs Fund Limited, disse que comprou seu primeiro álbum de Neil Young quando tinha sete anos. "Harvest foi minha companheira e eu conheço cada nota, cada palavra, cada pausa e silêncio intimamente", disse ele. "Neil Young, ou pelo menos sua música, tem sido meu amigo desde então."

O empresário também disse que o falecido empresário de Young, Elliot Roberts, era igualmente um ídolo para ele. Em uma indústria onde as vendas de música diminuíram e a indústria de shows está paralisada devido à pandemia do coronavírus, a publicação de músicas é vista como um ativo cada vez mais valioso.

As empresas geralmente exigem o uso das músicas de um artista em filmes, videogames e publicidade. O último uso tem sido um obstáculo para Young, cuja canção This Note's For You de 1988 criticou duramente os artistas que alugavam suas músicas para campanhas publicitárias. O vídeo que acompanha os anúncios parodiava Michael Jackson e Eric Clapton.

Na música, Young cantou: "Não estou cantando para Pepsi, não estou cantando para Coca. Eu não canto para ninguém. Me faz parecer uma piada."

Nos anos que se seguiram, tornou-se muito mais comum músicos ganharem dinheiro por meio de campanhas publicitárias. Mas, pelo menos até 2016, Young continuou a resistir que sua música fosse usada dessa forma, de acordo com a revista Rolling Stone. Não está claro se o acordo da Hipgnosis pressagia uma mudança nessa política.

No anúncio de quarta-feira, Mercuriadis disse que sua empresa e Young "têm uma integridade, ethos e paixão comuns nascidos da crença na música e nessas canções importantes. Nunca haverá um 'Hambúrguer de Ouro', mas trabalharemos juntos para garantir que todos possam ouvi-los nos termos de Neil. "

Young lançou cerca de 70 álbuns como artista solo e com bandas como Buffalo Springfield, Crazy Horse e Crosby, Stills, Nash & Young. Fonte: Associated Press.

Quarta-Feira, 06 de janeiro
Vanessa Kirby brilha em filme sobre perda e pode receber indicação ao Oscar
Vanessa Kirby, mais conhecida por interpretar a Princesa Margaret nas duas primeiras temporadas de The Crown

Os 23 intensos minutos de um parto em casa que termina mal renderam a Vanessa Kirby a Coppa Volpi de melhor atriz no último Festival de Veneza e devem assegurar seu lugar entre as cinco indicadas na categoria no Oscar deste ano. Em Pieces of a Woman, primeiro longa em inglês do cineasta húngaro Kornél Mundruczó, que entra no ar na Netflix no dia 7, a inglesa arrepia como Martha, uma mulher que perde o bebê e lida com o luto.

A atriz, mais conhecida por interpretar a Princesa Margaret nas duas primeiras temporadas de The Crown, estava à procura de um papel desafiador. "Quando li o roteiro, pensei: Deus, este é um retrato tão incomum do luto, porque ela não o expressa", disse Kirby em uma sessão de perguntas e respostas após a pré-estreia virtual do filme. "O desafio seria cavar fundo para achar a dor, o sentimento de perda, a vergonha e a culpa que vêm com isso. E ainda assim um passante na rua não conseguiria perceber pois ela parece estar bem. Deu muito medo, mas isso é bom."

Kirby nunca passou pela experiência de um parto, então achou necessário fazer muita pesquisa. Ela acompanhou uma equipe de obstetrícia e chegou a ver o nascimento de um bebê, além de ter conversado com mulheres que sofreram perdas parecidas com a de sua personagem, Martha. A cena foi filmada de uma tacada só, com Kirby, Shia LaBeouf, que faz o marido Sean e que sumiu dos materiais de imprensa desde a acusação de abuso por parte de ex-namoradas, e Molly Parker, que interpreta a doula Eva, tendo liberdade para agir e reagir e uma câmera flutuante que acompanhava seus movimentos. "Para mim, que venho do teatro, foi ótimo rodar tudo de uma vez", disse Vanessa Kirby. "Queríamos que fosse tão autêntico quanto possível, em toda a sua glória, dificuldade, dor, horror e majestade."

O filme nasceu das experiências pessoais de Mundruczó e de sua mulher, a roteirista Kata Wéber, que passaram por uma perda que não detalham. "Eu queria falar sobre a ausência de uma criança que não nasceu e meus sentimentos pessoais em relação a isso", disse Wéber em entrevista ao Festival de Toronto. Na coletiva do Festival de Veneza, ela afirmou: "Eu sou mãe e queria tratar do isolamento que as mulheres que perdem bebês sentem". É um assunto do qual pouco se fala, mas que é universal - daí a ideia de tornar esta história a primeira que o casal fez em inglês, depois de Deus Branco (2014) e Lua de Júpiter (2017), em seu idioma natal.

A cena do parto tinha de ser longa, na opinião da roteirista. "Como criar um filme sobre alguém que não está lá? Se fossem apenas duas páginas, as pessoas não conseguiriam se relacionar com esta presença. Fora que, para mim, dar à luz é uma coisa tanto física quanto espiritual. Não dá para analisar com a lógica, não dá para compreender direito."

Trauma

Havia outro assunto de que Wéber queria falar: os padrões familiares na forma de lidar com o trauma principalmente em famílias como a sua, de sobreviventes do Holocausto. Martha é neta de uma sobrevivente do Holocausto, e isso permeia sua relação difícil com a mãe, Elizabeth (Ellen Burstyn). "Em famílias de sobreviventes, a perfeição é uma maneira de sobreviver", disse Wéber. "Você não pode falhar, tem sempre de se encaixar, para assim sobreviver, para não ser fraca."

Elizabeth gostaria que a filha vivesse seu luto de uma forma mais explícita, e isso explode numa cena de um jantar que estava originalmente na peça de teatro que antecedeu o roteiro. "Eu acho incrível a forma como Kata apresenta minha personagem", disse Burstyn, em Veneza. "Ela diz que está indo à casa das amigas para fazer organização. E é isso o que ela faz com a vida: ela organiza, encena, para não sucumbir à escuridão do que sua família viveu. Colocando uma almofada numa poltrona feia, ela a torna mais aceitável. Da mesma maneira, quer que sua filha viva o luto de forma mais convencional e aceitável para as pessoas."

Martha, porém, escolhe seu próprio jeito. "Para mim, ela é uma heroína", disse Wéber. "Mas também uma rebelde que vai contra os tabus." Para Mundruczó, a ideia não era dizer quem é bom e quem é mau. "Martha tem uma conexão com o ser perdido, o ser invisível, e precisa encontrar sua própria verdade para encontrar sua saída, para sobreviver, tanto quanto sua mãe sobreviveu." O diretor espera que o filme ajude o público a lidar com problemas ou traumas, não necessariamente o mesmo da história. "Todos temos de enfrentar a perda", disse ele. "Mas cada um tem de encontrar seu caminho, seu jeito. É algo universal, e por isso o fato de o longa ser exibido no mundo todo é muito significativo para mim."

Terca-Feira, 05 de janeiro
Internado com covid-19, Genival Lacerda segue em estado grave
Genival Lacerda está em estado grave por conta da Covid

Genival Lacerda, 89, está internado com covid-19 na UTI do hospital Unimed I, na cidade de Recife, em Pernambuco. A internação do cantor teve em início em 30 de novembro do ano passado e seu estado é considerado grave.

De acordo com boletim médico repassado nesta segunda-feira, 4, por João Lacerda, filho de Genival, o músico continua respirando por ventilação mecânica com o auxílio de remédios e sem perspectiva de receber alta.

Recentemente, chegou a ter perspectivas de melhora, mas apresentou piora novamente poucos dias depois.

Em maio de 2020, Genival Lacerda também já tinha sido internado após sofrer um AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico, recebendo alta dias depois.

CONFIRA ABAIXO A ÍNTEGRA DO BOLETIM MÉDICO:

"O sr. Genival Lacerda permanece internado na UTI em estado grave. Encontra-se no 33° dia de ventilação mecânica, em uso de drogas vasoativas.

Vem em uso de antibiótico e não há perspectiva de alta deste setor.

04/01/21

Dr. Bruno Grangeiro"

Terca-Feira, 05 de janeiro
Voz esquecida pelo blues é encenada em filme com Viola Davis e Chadwick Boseman
Viola Davis interpreta Ma Rainey na 'Na Voz Suprema do Blues'

Ma Rainey sabia que só teria aqueles brancos engravatados nas mãos até o instante em que sua voz fosse registrada como eles queriam na massa esférica de goma-laca que girava em 78 rotações por minuto e que começava a vender tanto quanto os pães quentes da Weber's Bakery de Chicago. Ela sabia que eles a tratariam como uma rainha, pagariam sua Coca-Cola gelada, a colocariam sentada na melhor poltrona do estúdio e deixariam o único ventilador General Eletric da companhia bem a seu lado para refrescá-la enquanto os músicos se preparavam. Tudo do bom e do melhor para Ma Rainey até a luz vermelha do estúdio se apagar e a gravação ser finalizada. Aí, então, os empresários brancos lhe pagariam 200 dólares e a fariam assinar uma cessão de direitos autorais de toda a alma que ela havia acabado de deixar naquelas canções. Dariam 25 dólares a cada um dos músicos negros que passaram a tarde a seu lado na sessão, chamariam um táxi e sorririam para ela pela última vez.

Por isso, Ma Rainey cobrava caro por cada minuto do tempo compreendido entre sua chegada ao estúdio e o término das gravações. "Essa mulher é insuportável", você pode pensar nos primeiros minutos ao vê-la sendo interpretada por Viola Davis no filme Ma Rainey's Black Bottom, que na Netflix do Brasil chegou como A Voz Suprema do Blues.

Mas não. Se os bem-vestidos executivos queriam mesmo sua voz, uma das maiores vendedoras de discos no mercado dos "race records", a forma como os norte-americanos não negros passaram a chamar o mercado alimentado por artistas de blues negros dos anos 1920 e consumido por famílias negras que já estavam no norte ou que haviam acabado de chegar do sul esperando em vão encontrar uma terra com pessoas que não os enforcassem nas árvores ou os apedrejassem nas ruas, eles teriam de satisfazer seus desejos. O reinado de Rainey duraria pouco, até a gravação terminar e ela voltar a ser a mulher negra, gorda e bissexual que até a história do próprio blues decidiu apagar de seus arquivos.

Mas os negros norte-americanos seguem em seu revisionismo histórico colocando Ma Rainey como a voz da vez graças a esse esplêndido projeto bancado por um conjunto de homens negros e mulheres negras poderosas que nem o pós-segregacionismo cultural dos Estados Unidos pode impedir de estarem onde estão.

Com um bom dinheiro de Denzel Washington, um dos produtores ao lado de Todd Black e Dany Wolf, e mais Viola como Ma, Chadwick Boseman como o trompetista fictício Levee e uma gig de atores tão espetacular quanto as jam sessions invisíveis dos anos 1930, com Glynn Turman como o pianista Toledo, Colman Domingo como o trombonista Cutler e Michael Potts como o baixista Slow Drag, o texto do dramaturgo das questões raciais August Wilson foi parar nas mãos do diretor George C. Wolfe e se tornou uma preciosidade alentadora a um ambiente tão desesperadoramente comercial quanto a Netflix.

Dois rostos de uma era

São dois os eixos dramáticos cruzados em um estúdio de gravação de Chicago dos anos 1920. De um lado, Ma Rainey, que chega como um colosso para colocar a voz em um novo álbum trazendo sua sobrevivência na pele suada, nos dentes platinados e nos olhos cansados e de maquiagem desfeita. Do outro, seu trompetista Levee (Boseman em atuação memorável), filho de pai assassinado por brancos e sonhador por ser como Ma: um rei, ao menos, enquanto estiver sobre um palco. Mas Levee, diferentemente de Ma, deixa seu ódio o engolir. Ele nem sequer toca bem (e reparem, trompetistas, como sua digitação nas válvulas do instrumento preparada por Branford Marsalis parece propositalmente malfeita).

Seu justiçamento é para ontem e a música é tudo o que lhe resta. Ma não. Ela até se diverte por trás de sua estratégia de vingança saborosa, tratando brancos como panos de chão e retardando ao máximo a entrega de suas gravações. Ma exige que a locução da primeira música seja feita por um garoto negro e gago que ela leva do sul. Ele erra por dezenas de vezes e, a cada erro, é um disco de goma-laca jogado no lixo. Ma então pergunta onde está sua Coca-Cola. O executivo da gravadora diz que se esqueceu de comprar. Ela para a gravação e diz que só segue em frente depois de tomar a sua bendita Coca-Cola. Eles que se virem.

Muito menos revista do que Bessie Smith (que bebeu em sua fonte e, dizem em Chicago, a namorou), Ma Rainey é a ponta da tenda submersa onde centenas de outras mulheres se apresentaram antes mesmo dos anos 1920, mas que jamais tiveram o mesmo espaço mesmo quando poderiam ter sido resgatadas com a chegada dos anos 1970, quando os garotos brancos ingleses do rock começaram a roubar o blues dos negros norte-americanos que a história havia enterrado como indigentes (o caso mais flagrante é do Led Zeppelin) ou mesmo a regravá-los reverencialmente, como o recém-negacionista Eric Clapton, o Who, os Faces e os Rolling Stones.

Ninguém quis saber das mulheres, e olha que registros delas não faltavam. Rosetta Tharpe, nascida em 1915, era, além de cantora, uma guitarrista formidável que influenciou apenas BB King e Elvis Presley. Mamie Smith, nascida em 1883, gravou Crazy Blues em 1920 e passou a ser chamada de Imperatriz do Blues. Graças a seu sucesso no meio dos "race records", as gravadoras passaram a procurar nomes como os de Bertha Hill, Bessie e a própria Ma Rainey. A geração seguinte teria Alberta Hunter, Koko Taylor, Etta James, Marva Wright.

Por mais tentador que seja, não dá para falar aqui de Billie Holiday, Nina Simone e Ella Fitzgerald. Saídas do mesmo barro do gospel e do blues, essas mulheres migraram rapidamente para o jazz, e lá a história é outra. Além da segmentação racial, o advento do jazz criou mais uma barreira segregacionista entre os próprios negros. Cantoras de blues, para muitos deles, não tinham dons para encarar o jazz. Algo equivalente no Brasil a uma cantora de samba chegando a um dos apartamentos em que rolava bossa nova na zona sul do Rio. Nem entraria. Assim, a história só reservaria a elas os restos do assado, subestimando o prato que poderiam criar com eles.

Espelho para Bessie

Não dá para ficar procurando o que é ficção e o que é realidade no filme de George Wolfe. Nada e tudo o que está ali de fato aconteceu. E o que não aconteceu poderia ter acontecido. E quem pode dizer o que realmente não aconteceu? Por não se tratar de uma biografia de Ma Rainey, vamos a um pouco dela: seu nome era Gertrude Malissa Nix Pridgett Rainey, nascida a 26 de abril de 1886 em Columbus, Geórgia. Ainda adolescente, descobriu que o palco seria sua casa e seguiu viajando com espetáculos de vaudeville até 1904, quando se casou com o também artista William "Pa" Rainey. Juntos, Ma e Pa passaram a ser conhecidos como os Assassinos do Blues, algo que, entre os músicos, não tinha conotação policialesca. Assassinos no sentido de "quebrarem tudo em cena." Até Bessie Smith, e isso não está registrado, teria cantado em seu grupo itinerante por esses anos

Ma se separa de William em 1916 e segue com uma companhia de espetáculos própria chamada Madame Gertrude Ma Rainey e Her Georgia Smart Set. É contratada pela gravadora Paramount em 1923 (é esse o momento de sua vida em que a sessão de gravação do filme se passa) e chega a fazer cerca de 100 registros, cedendo seus direitos das vendagens dos álbuns à gravadora. São dessa época Moonshine Blues, See See Rider, Trust No Man e, claro, Ma Rainey's Black Botton. Ma volta para a cidade de Columbus depois de deixar os palcos, em 1935, para se envolver com a igreja protestante local e administrar dois estabelecimentos de entretenimento. Quatro anos depois de seu retorno, ela morre vítima de um ataque cardíaco. E 80 anos depois, é encontrada viva dentro de Viola Davis.

Terca-Feira, 05 de janeiro
Alexi Laiho, da banda Children of Bodom, morre aos 41 anos e deixa inéditas
O músico finlandês Alexi Laiho morreu aos 41 anos

O músico finlandês Alexi Laiho morreu aos 41 anos, segundo comunicado oficial divulgado em seu perfil no Instagram. Ele era guitarrista e vocalista da banda Children of Bodom. "O músico, mais conhecido como vocalista do Children of Bodom, morreu em sua casa, em Helsinki, na Finlândia, na última semana", diz o texto. Laiho fundou a banda de metal em 1993 ao lado do baterista Jaska Raatikainen e em dezembro de 2019 fez seu último show em despedida.

No ano passado, o músico criou Bodom After Midnight e gravou músicas e clipes ainda inéditos. "Estamos destruídos com a morte repentina de nosso querido amigo. Palavras não podem descrever esse choque e a profunda tristeza que sentimos", escreveram os integrantes da banda Bodom After Midnight, Mitja Toivonen, Daniel Freyberg e Waltteri Väyrynen. A causa da morte do artista não foi comentada, mas segundo o comunicado, ele "sofreu com um problema de saúde ao longo dos últimos anos."

Segunda-Feira, 04 de janeiro
Gloria Maria revela internação por infecção pulmonar no passado

Gloria Maria usou seu Instagram nesta segunda-feira, 4, para relembrar um período complicado de sua saúde. Após ter sido submetida a uma cirurgia no cérebro, em novembro de 2019, a apresentadora também revelou problemas no pulmão em janeiro de 2020.

"Feliz e agradecida por estar vivendo com toda plenitude essa primeira segunda-feira de 2021. Hoje, 4 de janeiro, exatamente um ano atrás, depois da cirurgia no cérebro, voltei a ser internada com uma infecção pulmonar!"

Em seguida, concluiu: "Pouquíssimos ficaram sabendo, mas foram mais duas semanas lutando como uma guerreira pela vida! Graças a Deus venci! Uma bênção! Obrigada também a vocês que dividem comigo esse espaço e torceram tanto!"

Segunda-Feira, 04 de janeiro
Tuca Andrada responde a Elba sobre festa na casa de cantora em meio à pandemia
Elba Ramalho foi flagrada sem máscara em uma festa

Tuca Andrada usou as redes sociais neste domingo, 3, para responder a Elba Ramalho sobre o fato de ter ocorrido uma festa na casa dela em Trancoso, na Bahia, durante o feriado de réveillon em meio à pandemia do novo coronavírus. Além disso, o ator também criticou a participação da cantora em uma inauguração de um estabelecimento na cidade. Nos stories, ele repostou um vídeo em que Elba está em uma confraternização, dançando, sem máscara. A cantora explicou que "foi a inauguração de uma loja e tomou uma taça de vinho".

Na publicação no Instagram, Tuca Andrada esclareceu: "Querida Elba Ramalho, vamos clarear algumas coisas. Nunca afirmei que o vídeo se passava na sua casa, nunca escrevi que o evento acontecia naquela noite (apesar de se passar durante a pandemia pois podemos ver alguns com máscaras no pescoço e até mesmo um DJ ou barman de máscara), nunca toquei no seu nome, simplesmente postei um vídeo, que vc aparece sem máscara numa festa".

O ator ressaltou que não tem problemas pessoais com Elba Ramalho "Não tenho absolutamente nada contra você, te admiro como uma das maiores artistas desse País e, quanto ao seu trabalho, continuarei fã. O problema, Elba, é que muitos de nós, artistas brasileiros, perdemos a noção pedagógica que nosso trabalho exige. Digo isso e não me excluo desse problema, mas sempre dá tempo de corrigir nossa rota e tento fazer isso tds os dias", disse.

Tuca Andrada também lembrou a quantidade de mortos no Brasil por causa do novo coronavírus e a responsabilidade do governo federal diante do problema. "Uma Estrela de primeira grandeza como você estar numa aglomeração, sem máscara, quando já temos 200 mil mortos e um governo totalmente irresponsável e genocida, que zomba dos mortos, causa espanto sim e também muita tristeza. Espero que você tenha um ano maravilhoso. Saúde e paz", finalizou o ator.

Nos comentários, Elba Ramalho respondeu: "Tuca, te mandei mensagens te esclarecendo tudo, ratificando que não fui para festa alguma, que a casa estava alugada e não sabia da festa... te expliquei tudo e você insiste em me apunhalar, me acusar, me jogar na cruz!", desabafou.

A cantora lembrou que já foi diagnosticada com coronavírus anteriormente e que, por isso, na visão dela, a situação é diferente. "Tive covid, estou com imunidade. Fiz teste naquele dia da inauguração da Osklen, eu e meus amigos. Estava comendo, bebendo sem máscara, lógico. Sou responsável e trato essa doença com seriedade. Ajudo a comunidade com doação de cestas básicas e máscaras... sobre isso você não fala! É muita perseguição, muita injustiça. Deus sabe", finalizou.

Festa

Depois de a história da festa na casa de Elba Ramalho, que estava alugada, viralizar nas redes sociais, a cantora gravou um vídeo no Instagram para explicar aos seguidores o ocorrido. "Estou em Trancoso, hospedada no Club Med, a alguns quilômetros de Trancoso. Minha casa está alugada desde o dia 25 de dezembro até o dia 4 de janeiro. Isso é de praxe e todos os anos a gente aluga. E eu não sabia que a casa estava tendo uma festa nesta proporção", afirmou.

A cantora reconhece que os artistas precisam dar um bom exemplo de conduta, sobretudo em tempos de pandemia de covid-19, quando as aglomerações estão proibidas em alguns lugares ou "não recomendadas" para evitar a propagação ainda maior do coronavírus. "Sou uma pessoa muito responsável comigo, com a minha vida e a vida dos outros. Me esforço para dar um bom exemplo. Eu não sei quem vai responder por isso, mas a polícia parou com a festa que estava acontecendo na minha casa, mas não uma festa feita por mim. Eu não estava presente", garantiu.

Segunda-Feira, 04 de janeiro
Band anuncia estreia de novo programa de Zeca Camargo
O apresentador Zeca Camargo divulga sua estreia na Band

A Band anunciou a estreia do novo programa de Zeca Camargo para a próxima quinta-feira, 7, às 22h45.

A divulgação de Zeca pelo Brasil foi feita em vídeo com a programação de verão da emissora, mostrando novidades também em programas de apresentadores como Edu Guedes e Glenda Kozlowski. As gravações foram realizadas no Rio Grande do Norte.

Segunda-Feira, 04 de janeiro
Snoop Dogg compartilha pegadinha de Silvio Santos e filha agradece
Pegadinha do Silvio Santos foi parar no Instagram do Snoop Dogg

Snoop Dogg usou seu Instagram para compartilhar uma 'pegadinha' exibida em um programa antigo de Silvio Santos. Silvia Abravanel, uma das filhas do apresentador, agradeceu ao rapper norte-americano nos comentários da publicação.

Na pegadinha Frango que Mexe, um frango já cozido começa a 'mexer' suas coxas enquanto as pessoas fazem sua refeição em um restaurante. É possível ouvir as típicas gargalhadas de Silvio Santos durante a exibição do vídeo.

"Que honra, Snoop Dogg. Obrigado", escreveu a apresentadora, em inglês.

Silvia ainda marcou o perfil de suas irmãs, Rebeca, Patricia, Daniela, Renata e Cintia e comentou: "Olhem isso, meninas, o Snoop Dogg prestigiando o trabalho do nosso pai!"

Segunda-Feira, 04 de janeiro
Tanya Roberts, atriz de '007' e 'Sheena', morre aos 65 anos nos EUA
Tanya Roberts era conhecida por sua participação no filme de James Bond 007 Na Mira dos Assassinos

A atriz americana Tanya Roberts morreu em Los Angeles (EUA) aos 65 anos, depois de permanecer hospitalizada por vários dias. Roberts, que foi internada em 24 de dezembro, depois de sofrer uma queda quando caminhava com seus cães, morreu no domingo, dia 3, informou o agente Mike Pingel ao The Hollywood Reporter. Tanya Roberts era conhecida por sua participação no filme de James Bond 007 Na Mira dos Assassinos (A View to a Kill, 1985), o último protagonizado por Roger Moore.

Roberts, cujo nome original era Victoria Leigh Blum, nasceu em Nova York em 1955. Foi modelo antes de iniciar a carreira como atriz na temporada final da série As Panteras (Charlie's Angels). A atriz também protagonizou o filme Sheena, a Rainha da Selva (1984). Mais recentemente, ela integrou o elenco da série That '70s Show, na qual interpretava a mãe de Donna (Laura Prepon)

Fim dos Posts

Nenhuma página para carregar

Próxima página