Nhoc de banana

Nhoc de banana

A banana-da-terra precisa ser cozida ou assada, para que o amido vire açúcar e o sabor seja suavizado.

A banana-da-terra precisa ser cozida ou assada, para que o amido vire açúcar e o sabor seja suavizado.

Por Sonia Machiavelli | 07/08/2021 | Tempo de leitura: 3 min
especial para o GCN

Por Sonia Machiavelli
especial para o GCN

07/08/2021 - Tempo de leitura: 3 min

Ingredientes
(quatro porções)

4 bananas-da-terra
1 xícara (chá) de maisena
1 xícara (chá) de água
Sal a gosto
Noz-moscada a gosto
4 colheres (sopa) de manteiga
10 folhas de sálvia

“Yes, nós temos bananas/ Bananas pra dar e vender/ Banana menina tem vitamina/ Banana engorda e faz crescer// Vai para a França o café, pois é/ Para o Japão o algodão, pois não/ Somos da crise, se ela vier/ Bananas para quem quiser”.

Compostos por Braguinha para o Carnaval de 1938, os versos desta marchinha atravessaram oito décadas e foram gravados até hoje por mais de cinquenta artistas. Um deles, Caetano Veloso. No show business, a banana, que Carmem Miranda colocou no seu turbante para se apresentar nos palcos dos gringos nos anos 50, tornou-se fruta ícone do Brasil. Entretanto, nem brasileira ela é. Sua origem é asiática.

Mudas de bananeira foram trazidas da Ásia por colonizadores portugueses que as tinham obtido de navegadores chegados afinal às Índias, onde se encantaram com o sabor da fruta. Meio século depois, por volta de 1560, cronistas portugueses e franceses já registravam a presença forte da fruta entre os índios do litoral que a chamavam de “pacova”. “Pacova-açu” para as grandes, como nanica, da terra e são-tomé; “pacova-mirim” para as pequenas, como a maçã, a prata, a ouro. São as que continuam na mesa dos brasileiros de todas as classes sociais.

A maçã, de casca fina e polpa esbranquiçada, é melhor crua e com granolas, iogurte, sorvete, mel, aveia. A prata, por ser firme e mais seca, é ótima para chips, compotas, passa e bananada; muita gente gosta de misturá-la ao arroz com feijão. A ouro, bem docinha, faz ótimos sorvetes, sendo ótima em purês para acompanhar peixes. A nanica é base para sorbets, tortas, bolos, cremes... A marmelo e a são-tomé ficam excelentes fritas na manteiga ou empanadas, à milanesa.

Já a banana-da-terra, que tem polpa densa e alaranjada, não deve ser consumida crua, porque o excesso de tanino deixa seu sabor adstringente, o que aperta as mucosas da boca. Precisa ser cozida ou assada, para que o amido vire açúcar e o sabor seja suavizado. Na forma de purê acompanha peixes e em pedaços é básica nas moquecas veganas; é também o ingrediente principal da receita desta página, delicioso nhoc com sálvia, muito fácil de preparar.

Basta levar as bananas ao forno quente por cerca de vinte minutos, até que sua casca fique preta, sinal de que está bem assada. Com uma colher, retire a polpa e, ainda quente, amasse-a com um garfo até obter uma massa fininha. Leve a uma panela pequena, salgue com cuidado e rale em cima uma pitada de noz-moscada. À parte misture uma xícara de água a outra de maisena, misture bem e junte à banana na panela. Ligue o fogo e mexa sem parar até formar uma bola que se descole do fundo. Retire para uma vasilha e assim que amornar forme cordões de 1 cm. Corte pedacinhos de 3 cm na diagonal e coloque numa bandeja. Quando todos estiverem cortados, aqueça a manteiga (com um fio de azeite para não queimar) numa frigideira tefal e frite-os aos poucos, dois minutos de cada lado, retirando-os para a travessa onde vai servi-los. Quando terminar de fritar todos, refogue rapidamente na manteiga que sobrou as folhas de sálvia e as disponha sobre os nhocs. Ou nhoques. Ficam deliciosos.

Ingredientes
(quatro porções)

4 bananas-da-terra
1 xícara (chá) de maisena
1 xícara (chá) de água
Sal a gosto
Noz-moscada a gosto
4 colheres (sopa) de manteiga
10 folhas de sálvia

“Yes, nós temos bananas/ Bananas pra dar e vender/ Banana menina tem vitamina/ Banana engorda e faz crescer// Vai para a França o café, pois é/ Para o Japão o algodão, pois não/ Somos da crise, se ela vier/ Bananas para quem quiser”.

Compostos por Braguinha para o Carnaval de 1938, os versos desta marchinha atravessaram oito décadas e foram gravados até hoje por mais de cinquenta artistas. Um deles, Caetano Veloso. No show business, a banana, que Carmem Miranda colocou no seu turbante para se apresentar nos palcos dos gringos nos anos 50, tornou-se fruta ícone do Brasil. Entretanto, nem brasileira ela é. Sua origem é asiática.

Mudas de bananeira foram trazidas da Ásia por colonizadores portugueses que as tinham obtido de navegadores chegados afinal às Índias, onde se encantaram com o sabor da fruta. Meio século depois, por volta de 1560, cronistas portugueses e franceses já registravam a presença forte da fruta entre os índios do litoral que a chamavam de “pacova”. “Pacova-açu” para as grandes, como nanica, da terra e são-tomé; “pacova-mirim” para as pequenas, como a maçã, a prata, a ouro. São as que continuam na mesa dos brasileiros de todas as classes sociais.

A maçã, de casca fina e polpa esbranquiçada, é melhor crua e com granolas, iogurte, sorvete, mel, aveia. A prata, por ser firme e mais seca, é ótima para chips, compotas, passa e bananada; muita gente gosta de misturá-la ao arroz com feijão. A ouro, bem docinha, faz ótimos sorvetes, sendo ótima em purês para acompanhar peixes. A nanica é base para sorbets, tortas, bolos, cremes... A marmelo e a são-tomé ficam excelentes fritas na manteiga ou empanadas, à milanesa.

Já a banana-da-terra, que tem polpa densa e alaranjada, não deve ser consumida crua, porque o excesso de tanino deixa seu sabor adstringente, o que aperta as mucosas da boca. Precisa ser cozida ou assada, para que o amido vire açúcar e o sabor seja suavizado. Na forma de purê acompanha peixes e em pedaços é básica nas moquecas veganas; é também o ingrediente principal da receita desta página, delicioso nhoc com sálvia, muito fácil de preparar.

Basta levar as bananas ao forno quente por cerca de vinte minutos, até que sua casca fique preta, sinal de que está bem assada. Com uma colher, retire a polpa e, ainda quente, amasse-a com um garfo até obter uma massa fininha. Leve a uma panela pequena, salgue com cuidado e rale em cima uma pitada de noz-moscada. À parte misture uma xícara de água a outra de maisena, misture bem e junte à banana na panela. Ligue o fogo e mexa sem parar até formar uma bola que se descole do fundo. Retire para uma vasilha e assim que amornar forme cordões de 1 cm. Corte pedacinhos de 3 cm na diagonal e coloque numa bandeja. Quando todos estiverem cortados, aqueça a manteiga (com um fio de azeite para não queimar) numa frigideira tefal e frite-os aos poucos, dois minutos de cada lado, retirando-os para a travessa onde vai servi-los. Quando terminar de fritar todos, refogue rapidamente na manteiga que sobrou as folhas de sálvia e as disponha sobre os nhocs. Ou nhoques. Ficam deliciosos.

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