24 de novembro de 2020
Terca-Feira, 24 de novembro
'Não pude me despedir do meu pai', desabafa Luciano, com covid-19

Francisco José de Camargo, pai da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, morreu aos 83 anos de idade na noite da segunda-feira, 23, em Goiás. Ele estava internado em um hospital particular havia quase duas semanas.

Em meio às homenagens publicadas pela família, o cantor Luciano fez um desabafo lamentando o fato de não ter ido ao velório do pai, já que está com o novo coronavírus.

"Eu não pude ir despedir do meu pai. Como muitos sabem, eu testei positivo para covid-19 e muito me confortam as homenagens que estão fazendo para o meu velho... Ele, que depois do filme, se tornou meio que parente de todos os brasileiros", escreveu.

Em outra postagem, contou: "Em nosso último encontro semana passada, eu senti um forte aperto no peito, foi diferente... No último abraço que dei em meu velho, foi como se eu já soubesse que não poderia estar hoje com ele para me despedir".

"A Globo vai reprisar 2 Filhos de Francisco em homenagem ao grande homem que foi o meu pai", concluiu o cantor. A emissora exibe o filme inspirado na vida do pai de Zezé Di Camargo e Luciano na Sessão da Tarde desta terça, 24.

Terca-Feira, 24 de novembro
Francisco Camargo, pai de Zezé e Luciano, morre aos 83 anos de idade

Francisco José de Camargo, pai da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, morreu aos 83 anos de idade na noite da segunda-feira, 23, em Goiás. Ele estava internado em um hospital particular havia quase duas semanas.

A causa da morte ainda não foi divulgada, mas no dia 10 de novembro, Francisco havia sido internado com fortes dores no intestino e precisou passar por uma cirurgia de emergência para estancar o sangramento.

A assessoria de imprensa dos cantores confirmou, por meio de nota, que o velório será às 10 horas no cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia.

Luciano Camargo está com coronavírus e foi diagnosticado há menos de uma semana.

Zezé usou as redes sociais para expressar a tristeza com a morte do pai. "Nenhuma tristeza é pra sempre, como nenhuma felicidade é eterna. Prepara-te para aprender com a dor e viva intensamente o que Deus te deu de presente: "a vida". Me perdoe pelo egoísmo de insistir que fique aqui, mas meu amor é tão grande, que me tira a sensatez, a lucidez e o entendimento, que a vida é assim! Mais uma vez me perdoe, por insistir que fique aqui. Te amo meu pai!", declarou no Instagram.

Além de Zezé e Luciano, Francisco Camargo deixa a esposa, Helena Siqueira de Camargo, e mais seis filhos: Marlene, Wellington, Emanoel, Luciele, Wesley e Walter.

Um outro filho dele, Emival Camargo, morreu em 1975 em um acidente de carro.

A vida dele foi registrada no filme Dois Filhos de Francisco, lançado em 2005 nos cinemas, e contou a história de vida da dupla Zezé di Camargo e Luciano e o esforço do pai para tornar a dupla conhecida no mundo da música sertaneja.

Terca-Feira, 24 de novembro
Francisco Camargo, pai de Zezé e Luciano, morre aos 83 anos de idade
Francisco Camargo

Francisco José de Camargo, pai da dupla sertaneja Zezé di Camargo e Luciano, morreu aos 83 anos de idade na noite da segunda-feira, 23, em Goiás. Ele estava internado em um hospital particular havia quase duas semanas.

A causa da morte ainda não foi divulgada, mas no dia 10 de novembro, Francisco havia sido internado com fortes dores no intestino e precisou passar por uma cirurgia de emergência para estancar o sangramento.

A assessoria de imprensa dos cantores confirmou, por meio de nota, que o velório será às 10 horas no cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia.

Luciano Camargo está com coronavírus e foi diagnosticado há menos de uma semana.

Zezé usou as redes sociais para expressar a tristeza com a morte do pai. "Nenhuma tristeza é pra sempre, como nenhuma felicidade é eterna. Prepara-te para aprender com a dor e viva intensamente o que Deus te deu de presente: "a vida". Me perdoe pelo egoísmo de insistir que fique aqui, mas meu amor é tão grande, que me tira a sensatez, a lucidez e o entendimento, que a vida é assim! Mais uma vez me perdoe, por insistir que fique aqui. Te amo meu pai!", declarou no Instagram.

Além de Zezé e Luciano, Francisco Camargo deixa a esposa, Helena Siqueira de Camargo, e mais seis filhos: Marlene, Wellington, Emanoel, Luciele, Wesley e Walter.

Um outro filho dele, Emival Camargo, morreu em 1975 em um acidente de carro.

A vida dele foi registrada no filme Dois Filhos de Francisco, lançado em 2005 nos cinemas, e contou a história de vida da dupla Zezé di Camargo e Luciano e o esforço do pai para tornar a dupla conhecida no mundo da música sertaneja.

Segunda-Feira, 23 de novembro
Cantor de forró Louro Santos morre de covid-19
O cantor Louro Santos, de 49 anos, morreu na madrugada desta segunda-feira, 23, por complicações causadas pela covid-19. Ele estava internado há quinze dias em um hospital particular em Recife, após ter sido diagnosticado com o coronavírus.

A morte do artista nordestino de forró, que fez parte de bandas como Aveloz, Arretados do Forró e Forró da Malagueta, foi confirmada nas redes sociais por um amigo pessoal, o comunicador Léo Lima.

"É com muita tristeza que comunico o falecimento do meu amigo e compadre Louro Santos vítima da Covid-19. Nossos sentimentos a Natalia, Victor Santos, Gabriel e demais familiares. Você vai fazer falta meu irmão", escreveu jornalista.

Louro Santos também era compositor e teve algumas de suas canções interpretadas por artistas como Joelma, Calcinha Preta e Saia Rodada. Diversos nomes da música lamentaram a morte dele.

"Perdemos esse grande compositor para a covid-19. Que Deus te receba e que Ele conforte e alivie o coração de toda sua família Vamos continuar nos cuidando para que esse vírus não leve mais ninguém que amamos", disse a ex-integrante da banda Calypso em seu storie.

"Neste momento de dor quero deixar meus profundos e sinceros sentimentos aos familiares e amigos deste grande artista, cantor e compositor. O Forró hoje amanheceu de luto", escreveu o cantor Flávio José em publicação no instagram.
Segunda-Feira, 23 de novembro
Lázaro Ramos, Taís Araújo e filhos têm confirmação de covid-19

Os atores Lázaro Ramos e Taís Araújo publicaram no Instagram um comunicado revelando que foram diagnosticados com a covid-19, assim como seus filhos, João e Maria.

"Infelizmente, nossa família testou positivo para covid-19. Como todos sabem, nós caminhamos até aqui com todos os cuidados possíveis e seguindo todos os protocolos de segurança. Isso mostra que todos nós ainda precisamos estar atentos", escreveu o casal no sábado, 21.

"Sentimos sintomas leves e, para nosso alívio, as crianças estão assintomáticas. Com fé, esperamos esse tempo passar. [...] Nós estamos bem, mas sabemos que fomos afortunados enquanto muitas vidas seguem se esvaindo aqui e no mundo. Se cuidem", concluíram.

Quinta-Feira, 19 de novembro
Marco Luque desabafa sobre covid-19: 'O bichinho não é fácil não'
Marco Luque usou as redes sociais na quarta-feira, 18, para dar detalhes dos sintomas que está apresentando, após ser diagnosticado com covid-19. Mais magro, o ator e comediante afirma que sente um cansaço fora do comum.

"Salve, galerinha, diário de bordo, décimo dia de covid. Queria bater esse papo com vocês pra vocês verem que o 'bichinho' não é fácil não. Estou sentindo uma sutil melhora, mas estou tomando uma surra do 'bichinho'", afirmou.

Visivelmente abatido, Marco Luque dá mais detalhes: "Um cansaço fora do normal. Parece que estou há dois dias sem dormir. Graças à Deus não pegou meu pulmão, por isso to em casa. Mas to mais magro porque cansa comer. Você acaba desistindo na metade do prato. Cansa tomar banho, muitos banhos fui tomando sentado no box. Cansa subir escada também, cansa tudo".

O ator pediu as seguidores para se cuidarem e se protegerem contra o novo coronavírus. "Pelo amor de Deus, pessoal. Pra uns bate tranquilo, achei que batesse tranquilo em mim porque sou esportista e blá, blá, bla, mas não foi assim. Então, se cuide, se proteja, e não faça pouco caso dele", concluiu.
Terca-Feira, 17 de novembro
Márcio Garcia pede orações direcionadas ao pai, em estado grave com covid-19

O apresentador da TV Globo Márcio Garcia usou as redes sociais para pedir uma corrente de orações pela saúde do pai dele, Carlos Alberto Tavares Machado, que permanece internado em Juiz de Fora (MG), em um hospital da Unimed, com um quadro grave de covid-19. No vídeo de pouco mais de dois minutos, o apresentador lembrou que, recentemente, pediu orações para o sobrinho que sofria com um câncer e o garoto foi curado.

"Meu pai foi entubado. Não é fácil para um homem da idade dele passar por isso, muito menos para a família ter que conviver com isso", disse. Nesta segunda-feira, 16, Márcio Garcia fez um desabafo e admitiu que subestimou o novo coronavírus: "eu confesso que muitas vezes fiz pouco caso do covid, achei que não era tão grave, enfim. Sempre, claro, tomando meus cuidados, mas nunca levei tão a sério essa doença. Acho que muita gente passa por isso até ter um caso muito próximo como estou tendo agora com o meu pai".

O apresentador pediu energias positivas para que Carlos possa superar essa situação. "Estou passando por aqui humildemente para pedir uma corrente de orações pra vocês em nome dele. Só estou fazendo isso porque realmente a gente não tem mais o que fazer, a gente está contando com a equipe médica, que é excelente, e a gente está aqui orando pelo meu pai e a equipe médica. Se você tiver um tempinho e fazer uma oração pra ele, eu ficaria grato, de coração", finalizou.

Terca-Feira, 17 de novembro
Apresentadora Faa Morena anuncia demissão da RedeTV! após 17 anos

Faa Morena anunciou sua saída da RedeTV! nesta terça-feira, 17. A apresentadora, que é ex-esposa de Amilcare Dallevo Jr., um dos sócios da emissora, trabalhava à frente do Ritmo Brasil.

"Depois de 17 anos me desligo da RedeTV! e da apresentação do Ritmo Brasil. Encerro esse ciclo tão importante com o coração cheio de gratidão e amor por essa casa que me acolheu", escreveu.

Faa Morena ainda agradeceu colegas, funcionários e fãs: "Eu saio do ritmo Brasil, saio da RedeTV!, mas continuo com meus trabalhos culturais, musicais e de gente. Amo gente, amo vocês. Gratidão. É a vida que continua".

Confira a publicação abaixo:

A RedeTV confirmou que Faa Morena se demitiu da emissora e enviou a seguinte nota:

A RedeTV! confirma a saída de Faa Morena. Após 17 anos na emissora, a apresentadora comunicou sua decisão de não renovar o contrato e seguir novos desafios. A direção da RedeTV! agradece Faa pelo profissionalismo, respeito e contribuição ao longo de tantos anos de parceria e deseja sucesso em seus futuros projetos.

Terca-Feira, 17 de novembro
Preta Gil se posiciona contra a realização do carnaval no ano que vem
Preta Gil afirma que é preciso cancelar o carnaval 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus. A cantora é contra adiar a data do evento para o segundo semestre do ano que vem. "A maior festa popular do mundo, como você vai comemorar com tanta gente doente? Acho que adiar o carnaval não é uma boa opção. O melhor é cancelar. Cancela!", afirmou durante uma entrevista a Zeca Camargo, no UOL.

Preta Gil afirma que desde o início da pandemia já havia percebido que a festa não aconteceria no ano que vem.

"Desde o início caiu a ficha. Gente, não tem como! Carnaval agora só volta com vacina, não tem outra possiblidade. É burrice insistir e se martirizar, ficar sofrendo com uma coisaq que é tão óbvia", declarou.

A cantora disse que está pensando de que forma criativa vai comemorar o carnaval. "Vou 'carnavalizar' em casa. 'Carnavalizar' é um estado de espírtito. É bem delicado porque eu penso nas pessoas que trabalham no carnaval, um monte de gente, no Brasil inteiro. Desde as pessoas que fazem os bonecos de Olinda, quem vende cerveja na rua, é uma cadeia tão grande que vai ser atingida e eu fico pensando em solução para minimizar o sofrimento dessas pessoas", enfatizou Preta.

A cantora foi uma das primeiras personalidades brasileiras a contrair a covid-19. Ela se apresentou durante o casamento da irmã da influenciadora digital Gabriela Pugliesi, onde vários convidados ficaram doentes por causa do novo coronavírus.
Terca-Feira, 17 de novembro
'Fui assediado por homem e por mulher', relata Dudu Azevedo

O ator Dudu Azevedo revelou ter passado por situações em que sofreu assédio sexual e moral no passado, sem citar nomes, em entrevista ao canal de YouTube Bora com Caio Fischer, publicada no último domingo, 15.

Questionado se já sofreu assédio sexual, o ator respondeu que sim: "Quando eu sofri, de alguma forma, não era algo discutido como vem sendo ultimamente. Por diversas ocasiões já passei por coisas [assim], fora do trabalho e dentro do trabalho, também."

"Sempre sobrevivi a elas com presença de espírito. No meu caso, fui assediado por homem e por mulher, assédio sexual e assédio moral. De alguma forma, na situação eu deslizei. Consegui passar por aquilo como se fosse uma situação corriqueira, desconversei e fui adiante", continuou Dudu Azevedo.

O protagonista de Jesus ainda refletiu sobre a questão na sociedade atual: "As coisas estão mudando, se configurando de uma maneira diferente hoje em dia. Se você é assediado por alguém no trabalho pode reagir de forma diferente."

"Mas ainda essa situação é muito obscura. Queira ou não, muitas vezes esse tipo de coisa acontece como se não tivesse acontecendo. Como se fosse um blefe", conclui.

Terca-Feira, 17 de novembro
Série 'Sobrevoando' mostra belezas naturais da América Latina

Rodrigo Santoro se sentiu como um pássaro em seu mais novo trabalho, a narração da série documental Sobrevoando, que chega junto com o Disney+. A produção do National Geographic tem oito episódios que exploram quatro países da América Latina com imagens de cima. "A visão aérea é fabulosa. É uma forma de colocar as coisas em perspectiva metaforicamente", disse o ator em entrevista ao Estadão, via conferência virtual. "Ela não só promove uma sensação de liberdade, mas oferece um ponto de vista diferenciado, como de um pássaro. É um ponto de vista de alguém que está cuidando, alguém que vigia, que cuida, que sobrevoa e que não interfere. Que observa com distanciamento e, ao mesmo tempo, perto o suficiente para poder apreciar aquilo."

As mais de 160 horas de imagens foram captadas por drones em quatro países - Argentina, México, Peru e República Dominicana - focando em oito regiões e 30 cidades. Entre as atrações estão preciosidades históricas, culturais, da geografia, da fauna e da flora, como as pirâmides maias e os cenotes de Yucatán, a procissão do Señor de los Milagros em Lima, as ruínas de Machu Picchu, a trilha de Colombo em Santo Domingo e as baleias de Puerto Madryn. O Brasil ficou de fora da primeira temporada, mas, segundo Fernando Semenzato, líder de desenvolvimento e de produção para National Geographic e Nat Geo Kids da América Latina, temporadas futuras devem retratar o País. "Há 130 anos que National Geographic tem como objetivo chegar aonde nunca ninguém chegou, ou seja, contar histórias que não foram contadas Sobrevoando mostra cidades e lugares que talvez conhecêssemos, mas de uma maneira diferente, de cima", disse Semenzato.

Santoro espera, como artista e cidadão, que a série ajude as pessoas a entender que tudo é nossa casa. "E que preservar a biodiversidade não é moda, mas, sim, respeito por todos os mecanismos que favorecem nossa existência", disse. "As intenções são importantes, mas mais importantes ainda são as ações. E eu acho que essa série é um convite ao espectador a se enamorar dessas paisagens, desses lugares, dessas riquezas naturais, culturais, históricas, desses povos nativos, da sabedoria que eles carregam, toda a ancestralidade que está aí na natureza, a importância disso." Para ele, a preservação vem da admiração. E, nesse caso, a perspectiva aérea também ajuda. "O ponto de vista nos coloca no nosso lugar, nos mostra o tamanho que temos."

O ator é um apaixonado pela natureza, como se pode notar. E ele tem esperança de que mais pessoas estejam vendo a importância de defendê-la. "Está se falando mais sobre o assunto. Pelo menos discutindo, a gente começa a ver. Mas as ações são fundamentais. É preciso que a economia abrace isso", afirmou. "É necessário ser uma forma de olhar com respeito e com seriedade mesmo para a questão. Não pode ser uma coisa dos que preservam a natureza. Preservar a natureza não deveria ser uma coisa de alguns, de filosofia. É uma questão de sobrevivência mesmo. Se você preserva seu meio, está preservando a sua vida, a sua sobrevivência nesse lugar, o futuro, está dando condições para o hábitat. A Terra está aqui há tempos, a gente chegou muito depois. Não faria mal ter um pouco de humildade com tudo o que estava aqui antes, essas informações todas que estão na natureza " Santoro acha que é muito fácil observar isso: basta ver um dos muitos programas do National Geographic. "Você assiste e pensa como a natureza é perfeita. E é, se a gente não estragar."

A série vem num momento em que esses lugares não podem ser visitados ao vivo, por conta da pandemia. Para Rodrigo Santoro, é um momento de transformação. "Uma das coisas que aprendemos, ou deveríamos ter aprendido, é que vivemos uma falsa sensação de individualismo. Nossas escolhas, por menores que sejam, influenciam a vida de todo o mundo. Estamos aqui, agora, presenciando exatamente isso: o que a gente faz impacta a vida de todo o mundo. Isso é, na verdade, uma metáfora para uma série de coisas, para a preservação do meio ambiente, obviamente, mas também vários outros níveis", completou.

Sobrevoando é um alento em tempos tão difíceis. "As imagens nos fazem refletir sobre tanta beleza e tanta riqueza, mesmo sabendo que há tantos problemas sociais, econômicos, políticos. Mas, ao mesmo tempo, temos uma potência natural, histórica e cultural na América Latina. É, no mínimo, um convite à reflexão."

Terca-Feira, 17 de novembro
Há 110 anos nascia Rachel de Queiroz, a primeira mulher imortal da ABL

Há 110 anos, no dia 17 de novembro de 1910, Rachel de Queiroz nascia em Fortaleza. Primeira mulher a ser eleita imortal da Academia Brasileira de Letras, em 1977. Primeira mulher a ganhar o Prêmio Camões, em 1993. Rachel de Queiroz (1910-2003) entrou para a história da literatura brasileira e criou obras que marcariam gerações de leitores e autores, como O Quinze, As Três Marias e Memorial de Maria Moura.

Entre as idas e vindas da infância (Rio, Belém, Fortaleza novamente) e entre os dias em contato com a natureza e com a biblioteca da família, Rachel de Queiroz começou sua formação. Aos 15, já era professora. Aos 17, em 1927, publicava crônicas e poesias no jornal O Ceará. Rachel de Queiroz estreou na literatura com O Quinze em 1930, inaugurando o romance regionalista nordestino e abrindo o caminho para Jorge Amado, José Lins do Rego e Graciliano Ramos. O livro é situado na seca de 1915, cujos efeitos levaram sua família a buscar refúgio no Rio em 1917.

O Quinze projetou o nome de Rachel de Queiroz nacionalmente e foi elogiado pelo meio literário. Ela ganhou o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras, e ela foi saudada por Alceu Amoroso Lima como a grande voz feminina do romance no Modernismo. Como destacou Nelly Novaes Coelho, “Rachel consagrou-se entre as romancistas pioneiras que, no Brasil, focalizaram criticamente o cerceamento à liberdade de pensar, agir e amar, duramente imposto à mulher pela sociedade tradicional”.

Depois de publicar O Quinze, Rachel de Queiroz volta ao Rio e passa a publicar suas crônicas em veículos como O Jornal, Diário de Notícias, Folha Carioca, Última Hora e Jornal do Comércio. Nos anos 1940 e 1950, assina a crônica da última página da lendária revista O Cruzeiro. Em 1988, assume uma coluna semanal no Estadão.

Sua carreira literária segue com a publicação de romances, coletâneas de crônicas, folhetins, peças e livros infantis, como João Miguel (1932), Caminho de Pedras (1937), As Três Marias (1939), A Donzela e a Moura Torta (1948), O Galo de Ouro (1950), Lampião (1953), A Beata Maria do Egito (1958), Cem Crônicas Escolhidas (1958), O Brasileiro Perplexo (1964), O Menino Mágico (1969), Dôra, Doralina (1975), Memorial de Maria Moura (1992) e As Terras Ásperas (1993), entre outros títulos.

Sobre As Três Marias, Mário de Andrade disse que o romance era “uma das obras mais belas e ao mesmo tempo mais intensamente vividas da nossa literatura contemporânea”.

Memorial de Maria Moura, de 1992, virou minissérie da TV Globo em 1994. Em 2021, chega às livrarias uma reedição, com a fortuna crítica.

Dôra, Doralina ganha nova edição no fim do mês pela José Olympio que vem reeditando a obra de Rachel de Queiroz em novo projeto gráfico.

Rachel de Queiroz morreu em 4 de novembro de 2003, pouco antes de completar 92 anos.

4 livros essenciais de Rachel de Queiroz

O Quinze

(192 págs.; R$ 69,90 em capa dura)

O grande clássico de Rachel de Queiroz, lançado por ela aos 20 anos e que marca sua estreia literária, em 1930. Ao narrar as histórias de Conceição, Vicente e a saga do vaqueiro Chico Bento e sua família, a autora expõe o drama causado pela histórica seca de 1915, que assolou o Nordeste brasileiro.

As Três Marias

(256 págs.; R$ 49,90; R$ 37,90 o e-book)

De 1939, obra conta a história das três amigas Maria Augusta (Guta), Maria da Glória e Maria José, desde sua infância em um colégio de freiras até a vida adulta. Neste romance de formação, a autora retrata o processo de ajustamento ao mundo pelos olhos das meninas e convida o leitor a acompanhá-las desde os medos e as incertezas da juventude até o amadurecimento e aos dilemas da vida adulta.

Dôra, Doralina

(432 págs.; R$ 59,90)

O romance de 1975 narra a história de Maria das Dores, viúva recente de um casamento de conveniência, que sai da sombra da mãe e de uma vida de submissão para viver em Fortaleza, onde ela se torna atriz e passa a viajar pelo Brasil como integrante da trupe de uma Cia de teatro mambembe.

Memorial de Maria Moura

(496 págs.; R$ 79,90 a brochura; R$ 34,90 em versão pocket e R$ 59,90 o e-book)

Rachel de Queiroz publicou este romance em 1992, aos 82 anos, e ele foi adaptado pela Globo dois anos depois, com Glória Pires no papel de Maria Moura que luta para salvar sua terra apesar de todas as dificuldades.

Segunda-Feira, 09 de novembro
Ana Maria Braga diz que é cedo para saber se Louro José continuará no programa
Ana Maria Braga concedeu a primeira entrevista após a morte de Tom Veiga ao programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo, dia 8. Para a jornalista Renata Ceribelli, a apresentadora disse que a última semana foi muito difícil e que, no primeiro dia depois da notícia, não sabia se teria forças para continuar. Ao mesmo tempo, ela contemplou os mais de 20 anos de companhia com o amigo quando, de segunda a sexta, reprisou os melhores momentos ao lado do personagem.

"Eu tive a oportunidade essa semana de rever os 21 anos de Globo nos momentos que recordamos do Louro. Agora me sinto abrindo um novo olhar para esse fim de ano que não tem fim", disse.

Ana Maria Braga criou o personagem quando ainda apresentava o programa Note Anote, na Record TV, para aproveitar a audiência da programação infantil da emissora na época.

"Você olhando para isso de frente, na verdade, o Louro José existe. Ele pode não existir na interpretação magnífica de Tom Veiga, que deu vida a esse personagem, mas o personagem vai continuar existindo. Se você pegar os grandes personagens, como Mickey Mouse, eles fazem aniversário e são eternos. E o Louro vai ser eterno", enfatizou.

Perguntada sobre a continuidade de Louro José, Ana Maria Braga declarou que ainda não dá para avaliar se ele permanece no programa. "Eu acho que é muito cedo para se dizer qualquer coisa Obviamente que o Tom é inigualável", finalizou.
Domingo, 08 de novembro
Alok é eleito o 5º melhor DJ do mundo

Alok é o único brasileiro e sul-americano entre os cinco melhores DJs do mundo no ranking da revista inglesa DJ Mag, divulgado neste sábado, 7.

Aos 29 anos de idade, o goiano estreou na disputa em 2015 no 44º lugar. Nos anos seguintes, pulou para 25º, 19º, 13º respectivamente. Até que, em 2019, chegou a 11ª posição e agora, em 2020, na marca histórica de 5º melhor DJ do planeta.

"Me sinto extremamente honrado em ecoar o nome do nosso País com essa conquista. Ao longo do tempo aprendi que não só nosso trabalho, mas nossas reais intenções nos levam adiante. A contribuição de pessoas a minha volta é essencial e saber reconhecer o esforço de cada um para cada conquista é necessário", afirmou Alok.

O DJ fez questão de agradecer aos fãs pela conquista: "Reconheço os esforços diários de todos vocês. Essa conquista me enche de amor por todo o caminho percorrido".

O músico é também o primeiro brasileiro a figurar no top 100 global do aplicativo de streaming Spotify. Além disso, acaba de lançar seu novo single Alive e prepara seu especial de final de ano marcado para o dia 5 de dezembro, com transmissão ao vivo em seu canal do YouTube.

Domingo, 08 de novembro
Cantora Vanusa morre aos 73 anos em uma clínica de repouso

A cantora Vanusa morreu aos 73 anos, na madrugada deste domingo, 8, em uma casa de repouso onde estava internada em Santos, no litoral de São Paulo. A causa da morte foi registrada como insuficiência respiratória. Nos últimos meses, Vanusa esteve internada em um complexo hospitalar.

Fã de música desde criança, Vanusa Santos Flores nasceu em 22 de agosto de 1947 em Cruzeiro, no interior de São Paulo, mas foi criada nas cidades de Uberaba e Frutal, em Minas. Ainda adolescente, tornou-se cantora de um grupo de rock ao estilo da Jovem Guarda. O empresário Sidney Carvalho viu uma apresentação da banda, gostou, e colocou Vanusa em atrações da extinta TV Excelsior, como Os Adoráveis Trapalhões, programa liderado por Renato Aragão e Dedé Santana. Em 1968, ela gravou o primeiro álbum, chamado Vanusa, com o sucesso Pra Nunca Mais Chorar, de Carlos Imperial e Eduardo Araújo.

Este trabalho de estreia tem algo incomum para a época: uma intérprete feminina que também dá voz às próprias composições. Das 12 faixas, quatro são assinadas por Vanusa. Uma delas, o blues Negro, merece atenção por estar antenada à luta antirracista impulsionada por Martin Luther King, assassinado justamente no ano em que o disco saiu.

Considerado o trabalho psicodélico de Vanusa, por conta da capa e sonoridade, Vanusa (1969) é exemplar da ousadia da cantora, que mostra a extensão da voz em uma versão explosiva do clássico Sunny, de Bobby Hebb. No mesmo período, conhece o cantor Antonio Marcos e se casa com ele em 1972. O romance - e as atribulações - do casal ocuparam espaço relevante na imprensa de celebridades do momento, como a revista Sétimo Céu.

Ao trocar a gravadora RCA pela Continental, Vanusa dá início ao período de maior sucesso popular com a música Manhãs de Setembro, dela e de Mário Campanha. O produtor Wilson Miranda não acreditava no sucesso comercial da faixa e queria deixá-la de fora do repertório do disco que a cantora estava gravando em 1973. Vanusa fez pressão, venceu a batalha e a balada desencantada e ao mesmo tempo esperançosa foi para o topo das paradas de sucesso. O álbum também conta com What To Do, comparada nos últimos anos a Sabbath Bloody Sabbath, clássico da banda de heavy metal Black Sabbath - a de Vanusa saiu meses antes.

A carreira de Vanusa estava no auge com a repercussão da música Sonhos de Um Palhaço quando ela decidiu se separar de Antonio Marcos, em 1975. "Chegou a hora de você escolher: ou a nossa vida ou o seu scotch", disse ela depois de ouvir uma das duas filhas do casal dizendo que não queria ir para a escola porque os colegas diziam que o pai dela era bêbado. "Nunca vou parar de beber", respondeu Marcos. A frase entristeceu profundamente a cantora, que naquele momento tentava fazer uma transição para a elite da MPB com Amigos Novos e Antigos (1975), seu melhor disco, com faixa-título composta por João Bosco e Aldir Blanc, além de inéditas de Belchior (Paralelas, em versão antológica), Luiz Melodia (Congênito) e Fagner (Coração Americano, com Marcos).

No álbum seguinte, Vanusa 30 Anos, ela voltou a se aproximar de grandes compositores, que lhe deram material em primeira mão. Caetano Veloso fez Duas Manhãs, mas as faixas de maior repercussão foram Estado de Fotografia, que fez parte da trilha sonora da novela O Astro (1977) e Avôhai, de um ainda iniciante Zé Ramalho. O disco foi produzido por Augusto César Vanucci, diretor da TV Globo que foi o segundo marido da cantora. Os dois são pais de Rafael Vannucci.

Vanusa fez discos de repercussão modesta até o meio dos anos 1990 e se manteve na estrada. Em 2007, o produtor Thiago Marques Luiz tentou viabilizar um show de Vanusa ao lado de Belchior. Ofereceu o projeto a várias casas, mas nenhuma se interessou.

Em uma cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo, em agosto de 2009, ela foi convidada a interpretar o Hino Nacional. Na hora de cantar, atrapalhou-se com os versos e trocou palavras O ato foi filmado e o vídeo viralizou como se fosse uma peça de humor involuntário. Na época, Vanusa explicou que tomou um remédio para labirintite e ficou tonta na hora da apresentação.

O episódio causou feridas emocionais à cantora, que pensou em desistir da carreira, entrou em depressão e teve Síndrome do Pânico. "Foi uma maldade de quem fez, de quem retirou aquela gravação da Assembleia. Eles cortaram a parte inclusive em que eu desmaiei depois de cantar. Eu comecei a cantar e não sabia mais o que estava fazendo, e pouca gente sabe ainda que eu desmaiei. Mas olha só: com essa história do Hino Nacional, até as crianças de 5 anos passaram a me conhecer", lembrou ela em entrevista ao Estadão em 2015.

Naquele ano, ela gravou o último disco da carreira, idealizado e produzido por Zeca Baleiro. Em Vanusa Santos Flores (2015), a cantora fez releituras de Angela Ro Ro (Compasso), Vander Lee (Esperando Aviões), Zé Ramalho (O Silêncio dos Inocentes) e até apresentou uma parceria com Baleiro, Tudo Aurora. Nos shows de lançamento no Sesc Pompeia, Vanusa estava feliz por ocupar novamente um palco nobre e reencontrar o pianista e arranjador Sérgio Sá (1953-2017), com quem compôs o hit Mudanças. O álbum ficou como o testamento de uma cantora que, até mesmo em momentos difíceis, fez sua voz valer.

Fim dos Posts

Nenhuma página para carregar

Próxima página