24 de julho de 2021
Quinta-Feira, 22 de julho
Luciano Huck assume o comando do programa Domingão em setembro
Apresentador Luciano Huck
A Globo anunciou nesta quinta-feira, 22, as novidades que chegam entre agosto de setembro próximos. Entre os destaques, a chegada de Luciano Huck, em 5 de setembro, para comandar o Domingão.
 
Após a saída de Fausto Silva, o Domingão ganhou a apresentação temporária de Tiago Leifert, que se despede da atração no dia 29 de agosto, pois assumiu de forma interina, sabendo que o apresentador oficial seria Luciano Huck, que assumiria, a princípio somente em 2022. Leifert vai se despedir com a apresentação da grande final do Super Dança dos Famosos.
 
De acordo com a emissora, Huck assumirá o Domingão, que vai misturar quadros de sucesso com grandes histórias até dezembro. E, em janeiro, o apresentador inicia 2022 com novidades no programa.
 
Mas tem outras mudanças chegando. No dia 28 de agosto, Fernanda Gentil se despede do Se Joga e passa a comandar, em outubro, um novo game, que será exibido aos domingos, antes do futebol.
 
No dia 4 de setembro, a mudança começa pelas tardes de sábado da emissora, que terá a Sessão Comédia, com O Melhor da Escolinha, seguida da Sessão de Sábado, com filmes pensados para toda a família. E o Caldeirão continua na grade, mas com um novo apresentador, que ainda não foi divulgado.

Saída de Faustão
 
Desde o início de 2021, já havia sido revelado que Fausto Silva encerrara o contrato com a Globo, após mais de 30 anos, e que assumiria um programa na Band, em 2022. O apresentador tomou a decisão de não renovar o contrato com a emissora depois de ter uma reunião com os diretores do entretenimento Carlos Henrique Schroder e Ricardo Waddington. Havia planos para o apresentador assumir um programa nas noites de quinta, mas ele não quis.
 
A princípio, a ideia era de manter Faustão no comando do Domingão até o fim de 2021, mas, em 17 de junho, a emissora divulgou um comunicado anunciando que sua saída foi antecipada "por razões estratégicas e internas". E Tiago Leifert foi recrutado para assumir o comando do horário.
 
De forma provisória, Leifert havia feito sua estreia no comando dos domingos na emissora, por conta da internação do colega por uma infecção urinária. "O Faustão me deu essa missão de representá-lo hoje, mas eu não estou assim, super feliz. Estou muito honrado, mas preferia estar em casa. Preferia mil vezes estar com o Faustão aqui e eu em casa, de pijama, assistindo ao Domingão, porque o Faustão faz parte da nossa vida, da nossa família. Faustão, antes de qualquer coisa, beijo para você, toma esse antibiótico, volta logo, melhoras! Uma salva de palmas a Fausto Silva, que vai fazer muita falta hoje", pediu Leifert em seu primeiro discurso, antes da definição de que Faustão não voltaria.
 
Aqui, o comunicado da Globo sobre as mudanças na programação:
 
TV Globo estreia em setembro nova programação de fim de semana
 
Huck assumirá o ‘Domingão’, e Fernanda Gentil vai se preparar para apresentar novo game
 
A partir de setembro, curtir os fins de semana com a TV Globo vai ser ainda mais especial: a emissora estreia uma nova programação, com atrações inéditas, novos apresentadores no comando de programas consagrados e nova sessão de filmes.
 
No dia 28 de agosto, Fernanda Gentil encerra o ‘Se Joga’ para se dedicar, em outubro, à apresentação de um novo game, que vai ser exibido aos domingos, antes do futebol. Já a partir da semana seguinte, dia 04 de setembro, as tardes de sábado da emissora vão começar com humor e cinema: depois da ‘Sessão Comédia’, com ‘O Melhor da Escolinha’, vai ao ar a ‘Sessão de Sábado’, com filmes para toda a família. Na mesma data, mais uma estreia: o ‘Caldeirão’ virá com novo apresentador, cujo nome está sendo definido para comandar a atração até o fim do ano.
 
No dia 29 de agosto, Tiago Leifert vai se despedir das tardes de domingo com a grande final do ‘Super Dança dos Famosos’. No dia 05 de setembro, Luciano Huck assumirá o ‘Domingão’, num formato que vai misturar quadros de sucesso com grandes histórias até dezembro. Em janeiro, Huck estreará a temporada 2022 do ‘Domingão’ com muitas novidades.
Segunda-Feira, 19 de julho
Olavo de Carvalho deixa Hospital em São Paulo
Escritor Olavo de Carvalho

O escritor bolsonarista Olavo de Carvalho teve alta no domingo, 18, após dez dias internado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas. No dia 8, ele sofreu um mal-estar durante voo entre EUA e Brasil. Segundo o médico José Antonio Ramires, o escritor teve uma crise de angina.

A internação é alvo de inquérito civil instaurado pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do MP de São Paulo, que avalia se Olavo usou o SUS de forma irregular. O HC disse que prestará "todos os esclarecimentos".

Sexta-Feira, 16 de julho
Quadro de saúde de Claudia Rodrigues é grave: 'pode ser trágico'
Atriz Claudia Rodrigues

Claudia Rodrigues corre risco de morte por ter pausado a medicação contra esclerose múltipla para tomar a vacina da covid-19, de acordo com a assessora e amiga dela, Adriane Bonato A atriz está internada no Hospital Israelita Albert Einstein desde o último dia 9.

Claudia foi hospitalizada na semana passada após apresentar confusão mental, cefaleia e dormência nos membros direitos do corpo. A comediante faz uso de uma medicação importada a cada seis meses e, em junho, ela fez uma pausa no tratamento.

Rodrigues foi imunizada em 5 de maio com a primeira dose da Pfizer. Em agosto, ela tomaria a segunda. O estado de saúde atual da artista foi informado pela empresária Adriane Bonato.

"Nós tivemos que interromper a medicação porque precisávamos tomar a vacina da Pfizer. Ela não poderia tomar o remédio no meio [da imunização contra o coronavírus], porque a gente não sabe o que pode acontecer ou os efeitos. Pode haver até óbito", explicou.

"Optamos por tomar a vacina, que era o mais importante, por conta da imunidade baixa dela, do transplante e da própria doença. O Ocrevus [medicação contra esclerose] só seria possível dar em dezembro, pois a segunda dose só seria no dia 17 de agosto. Teríamos esse intervalo de três meses para não correr nenhum risco", detalhou.

"Depois de todos os exames feitos, alguns resultados nos levaram a ver que ela está tendo um aviso de possível surto por não estar tomando o Ocrevus. A qualquer momento pode acontecer dela ter um surto. Não queremos isso, porque as consequências podem ser trágicas. Já aconteceu de ter óbito por conta dessa quebra de protocolo e era isso que a gente estava evitando", lamentou.

Diante da conclusão dos médicos, Claudia deverá retomar o tratamento contra a doença neurológica nesta sexta-feira, 16, e Adriane pediu que os fãs orasses pela recuperação da atriz. Em seguida, a empresária desabafou sobre a espera da segunda dose da vacina contra covid-19. Segundo ela, não era preciso aguardar esse período, de junho a dezembro, sem o remédio contra esclerose.

"Meu desespero é porque descobri que a vacina da Pfizer pode ser tomada. O protocolo é que ela seja tomada no intervalo de três semanas e não de três meses. Ela é de três semanas a, no máximo, três meses. Não estou aqui para falar de política. Mas porque não escolheram três semanas? Se tivessem escolhido três semanas, ela já estaria imunizada e não estaria passando por nada disso", observou.

Vale lembrar que recomendação oficial do Ministério da Saúde é que o intervalo realmente seja de 12 semanas entre as aplicações Confira aqui o guia da vacinação.

Sexta-Feira, 16 de julho
Anitta e Rennan da Penha lançam música 'SexToU'
Cantora Anitta
O DJ e produtor de funk Rennan da Penha gravou uma música com Anitta, SexToU, que chegou às plataformas de streaming na noite de quinta-feira, 15. O título da música faz um trocadilho com a palavra Sextou: a forma como foi escrita induz à leitura da expressão Sex To You, ou 'sexo para você'.

A parceria com Da Penha já era revelada por Anitta em suas redes sociais: "Vai SeXtaR gostoso essa semana", escreveu ela na legenda de uma publicação, onde aparece com cabelos longos e look provocante de oncinha.

A música, que brinca com os jogos de realidade virtual, marca a estreia de Da Penha como cantor. Ele conta que acelerou um pouco o ritmo, chegando ao 170 bpm, o que deu mais suingue ao ritmo. O single conta ainda com um clipe.
Quarta-Feira, 14 de julho
DJ Ivis é preso em Fortaleza após agressão contra esposa
DJ Ivis
O cantor e produtor musical DJ Ivis foi preso nesta quarta-feira, 14, em Fortaleza, por agressão contra a esposa Pamella Holanda. A prisão preventiva foi solicitada pela Polícia Civil do Ceará e decretada ontem, 13, pela Justiça do Estado.

O governador Camilo Santana (PT) anunciou a decisão nas redes sociais. "Que responda pelo crime cometido", declarou o chefe do Executivo estadual.

O artista foi alvo de protestos e teve suas músicas retiradas de plataformas de streaming e de rádios no Ceará. Além de revolta de cantores como Xand Avião - que o desligou da empresa Vybbe - Sol Almeida e Ivete Sangalo.
Quarta-Feira, 14 de julho
Paulo Coelho e esposa querem financiar festival de jazz reprovado pela Funarte
O escritor Paulo Coelho e sua mulher, a artista plástica Christina Oiticica
O escritor Paulo Coelho e sua mulher, a artista plástica Christina Oiticica, se ofereceram para cobrir os gastos do Festival de Jazz do Capão, na Chapada Diamantina, na Bahia. Os organizadores do evento, que já está em sua nona edição, foram surpreendidos por um parecer técnico desfavorável da Fundação Nacional das Artes (Funarte) para que pudessem captar recursos por meio de leis de incentivo fiscal. Esta é a primeira vez que o Festival de Jazz no Capão não poderá usar a Lei Rouanet.

Coelho publicou a oferta em sua conta no Twitter. "A Fundação Coelho & Oiticica se oferece para cobrir os gastos do Festival do Capão, solicitados via Lei Rouanet (R$ 145 mil). Entrem em contato via DM pedindo a alguém que sigo aqui que me transmita", escreveu ele, que completou: "Única condição: que seja antifascista e pela democracia."

A frase, publicada pela organização do evento em suas redes sociais, foi tomada como justificativa pela Funarte para recusar o projeto. O documento foi assinado no dia 25 de junho, pelo parecerista Ronaldo D. Gomes e por Marcelo Nery Costa, diretor executivo da Funarte, e os organizadores do festival vieram a público nesta segunda-feira, 12, para comentar o assunto e publicaram trechos do parecer em que citam a tal postagem de 2020, em que o evento se posicionava como antifascista.

Nery foi nomeado para este cargo na Funarte em maio. Ele atuava na Autoridade de Governança do Legado Olímpico, dentro do Ministério do Esporte, onde foi assessor de diretor executivo, diretor executivo e presidente substituto do órgão.

O parecer, que cita Deus em diversos trechos, chama a atenção para o "desvio do objeto, risco à malversação do recurso público incentivado com propositura de indevido uso do mesmo" e ao longo desta segunda, nas redes sociais, membros da Secretaria Especial da Cultura reafirmam o seu caráter político para justificar a reprovação, este ano, do projeto.

O parecer começa com uma citação atribuída a Johann Sebastian Bach: "O objetivo e finalidade maior de toda música não deveria ser nenhum outro além da glória de Deus e a renovação da alma". Mais adiante, quando vai discutir a "aplicabilidade da lei federal de incentivo à cultura em objeto artístico cultural", lemos, logo na abertura: "Por inspiração no canto gregoriano, a Música pode ser vista como uma Arte Divina, onde as vozes em união se direcionam à Deus." Após um trecho de um canto, o texto segue: "A Arte é tão singular que pode ser associada ao Criador "

André Porciuncula, Secretário Nacional de Incentivo e Fomento à Cultura, também conhecido como "Capitão Cultura" (ele é capitão da PM), escreveu no Twitter que a "cultura não ficará mais refém de palanque político/partidário, ela será devolvida ao homem comum".

Ao que o ex-ator e atual secretário do pasta Mário Frias respondeu: "Enquanto eu for Secretário Especial da Cultura ela será resgatada desse sequestro político/ideológico!"

Frias também disse que "a lei é bastante clara" e que "apenas eventos culturais serão financiados com a verba federal da Rouanet".

No dia 20 de outubro de 2020, uma portaria publicada no Diário Oficial e assinada por André Porciuncula homologava "projetos culturais que, após terem atendido aos requisitos de admissibilidade estabelecidos pela Lei 8.313/91, Decreto 5 761/06 e a Instrução Normativa vigente, passam a fase de obtenção de doações e patrocínios". Entre eles estava o Festival de Jazz do Capão. Ele foi autorizado a captar R$ 147.290,00 entre os dias 21 de outubro e 31 de dezembro. O festival, no entanto, não foi realizado no ano passado.

O Festival de Jazz do Capão se divide em apresentações ao público em dois dias de evento, além de workshops com os músicos convidados.

"Continuaremos empenhados em manter o Festival de Jazz do Capão vivo, convictos de estar contribuindo para o desenvolvimento de uma sociedade inclusiva, plural e democrática", escreveram os organizadores no Facebook.
Terca-Feira, 13 de julho
Rádios do CE retiram DJ Ivis da programação; Deezer e Sony Music estudam punições
Dj Ivis

Após a divulgação dos vídeos de uma câmera de segurança em que aparece agredindo a mulher, Pamella Holanda, no apartamento onde moravam, em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, Ceará o DJ Ivis passou a ser alvo de protestos nas redes sociais. Além de revolta de cantores da região como Xand Avião - que o desligou da empresa Vybbe - Sol Almeida e Ivete Sangalo, as rádios do Ceará retiram as músicas do artista da programação. Já a sua gravadora Sony Music Brasil e a plataforma Deezer estudam possíveis punições.

Integrante do Sistema Verdes Mares de Comunicação, a FM93 informou em nota que não compactua com o conteúdo dos vídeos e, por isso, não tocará mais os sucessos do artista. "A FM93 é contra todo tipo de violência contra a mulher seja física, verbal ou psicológica e não compactua com esse tipo de comportamento. Esperamos que justiça seja feita por esta mulher, a filha dela e por todas as que sofrem violência doméstica.", escreveu.

Tom semelhante foi dada pelo Grupo Cidade de Comunicação, composto pela TV Cidade Fortaleza - afiliada da Record TV - e as rádios Atlântico Sul FM 105.7, Cidade 99.1, Jovem Pan Fortaleza 94,7, Jovem Pan News 92,9, Jovem Pan Jericoacoara 91,7 89,9 FM e Cidade AM 860. "Informamos que, devido aos atos de violência cometidos pelo cantor e compositor DJ Ivis contra a ex-companheira Pamella Holanda, nós, do Grupo Cidade de Comunicação, retiramos os hits do artista da programação musical de nossas rádios. Somos contra qualquer tipo de violência e a favor da punição em respeito à integridade de todas as mulheres que sofrem agressão física ou psicológica no ambiente doméstico" disse em texto divulgado nas redes sociais.

A Jangadeiro FM escreveu que "Não tem disfarce, não tem desculpa. Nenhuma violência contra mulher tem justificativa. Quando você denuncia, a violência contra mulher é combatida sem maquiagem". Por fim, o Sistema Sinal de Comunicação, que atua em Aracati, a 150 km de Fortaleza, reforçou não haver justificativa para a violência. "A Sinal, em hipótese alguma, compactuará com esse tipo de atitude[...] Estamos atentos a expressões e atitudes desta natureza e não toleraremos tais práticas", declarou.

Empresas estudam punições ao DJ Ivis

Responsável por sua representação e distribuição pelo Brasil, a gravadora Sony Music emitiu um comunicado nesta terça-feira, 13, após pressão das pessoas na internet. Em breve texto, a empresa disse que está reavaliando a parceria com o DJ Ivis. "A Sony Music Brasil leva as acusações contra o DJ Ivis muito a sério e não tolera esse tipo de comportamento. Acreditamos na criação de um ambiente seguro e inclusivo para todos. No momento, estamos revisando nossa relação com o artista".

A franquia nacional da plataforma de streaming Deezer reforçou que não compactua com as atitudes do músico. "Meu papo é reto: não há justificativa quando o assunto é violência contra a mulher. Não compactuo com essa conduta inadmissível. Sei que as devidas medidas estão sendo tomadas, e logo eu volto aqui para reforçar o meu posicionamento", diz em relato nas redes sociais.

Ao Estadão, a equipe do artista informou que ele só irá falar por meio da assessoria jurídica. "Iverson de Souza Araujo afirma que vai se manifestar somente nos autos dos processos através de seus advogados, respeitando o segredo de Justiça, e reforça que está totalmente à disposição da Justiça para esclarecimentos. Além de cumprir com rigor a medida protetiva já estabelecida, também garante que não deixará que nada falte para sua filha".

As imagens, que mostram socos, tapas e puxões de cabelo, foram divulgadas por Pamella Holanda nas redes sociais neste domingo, 11. Apesar dos registros de agressões e comoção na internet, o DJ Ivis ganhou pelo menos 220 mil seguidores no Instagram desde o sábado, 10. Em dois dias, ele saltou de 724 mil fãs para 983 mil.

Na tarde desta terça-feira, 13, o número caiu para 941 mil contas seguindo o usuário. Já a Pamella vem em uma crescente após a rede de apoio que foi formada, com nomes como Juliette Freire, Preta Gil e Duda Beat. A arquiteta saltou de menos de 200 mil para 3,1 milhões de seguidores no Instagram.

Terca-Feira, 13 de julho
Sambista francano lança videoclipe gravado no Poliesportivo
O videoclipe foi gravado no Poliesportivo

O sambista francano Maikon Rangel lançou a música “Bye Bye”. O videoclipe foi gravado no Poliesportivo e alcançou mais de 8,4 mil visualizações no Youtube. A música já foi reproduzido em rádios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A paixão do morador do Jardim Aeroporto lll pela música vem de família. “Comecei a tocar pagode por influência do meu avô, quando aprendi a tocar cavaquinho. Já integrei vários grupos de pagode daqui de Franca”, conta Maikon.

O artista compôs a música que chegou em rádios da região. Não demorou muito para despertar o interesse da GS Funk Produções. A parceria rendeu o videoclipe que virou sucesso, principalmente, na região. Segundo Maikon, o single bateu 6 mil visualizações no terceiro dia da publicação, que foi ao ar no último mês.

A repercussão gerou engajamento nos trabalhos e nas redes sociais do cantor e compositor. Maikon espera fazer shows agora com a retomada gradual das atividades. “Embora não esteja fazendo shows por causa da pandemia, esse vídeo parece ter dado uma repercutida”, disse.

A música “Bye Bye” está disponível no Youtube.

Segunda-Feira, 12 de julho
SBT atinge recorde de média de audiência com final da Copa América e supera Globo
Neymar jogando contra a seleção argentina

Com a final da Copa América, o SBT alcançou a liderança nas principais praças do País. A vitória por 1 a 0 da Argentina sobre o Brasil na noite do último sábado rendeu à emissora de Silvio Santos recorde de média de audiência e fez o canal superar a Globo na briga pela audiência.

Durante a decisão no Maracanã, o SBT alcançou a liderança em nove praças do País, ao obter 20,9 pontos de média, 34% de share e 24,6 pontos de pico, a maior média de audiência de todo o campeonato. Além de São Paulo, o canal liderou em Brasília, Recife, Manaus, Fortaleza, Goiânia, Belém, Florianópolis, Salvador e no Painel Nacional de Televisão (PNT), que mede a audiência das 15 principais regiões metropolitanas do País.

Os números foram superiores ao da Globo, que, na mesma faixa, ficou com 19,8 pontos de média com a exibição do Jornal Nacional e novela Império. No confronto com a novela, das 21h32 às 22h52, o SBT venceu por 21,8 a 19,8. A Record, terceira colocada, registrou apenas 3,8 pontos de média.

Além disso, a emissora de Silvio Santos registrou a maior audiência em São Paulo nos últimos 20 anos. Considerando apenas os sábados, essa foi a maior marca desde 27 de outubro de 2001, na faixa horária, quando o SBT marcou 22,1 pontos.

No horário da final da Copa América, das 21h às 22h52, o SBT alcançou 2,4 milhões de residências e 3,1 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

A Globo superou o SBT somente em três praças das 13 analisadas pelo Kantar Ibope: Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre. A Record ficou em terceira em todos os cenários.

No SBT, a derrota da seleção brasileira para a Argentina, que encerrou um jejum de 28 anos sem títulos, teve narração de Téo José, comentários de Mauro Beting e Edmílson e análise de arbitragem de Nadine Basttos. As reportagens foram de André Galvão e Fernanda Arantes.

Segunda-Feira, 12 de julho
Luísa Sonza retorna às redes sociais e anuncia lançamento de novo álbum: Talvez vocês finalmente possam me entender
Cantora Luísa Sonza
Luísa Sonza está de volta! Depois de mais de um mês afastada da web, na madrugada desta segunda-feira, dia 12, a cantora retornou às redes sociais e anunciou o lançamento de seu novo álbum, chamado DOCE 22. Luísa publicou a capa do álbum no Instagram e no Twitter, além da seguinte mensagem:

18 de julho. Nasci às 23 horas e 55 minutos desse dia. Isso significa que no dia 18 eu ainda vou ter 22 anos até os cinco minutos antes da meia noite. Dito isso, não faria sentido (pelo menos não na minha cabeça sistemática) lançar o álbum depois dos 22. Dia 18 é a data limite. Os 45 do segundo tempo. Não dá para adiar ele mais do que isso. Vou lançar ele à meia noite do dia 17 para o dia 18. Meu último dia com 22. Meus DOCEs 22. E, bem, de certa maneira, tô ansiosa para mostrar o que eu fiz para vocês e principalmente para mim, na verdade. Talvez vocês nem entendam nada desse álbum, ou entendam ele todo errado. Ou talvez vocês finalmente possam me entender. E se vocês entenderem, podem explicar para mim? Porque eu acho que ainda não entendi nada. Mas eu sei que sinto cada parte desse álbum dentro de mim. No final, é isso que importa. Eu quero que as músicas desse álbum não sejam sobre minha vida, sejam sobre a nossa. Quero que esse álbum seja sobre nós. Sobre você, suas vivências. Quero que você sinta esse álbum como eu sinto, seja lá o que você já viveu, que esse álbum te conforte, te divirta, te faça chorar, te faça se sentir sexy, te faça sentir raiva, coragem, prazer, poder, dor, força, muita força, de preferência. Que esse álbum te faça sentir. Enfim, é isso. Voltei

A cantora, que apareceu com o cabelo platinado, também revelou algumas fotos desta nova fase. Vale lembrar que Luísa se afastou das redes sociais depois de começar a receber ataques e ameaças de pessoas, após a morte do filho de seu ex-marido, Whindersson Nunes.

Domingo, 11 de julho
Luciano Szafir publica vídeo em UTI: 'para mostrar que estou vivo'
Ator Luciano Szafir

Luciano Szafir, que está internado na UTI de um hospital no Rio de Janeiro, usou seu perfil no Instagram para publicar um vídeo na tarde deste domingo, 11. "Para mostrar que eu estou vivo. Para agradecer", explicou o ator, emocionado com a situação. Na legenda, escreveu: "Fé em Deus sempre".

Szafir está internado em decorrência de complicações da covid-19 desde o dia 22 de junho, inicialmente no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, sendo posteriormente transferido ao Copa Star, na zona sul do Rio de Janeiro. Essa é a segunda vez que o ator sofre com a covid-19. Em fevereiro deste ano, ele já havia testado positivo ao novo coronavírus, relatando apenas dores de cabeça e no corpo na ocasião.

Na quarta-feira, 7, Szafir também passou por uma cirurgia de retirada de hematoma e segmento do cólon, da qual vem se recuperando. No último sábado, 10, o ator apresentou melhora e foi extubado, retirando a ventilação mecânica e passando a receber apenas suplemento de oxigênio.

Diversos artistas usaram os comentários da publicação para mandar energias positivas a Luciano Szafir. "Fique bem, recupere-se logo e que venha a cura completa, meu amigo. Força!", escreveu Otaviano Costa. Lucio Mauro Filho postou: "Força e serenidade, irmão! A corrente aqui tá forte! É muito amor! Tudo pra você!". "Amigo querido, que alegria te ver", disse Vanessa Gerbelli.

Confira abaixo a íntegra da nota mais recente sobre seu estado de saúde:

"O ator e apresentador Luciano Szafir segue internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital Copa Star, no Rio de Janeiro, mas apresentando melhora evolutiva. Na manhã deste sábado, 10 de julho, o paciente foi retirado da ventilação mecânica, sendo extubado, e agora recebe apenas suplementação de oxigênio".

Sábado, 10 de julho
Internado com covid-19, Luciano Szafir é extubado e tem melhora
Ator Luciano Szafir

Luciano Szafir, que está internado com covid-19, foi retirado da ventilação mecânica, sendo extubado na manhã deste sábado, 10. De acordo com nota divulgada pela família, agora o ator recebe suplementação de oxigênio e vem apresentando uma "melhora evolutiva". Na última quarta-feira, 7, Szafir também passou por uma cirurgia de retirada de hematoma e segmento do cólon.

Luciano Szafir está internado na UTI desde o dia 22 de junho, inicialmente no Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, sendo posteriormente transferido ao Copa Star, na zona su. Essa é a segunda vez que o ator sofre com a covid-19. Em fevereiro deste ano ele já havia testado positivo ao novo coronavírus, relatando apenas dores de cabeça e no corpo na ocasião.

"Obrigada pelas orações e mensagens de carinho. Continuem orando", pediu Sasha Meneghel, filha que Szafir teve em um antigo relacionamento com Xuxa.

A apresentadora também usou as redes sociais recentemente para falar sobre o estado de saúde do ex e criticar a postura do governo brasileiro durante a pandemia. "A vacina demorou... 52 anos o Lu tem, já podia estar vacinado (duplamente) se o nosso governo não estivesse preocupado em ganhar um dólar por vacina e dizendo não a Pfizer e outras", escreveu.

Sexta-Feira, 09 de julho
Com covid-19 e em estado grave, Luciano Szafir é transferido após cirurgia
Ator Luciano Szafir

O ator Luciano Szafir, de 52 anos, foi transferido ontem, quinta-feira, 8, do Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca, onde estava internado desde o dia 22 de junho, para o Copa Star, na zona sul do Rio.

Segundo nota emitida pela mãe do ator, Beth Szafir, o quadro de saúde dele é "grave", mas "os médicos estão otimistas". O ator está intubado e na UTI.

Szafir havia sido submetido a uma cirurgia abdominal na quarta-feira, 7. "A cirurgia foi bem feita e o quadro pulmonar dele está melhor do que era esperado", afirma Beth.

Ele já havia se infectado com o novo coronavírus em 2020 e se reinfectou possivelmente após uma viagem de trabalho à Bahia.

O reality show Os Szafirs estreou no último dia 22, no canal E!. O programa acompanha a vida e o dia a dia da família de Beth Szafir, 67, de Luciano, 52, e da esposa do ator, Luhanna, 37.

Quinta-Feira, 08 de julho
Nathalia Arcuri deixa RedeTV! após homofobia de Sikêra Jr.: 'Discurso criminoso'
Apresentadora Nathalia Arcuri

Nathalia Arcuri cancelou seu contrato com a RedeTV! na quarta-feira, 7. A apresentadora do programa Me Poupe pediu demissão por discordar da omissão da emissora em relação às falas homofóbicas de Sikêra Jr.

No dia 25 de junho, o comunicador chamou os homossexuais de "raça desgraçada" ao vivo, durante o Alerta Nacional. Essa e outras ofensas repercutidas por Sikêra foram alvo de ação judicial do MPF, que pede uma iNdenização de R$ 10 milhões e retratação do apresentador.

Em nota, o canal confirmou o desligamento da jornalista e informou que o último episódio da atração comandada por ela será exibido na terça-feira, 20. "A RedeTV! confirma a saída de Nathalia Arcuri. A emissora agradece o profissionalismo e empenho dela e deseja sucesso em sua jornada."

Em entrevista ao Estadão, Nathalia deu mais detalhes sobre a decisão de romper o contrato. "A intenção da parceira com a RedeTV! sempre foi chegar em mais pessoas que eu não alcançaria nas mídias digitais e a emissora sempre deixou o caminho aberto. O programa realmente era meu e eu fazia como queria", disse.

"Mas, a gente sabe que quando você está em uma grade de programação, acaba respondendo pelo que acontece dentro dela. Aquelas declarações são mais do que infelizes, são ofensivas. E a postura da RedeTV! de manter o apresentador...para mim, se você não faz nada, você já fez alguma coisa. Percebi que era insustentável continuar ali, porque feriram valores importantes para mim: de liberdade, individualidade, respeito, transparência e autoresponsabilidade.".

Como foi esse desligamento?

O canal estava super feliz com o programa, que faturava. Respeitaram a minha saída, mas eles não concordaram. Só que no momento que falam: 'Não posso tirar o cara do ar por questões contratuais', já estavam se posicionado. É um desalinhamento de crenças.

Esse não é o único programa da casa que tem declarações machistas, fora da realidade, que defendem coisas que eu também não acredito (...) Pensando com a cabeça deles, deve ser muito bom ter esse tipo de mídia, eles não estão se preocupando. Uma pessoa que fala uma atrocidade daquela você acha que vai ficar preocupada com a Nathalia que rompeu o contrato?

Qual é sua opinião sobre o discurso do apresentador?

Em muitas emissoras, não só a RedeTV!, você vai encontrar discursos que tendem mais para um lado ou para o outro. Aqui teve um discurso criminoso. Afinal, homofobia é crime. Então ele foge dos limites. Mas, o que eu mais gostaria de deixar [claro] para todo mundo é que essa decisão reforça algo que eu sempre ensino: a importância da independência financeira.

O mais importante é o que isso deixa de exemplo para as pessoas? Porque elas acham isso tão corajoso? A educação financeira me deixa livre para tomar essa decisão. Se todo mundo tivesse um porto seguro, poderia romper com o que não acredita e ir embora. Isso fez minha equipe e eu refletirmos ainda mais naquilo que acreditamos. Essa repercussão fez a gente perceber que as pessoas estão carentes de valores. Esse é o grande aprendizado: que a gente exponha mais aquilo que acredita.

Quarta-Feira, 07 de julho
Leandro Karnal: 'A esperança é revolucionária'
Escritor e professor Leandro Karnal

Em 1978, o compositor Aldir Blanc falou em "esperança equilibrista" para definir o momento político conturbado e de incertezas pelo qual o Brasil passava. O historiador e professor Leandro Karnal, que lança o livro A Coragem da Esperança, escreve que este sentimento, hoje, apesar das transformações e desafios pelos quais o mundo enfrenta, está no décimo segundo andar pronto para, sem cordas, saltar e se transformar em algo "fértil e vicejante".

"Entendo o prudente ceticismo, mas sou esperançoso. Quando encerro as crônicas dizendo que é preciso ter esperança é porque ela é necessária para existir", diz Karnal. O livro traz uma reunião de textos publicados no Estadão, no qual Karnal escreve às quartas e domingos - neste dia 11, aliás, o jornal vai publicar a crônica de número 500 do autor.

Essa provocação com o pensar em um amanhã diferente está em textos como O Controle, no qual ele discorre sobre radicais e diz que a esperança raramente está neles. Em A Ira das Pombas, Karnal fala sobre ódios e redes sociais - as quais ele classifica como um sistema de vigilância humana jamais visto anteriormente - e diz que é preciso voar alto para escapar dessas labaredas.

A esperança também está nas crônicas de ficção que Karnal começou a escrever no ano passado. A primeira delas, As Quatro Vítimas do Chá, chegou primeiro às páginas deste jornal e fala sobre decadência, um dos temas que se tornaram recorrentes nelas Porém, mesmo em meio a um processo de degradação, a recomendação do autor é uma boa dose de fé no que virá.

Em entrevista por telefone, Karnal falou sobre o tema que une os textos, divididos em seis partes, os quais o escritor Ignácio de Loyola Brandão recomenda, no prefácio, ler com calma; e também sobre solidariedade, redes sociais e fama.

Esse é o quarto volume com coletâneas de textos que o senhor publica. O processo de seleção dos textos já está mais fácil?

É curioso observar como alguns textos envelheceram rapidamente, perderam o sentido do tema mais quente. Outros permanecem dialogando com o momento atual. É natural. Para este livro, eu tinha mais opções de crônicas do que os anteriores. Escrevi novos textos, subdividi em itens. Então, aqui, a dificuldade foi o que deixar de fora. A novidade é que, pela primeira vez, eu passei a escrever crônicas de ficção. No ano passado, enviei a primeira crônica de ficção para ser publicada no Estadão, As Quatro Vítimas do Chá. Elas me dão um imenso prazer. É uma maneira de ver as coisas sem o compromisso com o rigor dos fatos Às vezes, é um manifesto político, outras, uma reflexão sobre a decadência, aliás, tema esse recorrente.

Por que começou a escrever ficção nesse período tão significativo para a humanidade?

No século 16, as pessoas liam poesias épicas, como Os Lusíadas. Uma das obras mais populares de Shakespeare é o poema Vênus e Adônis, que ninguém mais lê hoje em dia. No século 17/18, surge o romance, uma história mais linear. A crônica é a alma do século 20/21, porque ela é curta e permite uma experiência similar ao conto, completa, em uma única sentada. Enquanto romances como Ulisses, de Joyce, e Dom Quixote de La Mancha, de Cervantes, precisam de mais tempos para serem digeridos em sua magnitude, a crônica permite que você se sente no sofá com seu celular ou com o jornal e tenha a experiência do início, meio e fim. Ou seja, ela é adequada à demanda de tempo atual das pessoas. Hoje, somos mais Hai-Kai do que poesia épica. Não lamento. Não estamos menos inteligentes, mas com menos tempo.

O senhor cita no prefácio do livro que a cada ano seus textos são publicados em mais jornais. O que isso modifica seu modo de escrever?

Meus assistentes dizem que minha palestra para dez ou para 40 mil pessoas é muito parecida, que eu me dedico por igual. O tamanho do público não altera a forma. Claro, se eu estiver falando em um estádio, não é a mesma coisa se eu estivesse falando com a diretoria de uma empresa, para 5 ou 6 diretores. O tom de voz e a gesticulação mudam. Acho que isso (essa ampliação de publicações) me obriga a pensar fora da casca de ser um cidadão do Sul que mora em São Paulo há mais de 30 anos, que pensa a realidade dessa cidade. O Brasil que percorri no mundo anterior à peste é muito diferente. Tento pensar de maneira mais ampla. Claro, tenho um lugar. Aquilo que Fernando Pessoa fala sobre o rio da aldeia dele. Tolstoi diz que o grande desafio é universalizar sua aldeia. Como não sou Pessoa e nem Tolstoi, tento pensar mais amplo, evitando um sotaque forte. Tornar-se um influenciador implica uma grande responsabilidade.

É imperativo debater a esperança em tempos como o atual?

Nem sempre a esperança foi vista como algo positivo. Os gregos a colocaram como o último dos males na caixa de Pandora. Nietzsche, grande especialista em cultura grega, diz que a esperança é uma crueldade. Você diz para aquela pessoa em estado terminal de câncer: vai dar tudo certo. Você sabe que não. Sou uma pessoa com uma carga de realismo muito grande. Mas, se eu, como professor, perder a esperança, não tenho por que educar alguém. A esperança, para mim, que tenho formação religiosa, me torna mais produtivo. Então, se não for depressão, que é uma doença, ser pessimista é ser vagabundo. A pessoa adota a desesperança como estratégia de imobilismo. Entendo o prudente ceticismo, mas sou esperançoso. Quando encerro as crônicas dizendo que é preciso ter esperança é porque ela é necessária para existir. Eu, com 58 anos, tenho até o direito de ser cético e pessimista, mas não posso dizer a alguém de 18 anos que a vida é um horror, até porque ela tem o direito de imaginar que ela seria boa.

Para alguns, a esperança passa pela religião. Outros, por um novo amor, uma oportunidade de trabalho, a mudança de um governo, a chegada de um filho. Há ponto comum nesses anseios?

Você constata que o mundo é imperfeito e imagina um mundo perfectível, no sentido de que ele pode ser melhorado. Há religiões mais imobilistas que outras. Porém, os religiosos sabem, como disse Ignácio de Loyola, que eu tenho que rezar como se o homem fosse inútil e trabalhar como se Deus não existisse. Gosto também do ditado árabe que diz "confie em Alá, mas amarre bem seu camelo". Os políticos, os pais e os professores têm que pensar em um mundo possível melhor. Um dos dramas atuais é a naturalização da crise, como se sempre tivesse sido assim. Desde 2013, quando tivemos manifestações massivas, as pessoas acham que a política é essa que se mistura com as páginas policiais. Não foi sempre assim. É preciso desnaturalizar essa crise e pensar que podemos fazer algo que torne a realidade atual melhor

Porém, assim como a felicidade, a esperança pode não ser um estado ou um sentimento contínuo. A desesperança pode trazer algo de bom?

Não creio que haja algo positivo na desesperança. No ceticismo, sim. É bom ter uma dose dele para impedir que você consuma elementos de propagandas políticas e de mercado. É preciso ter o ceticismo filosófico, o que dá origem ao pensamento crítico. Agora, a desesperança como o abandono da crença, de que as coisas possam ser diferentes, para mim, hoje, é fruto de uma estratégia muito conservadora que quer apresentar como imutável algo que é perfeita e historicamente mutável. Seria como eu dizer a um ser humano escravizado em 1800 que a escravidão sempre vai existir. Ou dizer a uma mulher na década de 1930 que ela nunca poderia votar. É querer naturalizar uma estratégia de exploração. A esperança é revolucionária.

No livro, o senhor diz que a esperança está na inteligência, no viver, talvez na paz, em um silêncio produtivo. Mas também pode ser amordaçada pela ditadura e, por vezes, se apresenta combalida, sufocada pelo ressentimento. Em que momento estamos?

Apesar de as ditaduras poderem ser absolutas, totalitárias - e o melhor exemplo hoje no planeta é a Coreia do Norte -, mas já tivemos no passado o stalinismo, o nazismo e as ditaduras de direita e esquerda na América, a liberdade pode ser amordaçada, torturada, mas ela não morre. Ela é uma espécie de Orlando, da Virginia Woolf, uma fênix que renasce constantemente. Ela é um instinto. Nós estamos em um momento de liberdade arranhada, mas não por riscos à democracia ou por projetos totalitários. Não porque haja como há no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa pessoas com tendências ditatoriais, mas porque aceitamos um sistema de vigilância humana inédito. Nós permitimos que grandes corporações usem nossos dados. Permitimos sermos catalogados por um algoritmo. O nazismo não tinha tantas informações dos alemães quanto a atual democracia alemã tem. Eu posso saber a sexualidade da pessoa sem ela me dizer nada, apenas olhando o que ela acessa no Google ou no YouTube. É uma ameaça à liberdade muito maior do que ameaças de golpe de Estado de republiquetas de bananas como temos na América de tempos em tempos. Muito maior do que esses golpezinhos de quinta categoria que temos no Brasil, no Chile e na Argentina. É mais sutil e sofisticado porque é feito em nome da liberdade.

Há uma crônica em que o senhor fala sobre as lives, sobre a dor de ser anônimo em um momento no qual todos querem, de alguma forma, serem vistos. Onde está o equilíbrio?

A vontade da glória, da fama, é antiga. O homem tocou fogo no Templo de Diana em Éfeso para ficar conhecido. Mitologicamente, dizem ao guerreiro Aquiles, quando ele nasce, se ele quer uma vida longa e ser anônimo, ou prefere morrer jovem e ficar conhecido pelos próximos dois mil anos. Ele prefere morrer jovem Hoje, todos os Aquiles, até os que não têm habilidade de guerreiro, têm uma rede social. Não precisam usar lança e escudo A fama virou um oxigênio. Assim como eu sou um fenômeno, isso desaparece com uma rapidez extraordinária. É o mundo líquido do (Zygmunt) Bauman. No século 19, os historiadores diziam: se não tiver documento, não tem história. Hoje, se não tiver post, Reels e TikTok, não tem história. É um novo tipo de positivismo no qual a realidade é dirigida pela publicação. Há 30 anos, quando eu dava palestras, eu era um recém- pós-graduado, as pessoas diziam: ele publicou um livro, fala tantas línguas. Hoje, falam: ele tem 7 milhões de seguidores. É o primeiro dado do meu currículo. O valor do indivíduo é medido em reais pelo número de seguidores que ele tem.

Como reage às fake news e aos textos atribuídos a você - alguns já foram até desmentidos pelas agências de checagem?

Quando eu entrei na Unicamp, na década de 1990, vi um aluno com uma camiseta na qual estava escrito "amor é fogo que arde sem se ver" e, embaixo, "Renato Russo". Eu pensei: como alguém confunde o Sonetos de Camões com a música Monte Castelo? A falsa atribuição é clássica na história - e muitas vezes manipulada. Comigo acontecem três situações. A primeira é eu citar algum autor e aparecer como se fosse uma frase minha. Por exemplo, falo na minha palestra "a consciência nos torna covarde", de Hamlet, em seu monólogo. A pessoa ignora que eu disse que essa é uma frase de Shakespeare. A segunda - e eu não sei qual o processo genético disso - são textos que circulam com minha assinatura. Há pouco foi um sobre uma comunidade judaica na Grécia. Eu nem conhecia essa história. A terceira, de infidelidade, que é maldosa, é a retirada de uma frase de um contexto e citada como exemplo da minha imbecilidade. Me sinto como um salmo da Bíblia que diz "Deus não existe", mas ignoram o complemento que é "diz um insensato em seu coração".

Há uma crônica, chamada O Outro, na qual o senhor aborda a solidariedade - e a falta dela. O famoso "o que eu tenho com isso?". A solidariedade é um caminho para dias melhores?

Sem o outro, é difícil eu ter consciência de mim. Primeiramente, a solidariedade é um esforço para perceber que existe o outro - e isso é um pouco complicado nos dias de hoje. Em segundo lugar, a solidariedade melhora a mim. Sou obrigado a ser sensível à dor, como diz uma música, à vendedora de chicletes (Burguesia, de Cazuza), porque isso vai me tornar uma pessoa melhor. Não para ganhar o céu, pois não sou religioso - mas para evitar que o mundo vire um inferno. O cada um por si é, geralmente, uma estratégia de quem está muito bem, está por cima, e vai dizer que chegou lá porque teve muito empenho. A solidão é fundamental para a consciência, mas não como um status permanente.

Em um dos textos, o senhor escreve que "A glória de Romeu e Julieta foi terem vivido tudo em menos de uma semana". Ou seja, a rotina pode ser cruel, frustrante. O senhor aponta a resiliência, a criatividade, como antídotos a isso. O que fazer, na prática?

É preciso entender que existe muito entusiasmo em uma inauguração. O momento em que um empreendimento começa, o livro que você sentou para escrever, o primeiro dia de uma faxina. Mas vou lhe dizer uma coisa: eu só mando os parabéns para um jovem escritor a partir da segunda obra. Um espasmo de qualidade quase todo mundo consegue. A lua de mel não é o casamento. Ela é o período mais enganoso do casamento. Talvez ele comece nas bodas de prata. O amor de Romeu e Julieta é o pior do mundo. Viram-se uma vez e se apaixonaram. Não é um bom exemplo de amor. É um exemplo de tesão. Isso é um bad love, como dizem os americanos. O amor é uma construção lenta, que requer intimidade. O amor descrito com drama, como em O Amor Nos Tempos do Cólera, de Gabriel García Márquez, em que o casal acorda em horários diferentes e se irrita durante décadas com essa diferença, é um desafio muito maior. A energia de continuar tentando é o que eu admiro.

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