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Por: Regina Helena Bastianini

Quem sou?
Onde estou
Se não estou sempre comigo
Quando me sou?
Se tanto ser persigo?
 

Sou o que poderia ter sido
O que não é
O que não pode ser


Sou os olhos do outro,
Meu coração de criança,
Mensagem plena de ruídos
Entre o enlevo e a dança.


Sou o que não se diz,
Silêncio de pedra em abismos,
Onda guardada no mar,
Noite aguardando vida.


Sou fagulha entre células
Intervalo de aqui no sempre
Sou o que sei das coisas
A realidade impalpável
Que habita corpos e céus.

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