Dia de faxina

Por: Paulo Rubens Gimenes

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Fica estabelecido por decreto que dia três de outubro é dia de faxina; mas decreto público, correto, nas vista do povo, nada de mode daqueles secreto.

Nesse dia nós vamo faxiná, vamo limpá os congresso, as câmara, enfim tudo quanto é lugá onde os bicho-pulítico gosta de escarafunchá. Vamo secá as teta do governo, as mina de dinheiro onde esse bicho gosta de mamá.

Nós, que já ta crecidim tumem temo que colaborá e é junto que nós vamo acaba com todo esse má. Esse bicho, o bicho pulítico que eu falo, é que nem erva-daninha, praga que pra todo lado dá, dos escritório de Brasília inté no fundo de nosso quintá.

Entonce fica estabelecido, dia três é oio no oio, fuça nas fuça e vamo faxiná.

Vamo deixá de sê bobo e por deslexo e pressa, inda acreditá em véia promessa desses caboclo safado, deixano de lado suas história, seus passado.

Eta bichim tinhoso nas manha de disfarçá. Pra misturá com os bão tem esperteza que num acaba, pois bicho de goiaba em goiaba branca acaba virano goiaba.

Pois se é assassino e vai preso quem mata pra roubá, como é que se chama aquele que desvia as verba, as verba que despois vai fartá, pra tirá menino da rua e os véio das fila dos hospitar? Ô meu povo, vamo acordá.

Entonce fica estabelicido, passado o recibo, apalavrado na hon-ra, no fio do bigode; já que fazê lei nóis num pode, um cumbinado nóis vai mandá.

No dia três o voto vira vassora, e nóis vamo faxiná. A vamo!

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