Ícones

Por: Everton de Paula

Entre os significados da palavra ícone, no dicionário do Aurélio, encontro o seguinte: “pessoa que evoca fortemente certas qualidades ou características de algo, ou que é muito representativo dele.” Aí, tentei analisar se eu teria sido premiado, na vida, com a felicidade de ter os meus ícones guardados, como mestres de minha conduta, de meu pensamento e procedimento moral e ético. E descobri, com muita satisfação, que possuo inúmeros ícones na minha vida.

Pelo fato de minha geração, quando jovem, não ter sido atordoada com imagens de televisão, internet, computadores, celulares, shoppings, globalização e outros que tais, restou a personalidade das pessoas e dos santos para ser admirada. Confesso, de forma convicta, que saí, ou saímos, ganhando da geração de jovens contemporâneos, pelo menos neste item.

Tenho de sobra um número muito grande de pessoas que influenciaram profundamente na formação de minha personalidade. Não falarei de meus pais, porque é óbvio. Nem dos santos, pela mesma razão. Mas me detenho nos professores que tive à época do antigo ginásio e clássico no IETC. Também não falarei dos professores ainda vivos, porque a eles, a cada reencontro, testemunho minha gratidão, minha amizade, meu respeito. E os que morreram são muitos e continuam ricos e amados. E para facilitar a leitura, esquematizo professores e qualidades. (veja quadro abaixo)

Não falo de outros dos quais o leitor possa ter sido aluno, mas não eu. E também porque correria o seriíssimo risco de cometer uma gafe. Por exemplo: não tenho mais notícias de Wanda (Sociologia), Rosinha (Ciências), Jamil (Ciências). Não fui aluno de Pedro Nunes Rocha, de Blucher, de Luís Sinelli. Mas estes que citei acima, com suas qualidades de mestre e pessoa, marcaram de forma indelével minha formação moral e o princípio de meus conhecimentos. Falaria com saudades das professoras de educação infantil (Celeida, Beny, Elza Foster e Elza César Conti), com as mesmas saudades dos mestres e doutores da faculdade, mas ícones mesmo, a quem ergui estátuas nas praças de minha memória e gratidão são os elencados. Mestres não porque ensinaram, mas por terem se tornado paradigmas de conduta.

Gratidão. Reconhecimento. Saudades!

(Clique na imagem para ampliar)
 

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