Omissão

Por:

Luiz Cruz de Oliveira
Professor, escritor, membro da Academia Francana de Letras

O médico e o cientista, o promotor e o juiz, o bispo e o jornalista são, via de regra, figuras proeminentes no cenário social.

Aprendi, porém, criança quase, que qualquer profissional dificilmente existiria sem a participação, em suas vidas, de um professor. Aprendi e entendo que este é pilar de magnitude e solidez qual a da mãe e a do pai na construção de uma personalidade.

Esse entendimento é que me levou, semanas atrás, a expressar reconhecimento ao trabalho de seres que atuam uma vida inteira, quase sempre no anonimato, na tarefa de moldar caracteres, na tarefa de aperfeiçoar as faces do homem e do mundo.

Em minha crônica, relatei nomes de mestres cujos caminhos cruzaram o meu, uma ou muitas vezes. E, naquela ocasião, lamentavelmente, deixei de citar a Dona Zezé, e a Irma Finatti que tanto me ajudaram em meu primeiro ano de ginásio, embora não lecionassem no Torquato Caleiro. Omiti nomes de colegas de magistério e de lides literárias, como Jane Mahalem, Cirlene de Pádua, Lurdinha Liporoni, Everton de Paula, Padre Jerônimo.

Fui cobrado pela ausência de muitos nomes de professores cuja dedicação e amor plantaram raízes imorredouras nos seus discípulos.

É impossível a mim e à crônica fazer justiça a todos os mestres.

Então, humildemente, exorto a todos, neste momento de reflexão e homenagem ao Mestre, a incluírem em suas orações os mestres que por sua estrada passaram.

Envie seu texto
e faça parte do Nossas Letras