Sem parar

Por: Karina Gera

“Parar para quê?” Perguntei para o médico em uma dessas consultas anuais. Nunca soube o significado desta palavra. Então disparei: “dormir muito é desperdício de tempo! Hora de almoço é hora de colocar o trabalho atrasado em dia; ficar parado assistindo TV é exaustivo, isso sim me cansa, e muito!”- enfatizei. E para completar minha enxurrada de explicações do cotidiano supermetabólico, disse: “aproveito as minhas férias para trabalhar mais!”. Recebi o seguinte receituário: trabalhar no máximo 8 horas ao dia, fazer cinco refeições de pelo menos trinta minutos cada, uma hora de atividade física ao dia, dormir no mínimo sete horas e trinta minutos por noite e reservar seis horas para o lazer. Então respondi indignada: “Doutor, mas isso tudo eu já faço simultaneamente com o trabalho!”

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