Inocência

Por: Eny Miranda

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Há perfumes soltos no ar:
Águas e arco-íris
Cheiram a cantigas de roda,
Pique-esconde, amarelinha...
Magias escoam nas cores da tarde,
Nos cantos ocasos das tontas cigarras...

Luzes acendem no denso da noite
Encantos da Carochinha:
Fadas sabem a caramelo,
A biscoitinhos de chuva...
Chuva, a chá de canela,
A bolo de chocolate
E a pipoca, bem quentinha.

Há perfumes soltos nos livros:
Cheiros de História brotam das folhas
Escondidas entre as cores
E as capas de papel.
Magias ressurgem
Nos cantos nascentes
De sonhos que esvoaçam
E de vida que se envasa
Entre cantos, contos e encantos.

Doces odores.
Perfume de água limpa
Modelando seixos vivos,
Faiscando lumes
Sobre tenro musgo.
A vida volita e floresce
Entre céu, água e terra fresca.
Pura-luz,
Suave inocência.

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