Mudar ou trocar

Por: Farisa Moherdaui

As coisas mudam quase todos os dias e isso é bom quando nos fazem sair da rotina. E mudar é o mesmo que trocar? Às vezes sim, às vezes não e para mim o trocar, quase sempre, implica em despesas assim como: trocar de carro, trocar os móveis da casa, a TV de 29 polegadas pela LCD 42 polegadas, e até mesmo trocar o jogo de panelas de alumínio por aquela de inox tão bonito! Não troco, que pena!

Por essas e por outras é que poucas vezes eu troco e muitas vezes eu mudo como, por exemplo, a disposição dos móveis da sala: o sofá vai para o lugar das poltronas; a mesinha de centro para o canto da sala; o vaso de flores pelo jarro com folhas e mais ainda.

Na cozinha também costumo mudar: a marca do pó de café, a marca do arroz, os pratos fundos pelos rasos; o frango frito pelo frango assado; o pão francês pelo pão de forma; a couve em folhas pela couve-flor e vou indo...

Em certos momentos mudo a caminhada pela bicicleta ergométrica; o sapato fechado pelas rasteirinhas. O sabonete perfumado pelo neutro; a música orquestrada pelos sambas do Jair Rodrigues e Alcione e até a crônica que por vezes acabo de escrever, por outra, cujo tema apareceu de repente.

Recentemente mudei de salão de beleza, mas em se tratando de beleza, no meu caso, quase nada ou nada muda; mas tento, né? Estou agora com o Xodó e as suas meninas que pelejam e algumas coisas até conseguiram mudar em mim, como a cor dos cabelos, o corte, o penteado; tá bom demais né? Até as minhas unhas ficaram mais bonitas com aquelas duas pedrinhas a que eu chamo pedrinhas, mas as meninas do Xodó mudaram para “cristais”. Colocadas na unha do dedo anelar esquerdo, aqueles dois brilhantinhos, lado a lado, uma graça, um charme! Faça você também, mude.

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