Previsão

Por: Tânia Liporoni

As cartas do baralho vou juntando, embaralhando, fazendo montes. Distribuo ou arremesso. Faço planos. Sigo fazendo pilhas. Às vezes, até jogo com elas. O ás de ouro, uso quando quero causar boa impressão e o de espadas, para velhas ou novas disputas. Uso ainda para me proteger das outras do mesmo naipe. Se o rei encontra a dama, podem fazer boa história. Mas, com o aparecimento de um coringa, os planos carecem de ser alterados. As apostas, os conchavos, são parte do movimento. Mesmo tudo perder está dentro da previsão. As cartas, empilhadas formam um castelo. Castelo de cartas. E, é bom pensar que mesmo que ele desmorone na menor sombra de vento, foram colocadas assim, umas sobre outras, por essas mãos, as minhas. Desdobro em erros e acertos. Quero compreender para seguir em frente, o olhar lá no horizonte de onde se vislumbra nuvem e imensidões.

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