Facebook

Por: Karina Gera

Pode falar, sorrir ou chorar, a onda é desabafar, colocar para fora e externar os sentimentos mais particulares. O facebook foi criado para ser uma ferramenta de interação de ideias com pessoas conhecidas, mas como todo processo de evolução, o homem tem o poder de recriar a todo momento suas funções. Compartilhar imagens e links pode ser algo útil, mas o que movimenta mesmo as atualizações da rede são as declarações afetuosas da nossa vida. Uma frase de um grande escritor após compartilhada pode receber várias “curtidas”, mas a lamentação de algum problema pessoal ou entrave particular recebe curtições e também conselhos. Tem alguma dúvida do que fazer? Joga lá no facebook que rapidamente dezenas de “amigos” comentarão e palpitarão suas decisões. Parece invasão, mas não é, pois a partir do momento que dispomos nossos sentimentos em um lugar comunitário ele passa a ter domínio comum e não podemos nos aborrecer com possíveis respostas que desagradem nossos pensamentos. O “face”, apelidinho carinhoso, é um ponto de encontro virtual, onde as pessoas disputam popularidade como nas escolas dos filmes americanos, mas na rede vale a lei de quem recebe mais comentários. Ser “legal virtual” é a nova onda! As atualizações são muito rápidas, como uma enxurrada de sentimentos e também desaparecem muito rápido, pois logo vêm mais feeds de notícias que substituem nossos pensamentos e reflexões. Então a resposta à correnteza de ideias do Face é atualizar com mais constância, por isso é bem comum acompanharmos o dia-a-dia de nossos amigos e sabermos a todo momento onde estão, com quem e o que estão fazendo. No que você está pensando agora?

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