Servir

Por: Maria Rita Liporoni Toledo

Uma das atitudes mais bonitas que conheço é o serviço voluntário. É desinteressado e traz em si dupla finalidade: faz bem para quem o recebe e para quem o pratica. A vida tem mais sentido quando somos necessários e ativos socialmente.

Quando um grupo se une em torno de uma proposta, as individualidades são suplantadas pela força do coletivo. Trinta pessoas precisam doar seu trabalho para a confecção de uma feijoada , que vendida em porções resulta em dinheiro para ser doado a uma entidade assistencial. Esta atividade envolve desde a impressão e venda dos ingressos, as compras, a organização da cozinha, a escolha do feijão, picar e cozinhar os ingredientes, os temperos e a finalização, que dá ao produto o caldo grosso e saboroso, que alimentará as pessoas. A união de elementos naturais simboliza a união espiritual dos participantes. Uma mágica motivadora faz com que os membros da equipe, com sua humildade e humanismo, se envolvam na causa com o intento de ajudar o próximo. Na porção de feijoada servida está um pouco de amor de cada um.

Feiras, quermesses, espetáculos musicais e outros eventos são realizados com a participação de voluntários alegres, bem dispostos, criativos. Muitos grupos se organizam de formas diferentes e atuam de acordo com seus talentos: artesanato, música, línguas, enfermagem e outros.

Mudanças significativas ocorrem no comportamento dos envolvidos. O resultado comove e surpreende. O homem pode ser bom e generoso. Tem provado que é. Assumir o papel de cidadão, em que cada um tem responsabilidade social com sua comunidade é um ato humano que merece respeito e admiração.

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